Outra Economia Acontece

Loading...

sábado, 30 de janeiro de 2010

Economia Solidária afirma propostas na Carta dos Movimentos Sociais - FSM 10 Anos


Comentário: A Assembléia dos Movimentos Sociais que ocorreu durante o Fórum Social Mundial 10 Anos consolidou propostas apresentadas pela economia solidária para a carta dos movimentos sociais. A intervenção da Economia Solidária no processo de avaliação dos rumos do Fórum Social Mundial passou pela organização do I Fórum Social e I Feira Mundial da ECOSOL, com a realização de diversos seminários, encontros, oficinas e na participação organizada na Marcha de Abertura. A Carta dos Movimentos Sociais convoca para o dia 31 de maio em São Paulo a Assembléia Nacional dos Movimentos Sociais e lança um conjunto de bandeiras de luta para o ano de 2010. Para a economia solidaria três bandeiras de luta dos movimentos sociais são bem importantes: a) o reconhecimento do Trabalho Associado e Autogerido; b) a mudança da Lei Geral de Cooperativismo; c) aprovação do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário.

Leia abaixo a Carta dos Movimentos Sociais, aprovada no dia 29 de janeiro de 2010 em Porto Alegre - Fórum Social Mundial 10 Anos.


Carta dos Movimentos Sociais

ASSEMBLEIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Porto Alegre, 29 de janeiro de 2010.

10 ANOS DO FSM - OUTRO MUNDO ACONTECE!

O Fórum Social Mundial surgiu em 2001 como uma forma de resistência dos povos de todo o planeta contra a avalanche neoliberal dos anos 90. Dessa forma ganhou força e se tornou um grande pólo contra hegemônico ao Capitalismo financeiro.

Nesses 10 anos passou pelo Brasil, Venezuela, Índia, Quênia levando a esperança de um mundo novo. Foi dessa maneira que o FSM conseguiu contagiar corações e mentes para a idéia de que é sim possível construir outro mundo com justiça social, democracia, sem destruir o planeta e valorizando as culturas nacionais. O FSM foi fundamental para construir uma nova conjuntura que valorize o multilateralismo e a solidariedade entre os povos. E é assim que partiremos para novas lutas e para construir o próximo Fórum Social Mundial em Dakar em janeiro de 2011.

Com o declínio do neoliberalismo e a crise do capitalismo entraram em choque também os valores capitalistas. Assim, o capitalismo predatório que destrói o meio ambiente causando graves desequilíbrios climáticos, que desrespeita os povos de todo o mundo e suas soberanias, explora o trabalhador e desestrutura o mundo do trabalho, que exclui o jovem, discrimina o homossexual, oprime a mulher, marginaliza o negro, mercantiliza a cultura, passa a ser questionado. Portanto, as crises atuais nada mais são do que crises do modelo de desenvolvimento adotado, que é o das grandes corporações capitalistas. De tal maneira, essa crise do Capitalismo coloca os movimentos sociais em situação mais favorável para travar a luta.

O mundo mudou. E a crise do sistema financeiro mundial é uma derrota do Imperialismo. Assim caminha-se para a busca de soluções multilaterais reforçando órgãos como o G-20. Ao mesmo tempo emergem novas potencias como o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) que representa o fortalecimento das nações emergentes. Isso sem falar na América Latina que atrai os olhos de todo o planeta diante de sua onda transformadora e mudancista. Escorre pelo ralo o velho ideário neoliberal do Estado mínimo e o Estado volta a ser o grande instrumento de fomentação do desenvolvimento.

Por outro lado, a hegemonia mundial ainda é capitalista e as elites não entregarão o continente que sempre foi tido como o quintal do Imperialismo de mão beijada. Não é à toa a promoção do golpe em Honduras em 2009 e contra Chávez em 2002, a desestabilização de Lugo no Paraguai, a tentativa de golpe contra Lula no Brasil em 2005. A turma do neoliberalismo não esta morta e demonstrou isso nas eleições do Chile. Ao mesmo tempo, as elites se utilizam e fortalecem novos instrumentos de dominação.

Sua principal arma hoje é a grande mídia e os grandes veículos de comunicação. São esses organismos que funcionam como verdadeiros porta-vozes das elites conservadoras e golpistas. Nesse sentido ganham força os movimentos de cultura livre que conseguem driblar o monopólio midiático e influenciar a opinião de milhares de pessoas e a necessidade do fortalecimento das rádios comunitárias.

O Imperialismo mostra a cada dia a sua face. Elegeu Obama em um grande movimento de massas carregando consigo as esperanças do povo estadunidense em superar a era Bush. Entretanto o Imperialismo continua sendo Imperialismo. Dessa forma cresce seu o olho diante das grandes riquezas descobertas como o Pré-sal. Os EUA reativaram a quarta frota marítima e instalaram mais bases militares na Colômbia de seu amigo Uribe, além de insistir no retrógrado bloqueio a Cuba.

Os movimentos sociais reunidos no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre reafirmam seu compromisso com a luta por justiça social, soberania, pela integração solidária da América Latina e de todos os povos do mundo, pelo fortalecimento do multilateralismo, contra o Imperialismo, pela autodeterminação dos povos e contra todas as formas de opressão. Dessa forma, os movimentos sociais brasileiros convocam a Assembléia Nacional dos Movimentos Sociais para o dia 31 de maio em São Paulo e definem as seguintes bandeiras de luta:

SOBERANIA NACIONAL

-Defesa do Pré-sal 100% para o povo brasileiro;

-Pela retirada das bases estrangeiras da América Latina e Caribe;

-Defesa da autodeterminação dos povos;

-Pela retirada imediata das tropas dos EUA do Afeganistão e do Iraque;

-Pela criação do Estado Palestino;

-Contra os Golpes de Estado a exemplo de Honduras;

-Contra a presença da 4ª Frota na América Latina;

-Pela integração solidária da América Latina;

-Contra a volta do neoliberalismo;

-Pelo fortalecimento do MERCOSUL, UNASUL e da ALBA;

-Pela democratização e o fortalecimento das forças armadas;

-Pela defesa da Amazônia como patrimônio nacional.

