Outra Economia Acontece

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SUB - Cooperativa de Fotógrafos - Argentina


Os filhos do "uno a uno"

No auge da crise econômica de 2001 na Argentina, um grupo de fotógrafos acabou se encontrando em meio aos protestos nas ruas de Buenos Aires. Crias de um período economicamente difícil e politicamente fértil, Sebastian Hacher, Nicolas Pousthomis e Gisela Volà registraram o princípio da crise argentina e acabaram por criar a Sub – Cooperativa de fotógrafos. Hoje, somaram-se à equipe Gabriela Mitidieri, Nancy Lucero e Olmo Calvo Rodriguez. Juntos, eles constróem uma das raras iniciativas em cooperação e fotografia da América Latina.

Clarissa Pont - Agência Carta Maior



Em meados de dezembro, as ruas de Buenos Aires começaram a encher de gente munida de paus e panelas. Em 2001, depois do delírio neoliberal de dois governos de Carlos Menem nos quais passou a valer o uno a uno (por mágica, o peso argentino estava indexado à cotação do dólar), a Argentina inteira caía na real e enfrentava uma crise sem precedentes. As fábricas fecharam as portas um pouco antes do natal e deviam meses de salários aos empregados. Hotéis entregavam cinco dólares na mão de cada camareira e realocavam hóspedes pela vizinhança antes de pedir concordata. No dia 19 de dezembro, as manifestações populares e panelaços desaguaram na renúncia do presidente Fernando De la Rúa. No dia seguinte, acredita-se que pelo menos 30 pessoas foram mortas em confrontos com a polícia. No meio de gás lacrimogêneo, um grupo de fotógrafos acabou se encontrando. Carta Maior conversou com Gisela Volá em Buenos Aires, no casarão antigo que abriga a Sub – Cooperativa de fotógrafos.


Crias de um período economicamente difícil e politicamente fértil, Sebastian Hacher, Nicolas Pousthomis e Gisela Volà registraram o princípio da crise argentina e acabaram por criar a Sub – Cooperativa de fotógrafos. Hoje, somaram-se à equipe Gabriela Mitidieri, Nancy Lucero e Olmo Calvo Rodriguez. Juntos, eles constróem uma das raras iniciativas em cooperação e fotografia da América Latina convidada a participar da mostra paralela de coletivos no Visa Pour L´Image. “Com toda questão social que envolveu 2001, nos atravessou a todos um sentimento de que deveríamos fazer algo e que seria gente da nossa geração que registraria aquele momento histórico”, resume Gisela. Naquele dezembro de 2001 quando Sebastian com uma caneta na mão, Nicolas de câmera analógica em punho e Gicela com uma filmadora encontraram-se nas ruas, geraram um material forte, todo em preto e branco, com uma força bem mais artística que jornalística. “Até porque havia um quê teatral no que se passava na rua naquele momento”, percebe Gicela.


Hoje, apesar de flertarem ainda com texto e vídeo, todos dentro da Sub trabalham com fotografia. “Durante a crise, vivíamos exatamente o auge da internet na Argentina. Mesmo assim, não sabíamos onde publicar aquele primeiro material. O Sebastian tocava o Indymedia e foi ali onde começamos a divulgar nosso trabalho. Escaneamos as fotos em p&b e divulgamos para o mundo. A partir daí, ninguém mais voltou ao trabalho como antes”, relembra. Os encontros com outros filhos do uno a uno aconteciam em todo canto: nas assembléias cidadãs, na luta das fábricas recuperadas, nas ruas. Cada qual reerguendo as próprias vidas e iniciando a tarefa de reconstruir a economia de todo país. Bem por isso, a gestão da Sub tem muito a ver com o que a Argentina passou entre 2001 e 2003.


