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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Economia Solidária gera renda em Caxias

rBianca Costa,da Agência Chasque
Há 10 anos, 21 integrantes da Associação de Reciclagem Interbairros tiram sua renda do lixo. A associação fica no bairro Vila Maestra e recicla todo lixo que a Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (CODECA) tira das ruas de Caxias do Sul. Eva Guedes da Silva trabalha desde a fundação da Associação. Ela conta que os 21 integrantes separam todo tipo de material que pode ser reciclado.Vidro, papel, papelão e plástico são separados e depois prensados. O trabalho de separação é feito pelas mulheres e os homens trabalham na prensa. Ela diz que, depois do material pronto, ele é vendido diretamente para a indústria.
Eva Guedes da Silva afirma que a renda retirada do lixo serve para pagar as contas da Associação e o restante é dividido de forma igual entre os integrantes. “Nós pagamos as contas que a Associação tem e o restante a gente divide em valor igual para todos em horas trabalhadas. Nós temos cartão-ponto aqui, batemos na entrada e na saída. Em todos os primeiros dias do mês é somado o cartão-ponto e feito o total de horas. Geralmente dá em torno de 180 a 207 horas, porque nós trabalhamos 22 a 23 dias no mês”, relata.A Associação Interbairros pode ser considerada um empreendimento da economia solidária. Conforme Vera Regina Schmitz, que é mestre em Comunicação e coordenadora de Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários da Unisinos, em São Leopoldo, a característica básica de um empreendimento solidário é a autogestão.
A professora Vera afirma que outra característica da economia solidária é a visão do trabalho de forma coletiva. Além disso, as associações e cooperativas revertem os resultados direto para o grupo.“No fundo, são empreendimentos autogestionários, são grupos e associações que trabalham de forma coletiva. Hoje, se formos comparar um pouco um grupo da economia solidária com um grupo com outra forma de organização, talvez algumas características típicas é a autogestão, que é muito forte nos grupos, o que se produz é revertido para o grupo, é bastante democrática, o foco não é o lucro, mas sim pensar na geração de renda”, explica. Conforme a professora Vera Regina Schmitz existem mais de 1,8 mil empreendimentos solidários no Rio Grande do Sul.

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