DESENVOLVIMENTO

-Por uma política nacional de desenvolvimento ambientalmente sustentável, que preserve o meio ambiente e a biodiversidade, e que resguarde a soberania sobre a Amazônia brasileira.

-Por um Projeto Nacional de Desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho;

-Pelo fortalecimento da indústria nacional;

-Contra o latifúndio;

-Em defesa da Reforma Agrária;

-Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;

-Por políticas Públicas para a Juventude;

-Defesa de formas de organização econômica baseadas na cooperação, autogestão e culturas locais;

-Pela alteração da Lei Geral do Cooperativismo e da conquista de um Sistema de Finanças Solidárias e Programa de Desenvolvimento da Economia Solidária (PRONADES), do Direito ao Trabalho Associado e Autogestionário, e de um Sistema de Comércio Justo e Solidário;

-Por um desenvolvimento local sustentável;

-Por Políticas Públicas de Igualdade Racial;

DEMOCRACIA

-Contra os monopólios midiáticos;

-Contra a criminalização dos movimentos sociais;

-Em defesa da Cultura livre: É necessário que todo o processo de criação e difusão seja livre, garantindo aos sujeitos sociais condições suficientes para criarem e acessarem todos os bens culturais;

-Pela ampliação da participação do povo nas decisões;

-Contra o golpe em Honduras;

-Contra a desestabilização dos governos democráticos e populares da América Latina;

-Democratizar os meios de comunicação, visando a pluralidade de opiniões e o respeito e difusão das opiniões das minorias. Pela criação imediata de um canal aberto de televisão pública. Pela integração da TV pública brasileira ao projeto da Telesul. Fortalecimento das rádios e TVs públicas e comunitárias. Concessão de linhas de financiamento a projetos de criação de novas TV’s, Rádios, Jornais e Revistas de grande circulação por parte dos movimentos sociais populares quando da mudança do modelo analógico para o modelo digital brasileiro;

-Pelo fim das patentes de remédios;
-Contra o caráter restritivo a distribuição de conhecimento e propriedade intelectual; Pela revisão da lei de direito autoral brasileira, enfocando nos novos formatos de distribuição de conteúdo em mídias digitais;

-Contra a intolerância religiosa, em defesa do Estado laico.

MAIS DIREITOS AO POVO

-Educação pública, gratuita e de qualidade para todos e todas, com a universalização do acesso, promoção da qualidade e incentivo à permanência, seja na educação infantil, no ensino fundamental, médio e superior. Por uma campanha efetiva de erradicação do analfabetismo. Adoção de medidas que democratizem o acesso ao ensino superior público;

-Defesa da saúde pública garantindo acesso da população a atendimento de qualidade. Tratamento preventivo às doenças, atendimento digno às pessoas nas instituições públicas;

-Pela garantia e ampliação dos direitos sexuais reprodutivos;

-Contra a exploração sexual das mulheres;

-Pelo fim do fator previdenciário e por reajuste digno para os aposentados.

SOLIDARIEDADE

-Solidariedade ao povo haitiano diante do recente desastre ocorrido em virtude de uma sequência de terremotos;

-Solidariedade ao povo cubano – pela liberdade dos 5 prisioneiros políticos do Império.

-Solidariedade aos povos oprimidos do mundo.

CALENDÁRIO

08 MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER;

MARÇO – JORNADA DE LUTAS DA UNE E UBES

1º MAIO– DIA DO TRABALHADOR

31 MAIO – ASSEMBLÉIA NACIONAL DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

1 DE JUNHO – CONFERENCIA NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA

com a chegada da UNISOL Brasil a Economia Solidária se fortalece no Acre


Economia Solidária se fortalece no Acre com a chegada da Unisol

Tatiana Félix *

O ano de 2009 trouxe avanços para o setor da Economia Solidária no Acre, região Norte do país. Além da criação do marco legal no Estado, a chegada da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol), veio apoiar e fortalecer os empreendimentos desta nova economia.

A entidade se instalou no Acre no primeiro semestre de 2009 e desde então tem afiliado cada vez mais empreendimentos. "Já contamos com quase 50 empreendimentos filiados à Unisol", contabiliza Carlos Omar de Assis, Assessor Técnico da Unisol no Acre.

A aprovação da lei estadual que cria o Programa Estadual da Economia Solidária, em abril do ano passado, fortaleceu os empreendimentos da região, buscando subsídios com outros programas e políticas de inclusão social e geração de trabalho e renda.

Segundo Carlos Omar, o foco deste ano está nas parcerias. "Queremos buscar novos parceiros e potencializar os empreendimentos, através da capacitação", declara. Ele disse ainda que, para isso, devem ser realizadas ações de formação, autogestão, e, principalmente, na área da comercialização, uma das principais dificuldades enfrentadas pelo setor em todo o país. "É preciso ter abertura de mercado".

Outra expectativa para este ano é a criação do Conselho Estadual de Economia Solidária, um espaço que deve cuidar de assuntos como políticas públicas e o acesso ao microcrédito, entre outros temas. De acordo com o Assessor Técnico, Rio Branco, capital do Estado, já possui um Conselho Municipal para o segmento, já que a cidade aprovou há cerca de dois anos, a lei municipal de economia solidária.