A partir dos incontáveis registros de trabalhadores ocupando e reativando fábricas, o cooperativismo pareceu a única forma de elaboração do trabalho naquele momento. “Armamos uma cooperativa de fotógrafos, como os metalúrgicos nas fábricas que fotografávamos”.É assim ainda hoje. Na Sub, tudo que cada um ganha vai para um fundo comum, de onde se repartem salários iguais. “Instauramos uma dinâmica de trabalho onde não somos apenas fotógrafos, somos humanos que nos interessamos pelo outros”, diz Gicela. Segundo ela, a Sub funciona baseada em confiança e militância. Os fotógrafos da Sub alimentam um sem número de publicações, até porque o mercado editorial na Argentina é amplo. Desde Miradas al Sur, um jornal alinhado ao governo de Cristina Kirschner, até uma revista de cultura canábica, passando por revistas de turismo e a revista dominical do Clarín. Em 2005, Cumbia reuniu o trabalho do coletivo em livro.


O próximo deve sair em 2010. Puerto Quilombo soma projetos e apresenta um lugar fictício, localizado na América Latina, que reúne todas as pessoas que a equipe conheceu e registrarou. Uma grande mistura de cultura boliviana, argentina, cubana, brasileira e de pessoas que, de verdade, parecem não ter lugar no mundo. “A fotografia é uma profissão um pouco individualista: é tu com tua câmera e acabou. Só se torna público, quando tu mostras as fotos. Nós vivemos a fotografia de forma muito mais participativa tanto entre nós, quanto nos locais onde chegamos. Pensamos os temas coletivamente, trabalhos em coletivo. Daí surgiu a idéia de passar a assinar os trabalhos da mesma forma. Não assinamos com o nome do autor. Algumas revistas exigem que publiquemos o crédito, mas Cumbia, por exemplo, é um livro que todos assinamos juntos”, conta. Foi em 2004 que a cooperativa começou a caminhar com as próprias pernas. Antes disso, além de trabalhar no coletivo, cada um seguia com projetos próprios e empregos formais.“Foi mais ou menos neste período que vimos que a Argentina tinha nos cansado um pouco, estávamos fartos de registrar o processo pós crise do país e passamos a desenvolver temas próprios”, avalia. As câmeras da Sub voltaram-se para um país vizinho: a Bolívia. Dos desmandos de Sánchez de Lozada à eleição de Evo Morales, os fotógrafos da Sub estiveram no país em viagens que aconteciam a cada seis meses. “A Bolívia foi o nosso primeiro contexto em profundidade, depois de Argentina. Depois fomos ao Brasil acompanhar a primeira posse do Lula e circulamos pelo país”. Em miradas por toda a América Latina, a Sub criava uma identidade. E depois veio Cuba e o material sobre artistas e liberdade de expressão, os despejados pela soja no Paraguai, o plebiscito de Santa Cruz na Bolívia...Destes, o registro do assentamento 13 de Mayo em Itapuá (Paraguai) é talvez o material de maior impacto. Produzido durante quinze dias por Olmo Calvo Rodriguez e Sebastian Hacher, com luzes de estúdio em meio a um cenário onde um punhado de famílias tenta sobreviver e manter cultivos tradicionais, o trabalho é uma bandeira contra o aumento desenfreado da soja pelo continente.


A comunidade local foi desalojada por empresários da soja por 17 vezes nos últimos seis anos. Em cada desapropriação, participam cerca de 100 policiais e guardas civis. O primeiro que fazem é queimar as casas e cobrir com terra os poços artesianos. Na última vez, foram 37 casas queimadas. Os dois fotógrafos contam que apresentaram o material de 17 desalojos y ninguna flor para diversas publicações. Ninguém quis publicar.


Em agosto, as fotos foram selecionadas a partir da curadoria da Biblioteca Nacional argentina para uma exposição em Buenos Aires. “Estamos invadidos de imagens por todos os lados, mas há um monte de coisas que não estão visíveis. A nós, interessa buscar o invisível e, para isso, necessitamos tempo e entrega. E foi uma loucura porque começamos há seis anos atrás ganhando o que seria a metade de um salário mínimo e hoje estamos gerando seis salários por mês”, resume Gicela e, no final, escolhe as palavras para resumir a Sub: “há um montão de coletivos de fotografia, mas nós somos como uma banda de rock com câmeras”.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Inscrições I Feira Mundial de ECOSOL 2010


O I Fórum Social de ECOSOL e a I Feira Mundial de ECOSOL ocorrerão nos dias 22 a 24 de janeiro (em Santa Maria) e de 25 a 29 de janeiro de 2010 (Grande Porto Alegre - tendo Canoas como referência de território na ECOSOL).