Na programação dos eventos, Omar adianta que na segunda quinzena de maio será realizada a segunda edição da Feira Internacional Pan-Amazônia. Na primeira edição, realizada no ano passado, cerca de 330 empreendimentos, de oito países, entre eles, Peru, Chile, Bolívia e Colômbia, participaram.

"As matérias de Economia Solidária são produzidas com o apoio do Banco do Nordeste (BNB)".


* Jornalista da Adital

Música para Baixar no FSM 10 Anos

Uma nova forma de estimular a cultura no país foi debatida no Fórum Social Mundial 10 Anos. A idéia é unir a música, com as novas tecnologias e com a liberdade política para todo cidadão. É a chamada Cultura Livre.

Conheça um pouco mais no nosso Outro Olhar de hoje. A produção é do Movimento MPB: Música para Baixar.

Produção: Movimento Música para Baixar

Colaboração: Everton Rodrigues, Fernando Anitelli, GOG, Gilherme



sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ampliar e repensar as relações Sul-Sul

Comentário: Assistimos na economia mundial um aprofundamento nas relações Sul-Sul visando ampliar a integração regional e fortalecer as economias em desenvolvimento. Mudando de forma gradual os fluxos econômicos mundiais.

Infelizmente, no Comércio Justo as opções preferenciais ainda são as relações Norte-Sul e o aprofundamento das relações com as grandes superfícies (em sua maioria tendo como principais acionistas grupos transnacionais com sede nos países imperialistas). Nesse sentido, os debates ocorridos durante o I Fórum Social de ECOSOL mostraram a necessidade de aprofundar as relações comerciais Sul - Sul. Buscando desenvolver logísticas solidárias e uma integração maior entre os empreendimentos latinoamericanos.

Para serem alternativas, relações Sul-Sul precisam ser repensadas, diz economista

Jorge Bernstein lembra que acordos de integração regional entre países periféricos envolve 4 bilhões de pessoas no mundo

Direto de Salvador - Acordos Sul-Sul, formados entre países em desenvolvimento não podem ser pensadas como alternativas à superação da crise, porque já são uma realidade no mundo, segundo o economista Jorge Bernstein. O professor da Universidade de Buenos Aires acredita que é necessário repensar acordos de integração regional para que não repitam estruturas que levam o mundo a crises constantes.

Ele acredita que o mundo vive uma convergência de crises, incluindo problemas econômicas, sociais, ambientais etc., que está mais perto do início do que do fim. "Mesmo o diretor do FMI diz que a aparente saída da crise é fruto da intervenção dos Estados, mas não há projeção de crescimento", sustenta.

Nesse sentido, Bernstein criticou uma frase disposta em um cartaz ao fundo da mesa do seminário Crises e Oportunidades, no Fórum Social Mundial Temático Bahia. A frase "Sociedade e governos debatem o mundo pós-crise" sugeriria, para o economista, que "estamos em 2040", porque novos choques sobre o sistema financeiro são previstos por analistas.

Bernstein lembra que os acordos regionais na África, América do Sul e, especialmente, a Ásia envolvem, somados, cerca de 4 bilhões de pessoas. Seja com finalidades energéticas, comerciais ou militares, esses acordos podem representar avanços, mas também retrocessos econômicos e sociais, se reproduzirem modelos convencionais.

O exemplo citado pelo economista envolve acordo entre os governos chinês e indonésio de comércio de petróleo. "Há segurança energética de um lado e lucros do petróleo de outro, mas os produtos industriais chineses vão invadir a Indonésia, causando possivelmente pobreza e miséria", prevê.

O economista acredita que as relações Sul-Sul são uma forma de desconexão e religação de países que precisa ser pensada em um contexto do que ele considera ser a "decadência do centro do mundo". "Não há a substituição de uma potência por um mundo multipolar, mas uma despolarização em que aparecem espaços de desenvolvimento não controlados pelas grandes potências", avalia. Nesses espaços é que poderiam ser fortalecidas relações entre países em desenvolvimento.

Nacionalizar os Bancos para evitar as crises financeiras, afirma Paul Singer

Intervenção pública no sistema financeiro no mundo é uma das oportunidades abertas pela crise. Economista reconhece que falta de opinião pública no Norte é entrave

O economista Paul Singer participa do seminário A Conjuntura Economica Hoje, no segundo dia do Fórum Social Mundial (Foto: Renato Araújo/ABr)

Direto de Salvador - O economista e secretário nacional de Economia Solidária Paul Singer defendeu, na manhã desta sexta-feira (29), a nacionalização dos bancos como forma de evitar novas crises financeiras. Para ele, está é uma das oportunidades abertas pela instabilidade econômica estabelecida internacionalmente desde setembro de 2008.

"(Barack) Obama, que é muito controverso, está uma ofensiva contra os bancos. Antes dele, (Nicolas) Sarkozy, na França, e Gordon Brown, na Inglaterra, já abriram bateria contra bancos, mas sem proposta concreta", analisa. "Minha proposta é nacionalizar os bancos", opina.

O fato de instituições financeiras terem sido salvas de falência por recursos públicos e de algumas chegarem a ter seu controle transferido ao Estado – como o Bank of America – permitem pensar a respeito da hipótese.

A argumentação passa pelo caso brasileiro, em que o Estado controla metade do sistema financeiro e usou três bancos, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, para minar os efeitos da retração. O resultado foi um ano de 2009 com crescimento zero – "o que não é crise, mas também não é bom" – e reaquecimento a partir do segundo trimestre.

Singer reconhece, porém, entraves. "Não há opinião pública suficientemente formada para isso", admite. "No hemisfério Norte, o neoliberalismo é sufocante e governos são chantageados a parar medidas anticrise de caráter keynesianos (invervenção do Estado na economia) que também adotaram", acusa.

Apesar das dificuldades, ele acredita que países desenvolvidos como o Japão e Estados Unidos vivem transformações políticas importantes.

A primeira mesa do seminário Crises e Oportunidades, no Fórum Social Mundial Temático Bahia, discutiu como estratégias e alianças de países do Sul, periféricos, poderiam representar alternativas. As discussões prosseguem até este domingo (31), no FSMT-BA.

Singer apontou a existência de um Mercado Comum do Cone Sul da Economia Solidária (Mercosul Solidário), criado em 2006 como forma de se construir alternativas sem passar pelos países mais ricos do planeta. A integração de empreendimentos autogestionários seria, para ele, uma forma de construir alternativas efetivas à crise. Ele qualifica esse tipo de iniciativa de "novo socialismo" sem tomar poder direto e que aproveita a crise, o desemprego e a exclusão social.

Matéria da Rede Brasil Atual


Economia Solidária apresenta propostas no Fórum Social Mundial da Serra Gaúcha


Fórum Social Mundial da Serra Gaucha

Introdução
A Carta de Princípios do 1º FSM da Serra Gaúcha é a síntese das idéias debatidas durante a realização da 1º edição do FSM Serra Gaúcha em Bento Gonçalves, nos dias 22, 23 e 24 de Janeiro de 2009.
O método de elaboração desta Carta priorizou a análise do modelo de desenvolvimento em curso na Região da Serra a partir das idéias e conceitos dos movimentos sociais que construíram esta edição do FSM Serra Gaúcha.
Esta Carta carrega a idéia de que o FSM Serra Gaúcha é um processo histórico e que haverão de acontecer seus desdobramentos.

Propostas do Eixo Economia Solidária:

A Economia Solidária é um jeito de fazer a atividade econômica de produção, oferta de serviços, comercialização, finanças ou consumo baseado na democracia e na cooperação, o que chamamos de autogestão: ou seja, na Economia Solidária não existe patrão nem empregados, pois todos os/as integrantes do empreendimento (associação, cooperativa ou grupo) são ao mesmo tempo trabalhadores e donos.
A Economia Solidária é também um jeito de estar no mundo e de consumir (em casa, em eventos ou no trabalho) produtos locais, saudáveis, da Economia Solidária, que não afetem o meio-ambiente, que não tenham transgênicos e nem beneficiem grandes empresas.

Por fim, a Economia Solidária é um movimento social, que luta pela mudança da sociedade, por uma forma diferente de desenvolvimento, que não seja baseado nas grandes empresas nem nos latifúndios com seus proprietários e acionistas, mas sim um desenvolvimento para as pessoas e construída pela população a partir dos valores da solidariedade, da democracia, da cooperação, da preservação ambiental e dos direitos humanos.

O FSM da Serra Gaúcha propõe aos gestores locais a elaboração e posterior implantação de políticas estruturantes de Economia Solidária. A Economia Solidária na Serra Gaúcha afirma o seu compromisso com a Sustentabilidade Ambiental e com o desenvolvimento social.

O FSM da Serra Gaúcha propõe que a ECOSOL se organize através de redes solidárias para que possamos debater coletivamente os problemas da ECOSOL como a Produção, Comercialização, consumo consciente e políticas de crédito.

O FSM da Serra Gaúcha propõe a formação de redes de difusão tecnológica para a ECOSOL

O FSM da Serra Gaúcha propõe a fundação de espaços regionais permanentes para ECOSOL, por isso foi fundado durante o 1º FSM-SG o Fórum Regional de ECOSOL

Construir o diagnóstico da ECOSOL na Serra Gaúcha e usar esses dados para a construção de um programa regional de ECOSOL.
5 apontamentos para os Governos Municipais:
o Investir na Formação da ECOSOL visando a cultura da Solidariedade
o Criação de fundos municipais de acesso ao crédito
o Orientar as compras públicas dos municípios para o desenvolvimento da
Economia Local
o Construção dos Planos Municipais de ECOSOL em todos os municípios da
região
o Apoiar a luta para construir o Plano Nacional de ECOSOL

Leia as Resoluções e as Propostas do Fórum Social Mundial da Serra Gaúcha


Clique nos links abaixo e confira a repercussão do I Fórum Social Mundial da Serra Gaúcha

Site Ofical do Fórum Social Mundial: http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/?p=867

Matérias sobre a Carta dos Movimentos Sociais

http://www.redesul.am.br/index.php?ir=noticias_detalhes&id=45622
http://www.gazeta-rs.com.br/noticia.php?id=8463

Blogs de Jornais
http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/plantao/10,2784722,Forum-Social-Mundial-da-Serra-Gaucha-comeca-nesta-sexta-feira-em-Bento-Goncalves.html
http://www.gazeta-rs.com.br/noticia.php?id=8463
http://www.jornaldeturismo.com.br/noticias/rs/30144-bento-em-vindima-municipio-espera-visitantes-com-muitas-atracoes-na-colheita-da-uva.html
http://gazeta-rs.com.br/noticia.php?id=8469
http://gazeta-rs.com.br/noticia.php?id=8459
http://gazeta-rs.com.br/noticia.php?id=8472
http://gazeta-rs.com.br/noticia.php?id=8464
http://gazeta-rs.com.br/noticia.php?id=8461
http://gazeta-rs.com.br/noticia.php?id=8462
http://gazeta-rs.com.br/noticia.php?id=8460
http://www.serranostra.com.br/index.php?option=com_content&view=article&catid=23%3Aserra-gaucha&id=3527%3Ai-forum-social-mundial-da-serra-gaucha-promove-debates-regionais-de-22-a-24-de-janeiro&Itemid=64