As inscrições para a I Feira Mundial de ECOSOL já estão abertas. Para se inscrever é só clicar em: http://fsmecosol.org.br/index.php?acao=inscricao




Contribua e Participe da I Feira Mundial eseja construtor dessa Outra Economia!


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

I Seminário Latino Americano de Comércio Justo e Economia Solidária

O Ministério do Desenvolvimento Agrário promove, em Natal, o I Seminário Latino Americano de Comércio Justo e Economia Solidária.
O evento acontecerá no Hotel Monza, de 18 a 20 de novembro. Participarão do seminário representantes de entidades nacionais e latino americanas de comércio justo e economia solidária, membros de redes e entidades de apoio e fomento de comércio justo e solidário, cooperativas de agricultura familiar e entidades governamentais.
O objetivo do evento é criar um espaço de reflexão e intercâmbio entre os agricultores familiares, a fim de identificar os principais problemas no processo de comercialização e visualizar mecanismo de superação.

Confira a programação do seminário:

(18.11) Quarta-feira

Manhã

08h30 – Inscrições

09h – Abertura, apresentação, programação e acordos

09h30 – Abertura política – Representantes de entidades de apoio ao CJS Governo Brasileiro, Autoridades Locais e convidados

10h – MESA 01: Comércio Justo e Solidário – Limites e Potencialidades (coordenação Humberto Oliveira)

11h30 – Debate

12h30 – Almoço

Tarde

14h – MESA 02: Sistema de garantia (certificação) – (coordenação Manual Vital Filho SDT/MDA)

15h30 – Debate mesa 02

16h – Intervalo

16h30 – Continuação das exposições das experiências de certificação (coordenação Manuel Vital)

17h30 – Debate

18h – Encerramento

1º dia(19.11) – Quinta-feira

Manhã09h:
MESA 03: Sustentabilidade financeira no Comércio justo e solidário (coordenação Arturo Palma) – Definição de preços, como se define o preço do café, como se define o preço dos sucos, sustentabilidade financeira da PEODECOOP, cooperativa de crédito.

11h30 – Debate

12h – Almoço

Tarde

14h – MESA 04: Experiências de capacitação – Sistema de informação FBES e experiência do IMS.

15h30 – Debate mesa 04

16h – Intervalo

16h30 – Formação de consumidores

17h30 – Debate

18h – Encerramento

2º dia(20.11) – Sexta-feira

Manhã - 09h

MESA 05: Políticas Públicas como oportunidades para CJS (coordenação Luís Fernando Tividini de Oliveira) – Apresentação das propostas de ação e política públicas de apoio ao CJS (espaço reservado para entidades governamentais, instituições públicas e privadas) SENAES, SAF, SDT, BNDES, Banco do Brasil/DRS, Conab, MDS, MDA Relações Internacionais, MPA entre outras.

10h30 – Intervalo

12h – Debate e esclarecimentos

12h30 – Almoço

Tarde

14h – MESA 06: Definição de estratégias coletivas (coordenação Laércio Meirelles)

15h30 – Avaliação e encerramento do evento

16h – Cafezinho de confraternização

sábado, 7 de novembro de 2009

4. Mostra de Teatro de RUA


ABERTURAVALE DO ANHANGABAÚ – CENTRO


07/11/09 – SÁBADO


13h00 Concentração – Escadaria do Teatro Municipal de São Paulo


13h30 Cortejo artístico – Trajeto: Teatro Municipal - Praça do Patriarca - Vale do Anhangabaú.