Blogs Deputados e Vereadores
http://www.pepevargas.com.br/
http://www2.al.rs.gov.br/marisaformolo/Imprensa/DetalhesdaNotícia/tabid/1535/IdOrigem/1/IdMateria/241169/language/pt-BR/Default.aspx
http://www.ivarpavan.com.br/
http://bloganacorso.blogspot.com/

Blogs de Esquerda
http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=5270
http://www.vermelho.org.br/rs/noticia.php?id_noticia=123096&id_secao=113
http://mmm-rs.blogspot.com/
http://mulheresemmarcha.blogspot.com/

Blogs de Economia Solidária
http://ecosolserragaucha.blogspot.com/
http://www.ecosol.org.br/grl.htm
http://habesol.blogspot.com/
http://www.ecoagencia.com.br/index.php?open=noticias&id=VZlSXRFWWNlUspFWX1GeXJ1aKVVVB1TP
http://acredisol.blogspot.com/2010/01/i-forum-social-mundial-serra-gaucha_26.html
http://cidadaosdomundo.paulosezio.com/
http://juventudesolidaria.blogspot.com/2010/01/economia-solidaria-apresenta-propostas.html

Blogs das Rádios
http://www.redesul.am.br/index.php?ir=noticias_detalhes&id=45622
http://www.maisnova.fm.br/content.php?ir=contai&id=45218&pag=1
http://vivanews.com.br/noticia.php?noticia=44761
http://vivanews.com.br/noticia.php?noticia=44761

Blogs de Sindicatos e Centrais
http://www.sindiserv.com.br/cgi-bin/sindiserv_noticias.pl?id=2115
http://www.cutbahia.org.br/conteudo.php?ID=1235
http://www.cut.org.br/content/view/18239/
http://www.fsindical.org.br/fs/index.php?option=com_content&task=view&id=7494&Itemid=2
http://www.sinergiaspcut.org.br/sn_NoticiasLer.php?codigo=3162&PHPSESSID=ebgxxjhea
http://www.bancariospa.org.br/Noticias_lidos_contBancos.asp?desc=F%F3rum%20Social%20Mundial%20completa%2010%20anos%20e%20ser%E1%20descentralizado%20em%202010&titulo=F%F3rum%20Social%20Mundial%20completa%2010%20anos%20e%20ser%E1%20descentralizado%20em%202010&id=3350&banco=Geral
http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=20261&CodSubItem=54
http://www.bancariospa.org.br/Noticias_lidos_contBancos.asp?banco=Geral&id=3350&titulo=F%F3rum%20Social%20Mundial%20completa%2010%20anos%20e%20ser%E1%20descentralizado%20em%202010
http://www.sindiquimicape.org.br/noticiasim/one_news2.asp?IDNews=5177

Blogs de Partidos Políticos
http://psb40vinhedos.blogspot.com/2010_01_01_archive.html
http://www.serragaucha.com/pt/noticias/i-forum-social-mundial-da-serra-gaucha/

Prefeituras e Câmaras Municipais
http://www.ipe-rs.com.br/interna_noticias.php?id=36
http://www.garibaldi.rs.gov.br/noticia.php?id=3306
http://www.novaromadosul.rs.gov.br/noticiasonline.php
http://www.garibaldi.rs.gov.br/noticia.php?id=3296
http://www.portalmunicipal.org.br/entidades/famurs/municipio/noticia.asp?iIdEnt=5523&iIdMun=100143040&iIdNoticia=152793
http://www.camaranovapadua.com.br/index.php?pg=20&cdnoticia=171

Blogs Independentes
http://www.redesul.am.br/index.php?ir=noticias_detalhes&id=45622
http://www2.al.rs.gov.br/marisaformolo/Imprensa/DetalhesdaNotícia/tabid/1535/IdOrigem/1/IdMateria/241135/language/pt-BR/Default.aspx
http://amobpanazzolo.blogspot.com/2010_01_01_archive.html
http://refletindomuito.blogspot.com/2010/01/1-forum-social-mundial-serra-gaucha.html
http://supernaturaldani.blogspot.com/2010/01/1-forum-social-mundial-em-bento.html
http://amobpanazzolo.blogspot.com/2010/01/i-forum-social-mundial-serra-gaucha_14.html
http://fsm10.procempa.com.br/wordpress/?p=867
http://cepdh.blogspot.com/2010/01/i-forum-social-mundial-serra-gaucha.html
http://www.redesul.am.br/index.php?ir=noticias_detalhes&id=45609
http://refletindomuito.blogspot.com/2010/01/i-forum-social-mundial-serra-gaucha_26.html
http://muticom.org/blog/tag/i-forum-social-mundial-da-serra-gaucha/
http://www.leouve.com.br/agenda-evento.php?id_evento=8417
http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=5270
http://redehumanizasus.net/node/8960
http://br.groups.yahoo.com/group/setorsocial/message/26509
http://br.groups.yahoo.com/group/setorsocial/message/26509
http://www.ciranda.net/spip/article3488.html
http://www.leouve.com.br/noticia/45885/Bento-Forum-Social-encerra-com-aprovacao-da-Carta-dos-Movimentos-Sociais.html
http://www.fisul.edu.br/noticias.php?id=821
http://www.semapirs.com.br/semapi2005/site/index.php?inc=mostra_noticia&f_cod_noticia=4827&PHPSESSID=9878ecddbd5a7
http://openfsm.net/projects/wsfic-wg2010/lists/wsfic-wg2010-discussion/archive/2009/12/1260757790558/forum_view
http://www.tivejobr.com/evento/ver/2010-01-16/8576.html
http://www.fisul.edu.br/noticias.php?id=821
http://cepdh.blogspot.com/2010/01/i-forum-social-mundial-serra-gaucha.html
http://www.fsg.br/website_pt/content/fsg/noticias/?idCategoria=Destaque&idNoticia=396
http://werner.schumacher.zip.net/
http://supernaturaldani.blogspot.com/2010/01/1-forum-social-mundial-em-bento.html
http://www.conceicaodoaraguaia.pa.gov.br/003/00301015.asp?ttCD_CHAVE=63341
http://refletindomuito.blogspot.com/2010/01/1-forum-social-mundial-serra-gaucha.html


Site OAB
http://www.jusbrasil.com.br/politica/4426923/forum-social-mundial-sera-descentralizado-em-2010

Site Brigada Militar
http://www.brigadamilitar.rs.gov.br/1bpat/

Comércio Justo e Solidário se fortalece no Brasil. Só falta o governo aprovar o Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário

Comentário: Durante o I Fórum Social de Economia Solidária (FSES), FSM 10 Anos, a principal temática no eixo Produção, Comercialização e Consumo foi a criação do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário.A importância desse tema - a comercialização e seu processo de reconhecimento - aponta para a maturidade que o movimento de economia solidária acumulou durante toda essas duas décadas de fortalecimento no país.

Durante a mesa sobre o Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário e a construção do Selo Nacional de ECOSOL a principal conclusão foi:

a) O movimento de Economia Solidária se afirmou social e politicamente, obvimente ainda tem muito o que se fortalecer.
Hoje, a ECOSOL esta presente e organizado em Fóruns, entidades e Centrais de Representação de EES em todos os Estados brasileiros, acumula políticas públicas na três esferas do executivo - municipal, estadual e federal e no ano de reflexão do Fórum Social Mundial organizou o I FSES com a presença reconhecida pela Brigada Militar de 120 mil pessoas e com delegações de 28 países.

b) No entanto, precisa fazer que essa identidade social e politíca, acumulada em todos esses anos, seja transformada em força econômica. Transformar nosso Capital político, produtivo e simbólico em um Capital econômico chegando aos milhares de consumidores brasileiros e na América Latina, essencialmente.

Abaixo uma matéria publicada no Jornal Estado de São Paulo (que não prima por matérias voltados as organizações e movimentos sociais), acerca do Comércio Justo e Solidário e seus desafios. Numa entrevista com Ana Asti (representante da Organização Mundial do Comércio Justo - WFTO e da Ong Onda Solidária), mostra as possibilidades abertas para firmar a presença econômica da Economia Solidária.

A bola para a criação do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário esta com o governo. Se aprovada será o primeiro grande passo para firmar os atores produtivos da ECOSOL na disputa real do mercado brasileiro, um mercado de milhares de consumidores.



Bom, bonito e do bem

Ativista carioca defende comércio justo sem assistencialismo e com produtos que tenham apelo e qualidade

Alice Lobo - especial para O Estado

Wilton Junior/AE

RIO DE JANEIRO - Quem olha o item “experiência profissional” no currículo de Ana Asti imagina alguém muito mais velha do que a jovem carioca de 31 anos. Sua lista de projetos realmente engana.

Formada em Administração e com mestrado em Ciências Sociais, ela representa a América Latina na Organização Mundial do Comércio Justo (WTFO, na sigla em inglês), coordena uma ONG que defende esse tipo de negócio, ajuda a criar leis sobre o tema e também participa de feiras aqui e no exterior.

Durante a Rio à Porter – a área de business do Fashion Rio –, ela apresentou os produtos da “primeira distribuidora de moda brasileira de fair trade” e falou ao Estado sobre o comércio justo, “um mercado que infelizmente ainda não pegou no Brasil, mas que cresce uma média de 30% ao ano”.

Muita gente acha que o comércio justo é assistencialismo. Como defini-lo?

É uma forma de comércio baseada em princípios como gerar oportunidade para quem precisa, ter transparência na relação comercial, investir em capacitação, além de respeitar o meio ambiente, a igualdade de gêneros e de condenar o trabalho infantil. Também tem-se como princípio estabelecer relações duradouras entre produtor e comprador – o que prova que este mercado não faz caridade. O produto tem que ser bom e bonito para o consumidor gostar, comprar e voltar a procurar o mesmo fornecedor.

Mas a origem do comércio justo não está relacionada a ajudar a população pobre?

Sim, o conceito surgiu nos anos 60, como um movimento de igrejas e ONGs para diminuir a injustiça no mercado internacional, valorizando o trabalho de pequenos agricultores, costureiras e artesãos. Isso se transformou em um nicho de mercado específico que tem como característica a sustentabilidade.

Como foi esta transformação?

Chegou uma hora em que o produtor sabia que era uma proposta política e social, mas que precisava ter um ganho comercial e, para isso, tinha de vender. O que significa ter qualidade, design e, dependendo do produto, certificação ambiental e orgânica. O produto também tem que trazer um benefício para quem compra. Não existe mais a prática de comprar para ajudar os produtores do hemisfério Sul, como antigamente. Mas esse mercado gera oportunidade para quem precisa e é claro que quanto maior o volume de produção do mercado justo, mais produtores são ajudados.

Quantas pessoas são beneficiadas com esse mercado?

Um milhão de famílias de agricultores e artesãos no mundo participa desse movimento.

Qual a diferença entre economia solidária e comércio justo?

No Brasil são conceitos que caminham juntos. Mas no comércio justo existe uma exigência muito grande com o design e a qualidade do produto. É um mercado internacional e tem um volume de produção muito maior, para vender para uma grande rede, por exemplo. Já a economia solidária tem um trabalho forte de capacitação de mão de obra e desenvolvimento da economia local. São produtos artesanais que podem ser encontrados muitas vezes em feiras de rua.