14h30 Apresentação: MOVIMENTO ESCAMBO Espetáculo: “Cabeça de Papelão”


16h00 Teatro Popular União e Olho Vivo - TUOV – Homenagem à Augusto Boal Local: Rua Newton Prado, 766 – Bom Retiro – Informações: (11) 5579-4722

APRESENTAÇÕES DESCENTRALIZADAS


08/11/09 - DOMINGO


ZONA NORTE


11h00 CIRCO NOSOTROS Espetáculo: O Salto MortalEnd.: Avenida do Poeta, 740 - JD. Julieta - Pça Pe. João Bosco Penido Burnier


CICAS - Centro Independente de Cultura Alternativa e Social


local: Núcleo Pavanelli, CICAS e Sinfonia de Cães - Informações: (11)6563-9248 ZONA SUL


17h00 BANDO LA TRUPE - Grupo do Movimento EscamboEspetáculo: Alice e Severino


19h00 Debate - Local da apresentação End.: Sacolão das Artes – Rua Cândido José Xavier, 577 – Pq Santo Antônio Apoio local: Brava Companhia – Informações (11) 5511-6561

APRESENTAÇÕES NO VALE DO ANHANGABAÚ - CENTRO


09/11/09 – SEGUNDA-FEIRA


10h00 GRUPO TEATRAL NATIVOS TERRA RASGADA Espetáculo: Zorobe: Ouviu-se um lamento – era a história de um jumento


14h00 GRUPO MANIFESTA DE ARTE CÔMICA Espetáculo: O Manifesto


17h00 TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ Espetáculo: O Amargo Santo da Purificação


19h30 Debate – Rua Barão de Campinas, 146 – Hotel Terra Nobre – Informações (11) 8591-7734

10/11/09 – TERÇA-FEIRA


10h00 CIA. RASO DA CATARINA Espetáculo: O Circo Chegou! – Sarau do Charles


14h00 GRUPO POMBAS URBANAS Espetáculo: Histórias Para Serem Contadas


17h00 COMO LÁ EM CASAEspetáculo: Bumba meu Boi


19h30 Debate – Rua Barão de Campinas, 146 – Hotel Terra Nobre – Informações (11) 8591-7734

11/11/2009 – QUARTA-FEIRA


10h00 GRUPO NAMAKACA Espetáculo: É Nóis na Xita


14h00 TRUPE ARTEMANHA Espetáculo: Brasil, Quem foi que te pariu?


17h00 GRUPO TEATRAL MANJERICÃO Espetáculo: O dilema do Paciente


19h30 Debate – Rua Barão de Campinas, 146 - Hotel Terra Nobre – Informações (11) 8591-7734


12/11/2009 – QUINTA-FEIRA


10h00 CIA. AS MARIAS Espetáculo: A Moça Que Casou Com o Diabo


14h00 GRUPO FORTE CASA TEATRO Espetáculo: Arapucaia


17h00 BURACO D`ORÁCULO Espetáculo: Ser Tão Ser: Narrativas da Outra Margem


19h30 Debate – Rua Barão de Campinas, 146 – Hotel Terra Nobre – Informações (11) 8591-7734

13/11/2009 – SEXTA-FEIRA


10h00 TRUPE OLHO DA RUA Espetáculo: Alto dos Palhaços


14h00 CIA DOS INVENTIVOS Espetáculo: Canteiro


17h00 CIA. DO MIOLO Espetáculo: Amores no Meio Fio


19h30 Debate – Rua Barão de Campinas, 146 – Hotel Terra Nobre – Informações (11) 8591-7734

APRESENTAÇÃO DESCENTRALIZADA

14/11/2009 – SÁBADO


ZONA LESTE


17h00 POEMIA DO MUNDO – Grupos do Movimento Escambo: Cervantes do Brasil (Icapui/CE); Pintou Melodia na Poesia (Maranguape/CE); Arte Jucá (Arneiroz/CE); Bando La Trupe (Natal/RN); Cia. Arte & Riso (Umarizal/CE)Espetáculo: Atos CenopoéticosEnd.: Rua São Gonçalo do Rio das Pedras, Sn – Pça do Casarão –Estação CPTM (Vila Mara – Jd. Helena)


Debate: no local – após apresentaçãoApoio local: Buraco d`Oráculo – Informações: (11) 8188-3670 / 8152- 4483

ENCERRAMENTO

15/11/2009 – DOMINGO


Encerramento: Centro Cultural Arte em Construção – Cidade Tiradentes e abertura do 2º Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo.


Local: Av. do Metalúrgicos, 2100 – Cidade Tiradentes - ZL15h00 Apresentação: Os Tronconenses – Núcleo Teatral Filhos da Dita17h00 Cortejo artístico: com artistas e grupos de teatro.