E o que é a Brasil Social Chic?

É a primeira distribuidora de moda sustentável do País. Com o apoio da Onda Solidária (ONG da qual é vice-presidente), quatro grupos de artesãos e costureiras desenvolveram produtos, como bolsas, roupas e artigos de decoração, que miram o comércio exterior. Agora que conseguimos o financiamento do Sebrae, o objetivo é que eles consigam andar sozinhos.

Quais suas atribuições como representante da Organização Mundial do Comércio Justo?

Represento 70 grupos de comércio justo na América Latina. Fazemos parte de uma rede de produtores, compradores e exportadores. Além de acompanhar os integrantes e certificar seus produtos, cuidamos do desenvolvimento comercial e da promoção do comércio justo local e global.

E quem é o consumidor desse comércio justo?

É o mesmo que consome produtos orgânicos, pois a base nos dois casos é a consciência na hora da compra. São pessoas que se preocupam com a natureza e com o homem e sabem que eles vivem juntos.

Como saber se um produtos que compramos vêm de mão de obra explorada?

Bom senso. Se você vê uma bolsa toda trabalhada que é muito barata, vale a pena parar e pensar se o preço dela paga o custo. Tem produtos que vêm da China cujo preço não cobre nem o transporte da mercadoria. E quem banca este preço é a mão de obra que foi explorada. Este questionamento é o consumo consciente, que infelizmente ainda não pegou aqui. Os brasileiros gostam de comprar barato, mas não pensam que isto implica exploração de pessoas.

Existe selo de certificação de comércio justo?

Hoje a WFTO certifica o produtor e vamos lançar um selo para o produto também. Daqui a três anos, a organização decidirá se o selo será usado somente por seus membros ou se vai virar um selo internacional de certificação de comércio justo independente.

Como será o futuro nessa área?

Eu defendo que o comércio justo cresça além da fronteira das ONGs. Sou a favor da entrada de multinacionais nesse tipo de negócio, desde que, claro, seja para a evolução positiva do setor.

Você está participando da criação da Carta de Princípios de Comércio Justo. De que se trata?

É um projeto de lei que regulamenta o comércio justo no Brasil, com os princípios e critérios que definem a certificação que será usada no País. Apresentamos esse projeto após passar cinco anos consultando grupos produtivos de todo o território nacional para entender o que significa o comércio justo na visão dos brasileiros. Porque não se pode simplesmente importar todo o conceito lá de fora. Temos uma realidade e uma cultura de produção própria.

E qual a importância desta lei em âmbito internacional?

O Brasil pode se tornar o primeiro país a ter uma legislação sobre o comércio justo em todo o mundo e se tornará uma referência no assunto.

Em que pé que está o projeto?

A Carta foi assinada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e está na Casa Civil para avaliação técnica. Depois disso, se der tudo certo, ela vai para o presidente Lula assinar e transformá-la em lei por decreto. Assim como há a lei dos produtos orgânicos, teremos a do comércio justo.

Celina Whitaker: Reflexão sobre Moeda Social

Durante os três dias de debates, reflexões, seminários e Plenárias que ocorreram no I Fórum Social e I Feira Mundial ECOSOL, em Santa Maria diversos temas foram tratados. Entre eles, o uso de Moedas Sociais.

Celina Whitaker faz uma reflexão sobre Moedas Sociais, a partir da Moeda SOL na França.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Vídeo da Marcha de Abertura do FSM 10 Anos

Vídeo da Marcha de Abertura do FSM 10 Anos, onde a bandeira da ECOSOL tremula trazendo a autogestão dos trabalhadores e trabalhadoras em bloco afirmando: Um outro modelo de desenvolvimento sustentável e solidário.

Carola Reintjes (WFTO) fala sobre os desafios do Comércio Justo - I Fórum Social ECOSOL/ FSM 10 Anos

Carola Reintjes durante o I Fórum Social Economia Solidária, em Santa Maria, afirmou: "O Comércio Justo integra os valores da Economia Solidária".

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Gilberto, do FPES participa dos debates sobre os Grupos Indígenas no FSM 10 Anos

Foto Dolcimar Luis da Silva

Gilberto, membro da Associação Arte Nativa Indígena - Guarulhos/SP e do Fórum Paulista de Economia Solidária participa ativamente dos debates sobre a necessidade de ampliar as políticas públicas em favor do povo indígena. A matéria abaixo foi publicada na página do FSM 10 Anos.

Grupos Indígenas discutem distribuição de terra e direito a saúde


Cacique Valdomiro da comunidade do Morro do Osso de Porto Alegre exclama ”Sofremos as consequancias da falata de reconhecimento do povo indígena no Brasil”

Durante essa tarde, quarta-feira 27, um grupo de diversas comunidades indígenas brasileiras se reuniram no Forum Social Mundial no Parque Eduardo Gomes em Canoas para unir forças em busca da sonhada demarcação de terras através de um apoio a FUNAI e acesso a saúde de qualidade através da FUNASA.

Hoje o Brasil tem apenas cerca de 220 Índios. “somos uma comunidade pequena, temos dificuldade em sermos ouvidos pelos meios de comunicação e dar voz a permanência de nossa cultura” diz Awá Kuaray, Tupiguarani do estado de São Paulo atribuindo ao Forum mais uma força para suas reinvidicações.

Entre os pontos discutidos e questionados pelo Indios, o repasse de verbas para as tribos brasileiras. Dinheiro que segundo eles não chega ao destino, que seria desviado.

A caigangue de Viamão (RS) Juracema Nascimento observa que no estatuo do Povo Indigema é atribuído muitos direitos aos Indios, mas que segundo ela ficaram, só no papel.

“Também pedimos aqui educação. as professoras possam chegar nas nossas tribos ensinar nosso povo. Só quero um pedacinho de terra para cuidar da inha família e da natureza” diz.

Por Taís Dal Ri

Saudações e Programação dos Debates FSM 10 Anos no México

Cartaz dos debates do FSM 10 Anos no México


MENSAGEM

Aos nossos companheiros e amigos do FSM no Brasil e no mundo

Janeiro de 2010

Pela razão dos 10 anos de existência do FSM queremos saudar desde o México todos e todas os que convencidos de que “Outro Mundo é Possível”, tem conseguido desde o nosso ponto de vista constituír um avanço político: criar e fortalecer espaços de encontro, debate e proposta plural para que os povos do mundo, através de suas organizações e movimentos sociais, expressem suas convergêcias e suas diferenças e promovam processos de “Ação local para a transformação Global”.

Quando apareceu faz 10 anos em Porto Alegre como uma alternativa social a Davos dos capitalistas, era difícil antecipar se o FSM materia vigência durante ao menos uma década. Agora, sabemos que não só foi possível, mas que conseguimos mais: que a rede de redes tem se convertido em um movimiento de movimentos que reúne e da presença geopolítica inegável e crescente a muitos dos mais significativos e progresistas coletivos do mundo.

Enviamos uma saudação amistosa e solidária a todas e todos que celebram o 10. Aniversario do FSM em qualquer lugar do globo, e particularmente aos membros do Conselho Internacional e aos esforçados integrantes do Secretariado Executivo que trabalham e celebram esta data histórica em Porto Alegre, Brasil!

Coordenação Nacional do FSM México

Economia Solidária na caminhada de abertura do FSM 10 Anos



A Economia Solidária deu um passo importante com a organização do I Fórum Social ECOSOL - FSM 10 Anos que é se preparar e criar uma identidade comum de intervenção política e social no FSM. Passo esse que se manifestou na importante coluna dos militantes da ECOSOL na marcha de abertura do FSM nas ruas de Porto Alegre.

Nas fotos vejam em destaque a participação do Fórum Brasileiro de ECOSOL e do Fórum Paulista de ECOSOL, que apesar de todas as dificuldades teve uma importante atuação durante o I Fórum Social de ECOSOL. Com as apresentações culturais de Hortolândia, com a capa do Correio do Povo, com Gilberto e com a participação de Leonardo na mesa da Assembléia Final do I Fórum Social ECOSOL.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Economia Solidária se destaca na caminhada de abertura do FSM 10 Anos


A Economia Solidária se destacou na caminhada de abertura do FSM 10 Anos. Os militantes da ECOSOL organizados em torno da bandeira de 40 metros mostraram a força e a vitalidade criativa desse novo movimento social.

Na foto que estampou a capa do Correio do Povo, o militante do Fórum Paulista de ECOSOL, Gilberto, da Associação Arte Nativa Indígena - Guarulhos/SP, aparece ao lado da bandeira da ECOSOL.

Veja a Capa do Correio do Povo, 26 de janeiro de 2010.

Economia Solidária reuniu 28 países

A matéria abaixo saiu no jornal O Correio do Povo

Economia solidária reúne 28 países

 Marcha Mundial pela Paz e pela Justiça Social abriu eventos em Santa Maria- Crédito:  daiane ferrari / especial / cp
Marcha Mundial pela Paz e pela Justiça Social abriu eventos em Santa Maria
Crédito: daiane ferrari / especial / cp
RENATO OLIVEIRA | roliveira@correiodopovo.com.br

Um espaço de reafirmação. O 1 Fórum Social e a 1 Feira Mundial de Economia Solidária começaram ontem, em Santa Maria, depois da realização da Marcha Mundial pela Paz e Justiça Social. Estimativas parciais apontam que, até domingo, 28 países e mais de 600 empreendimentos exporão e comercializarão os seus produtos.

Segundo o diretor de Fomento da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, Dione Manetti, a economia solidária é um processo de muito tempo no país, mas necessita do comprometimento do poder público para avançar. "A falta de respaldo legal muitas vezes limita o desenvolvimento", salientou. Manetti exaltou a importância da Senaes. "Temos a possibilidade de fortalecer as políticas públicas, gerando renda, com fomento ao trabalho. Ela traz para o Estado brasileiro o que já era realidade no âmbito das cidades", disse, acrescentando que o fórum é um dos eventos mais importantes do mundo sobre o tema.

A Feira de Economia Solidária ocorreria em julho de 2009, mas foi adiada devido à epidemia de gripe A, visto que muitos visitantes do Brasil e de países da América Latina iriam para Santa Maria. "Nossa resposta é a organização desse evento, mostrando que a economia solidária não está somente no papel. Só queremos a lei para reconhecimento coletivo de um trabalho digno e solidário", disse Rosana Pontes, do Fórum Brasileiro de Economia Solidária.

O prefeito Cézar Schirmer reconheceu a grandiosidade dos eventos, dizendo que abriram as portas e as janelas do mundo para a cidade, mostrando a "verdadeira economia do século". "Esse é nosso compromisso com a ideia que hoje é uma realidade", definiu o prefeito.

Durante a marcha, coordenada pelo Levante da Juventude, os participantes exaltaram o cuidado com o meio ambiente e lembraram o histórico do Fórum Social Mundial, com a evolução da economia solidária dentro desse processo. Em um momento de silêncio, os participantes homenagearam as vítimas do Haiti, país que ainda sofre com as consequências de um terremoto. Uma caixa passará por todas as atividades do fórum e da feira para arrecadar doações ao povo haitiano.