18h00 Homenagem ao Movimento Escambo

local: Instituto Pombas Urbanas –


Informações – (11) 2282-3801
Informações Selma Pavanelli – (11) 8591-7734Noêmia Scaravelli – (11) 8353-4499

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Coletivo Ocupe a Cidade na Exposição Andares Secretos, no CCJ


Ocorrerá no dia 07 de novembro (sábado) das 18h as 22hs no CCJ (Centro Cultural da Juventude) a exposição Andares Secretos, com a presença do Coletivo OCUPEACIDADE e será lançado o PROJETO KOMBI.

Para animar a Exposição terá a participação do Barulho.

Mostra coletiva com a participação de varios artistas e coletivos...

ocupeacidade (veja as fotos do projeto kombi): http://www.flickr.com/ocupeacidade

saiba mais sobre o barulho.org:http://www.barulho.org/

terça-feira, 3 de novembro de 2009

FSM 10 Anos: Um balanço da última década para avançar na organização social e popular


Fórum Social Mundial fará balanço da última década

A capital gaúcha e sete cidades da Região Metropolitana receberão, entre 25 e 29 de janeiro de 2010, o Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre. Além de celebrar os 10 anos de atividades do FSM, o encontro fará um balanço deste período de lutas em defesa de um modelo de globalização alternativo ao construído nas últimas décadas.

O Fórum Grande Porto Alegre será o primeiro de vários eventos programados em diversos países ao longo de 2010, quando o FSM terá, mais uma vez um formato descentralizado. Entre as atividades já definidas para o encontro no Rio Grande do Sul, está o Seminário FSM 10 Anos, promovido pelo Grupo de Apoio ao Fórum Social Mundial. A idéia é debater não só a experiência passada do Fórum, mas principalmente seu futuro.


O evento está sendo organizado por entidades gaúchas com o apoio dos governos dos sete municípios onde ocorrerão as atividades (Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e Sapiranga).

Além do seminário de avaliação do FSM, que ocorrerá em Porto Alegre, também estão confirmados o Acampamento Intercontinental da Juventude, entre 18 e 28 de janeiro, em Novo Hamburgo, o I Fórum Mundial de Economia Solidária e a I Feira Mundial de Economia Solidária, de 22 a 24 de janeiro, em Santa Maria. Ainda em Porto Alegre, de 25 a 29 de janeiro de 2010, será realizada uma grande oficina sobre o mundo do trabalho. Esse encontro debaterá o impacto da crise econômica internacional sobre o trabalho e a qualidade dos empregos e dos ambientes de trabalho hoje em dia.

Da Bahia a Dakar


Logo após o encontro no RS, ocorrerá em Salvador, entre 29 e 31 de janeiro, o Fórum Social da Bahia. O tema central do evento, construído em conjunto com o FSM 10 Anos, será “Da Bahia a Dakar: enfrentar a crise com integração, desenvolvimento e soberania”. “Esta passagem do FSM por Salvador será uma contribuição muito preciosa para o Fórum de Dakar, no Senegal, em 2011, pois esta foi a principal porta de entrada de africanos, vítimas da escravidão. A idéia é estabelecer um diálogo entre cidades com culturas semelhantes”, explica José Luiz Del Roio, representante do Fórum Mundial de Alternativas à Crise.


Representantes de governos e movimentos sociais da América Latina e da África participarão, em Salvador, do Fórum de Diálogos e Controvérsias, que discutirá novas políticas econômicas, sociais e ambientais.

sábado, 31 de outubro de 2009

O verdadeiro papel da OS's na Saúde: O caso mais recente


O Ministério Público do Estado de São Paulo, através da Promotoria de Justiça e Direitos Humanos - área da saúde pública, propôs uma ação pública na quinta-feira dia 29 de outubro, contra Luiz Roberto Barradas (secretário estadual de saúde) e o ex-diretor presidente da SPDM, Ulysses Fagundes Neto. O motivo central da ação é o "desmantelamento dos serviços ambulatoriais"de uma unidade pública de saúde.

Na ação, os promotores de Justiça Anna Trotta Yaryd, Ana Lúcia Menezes Vieira e Arthur Pinto Filho pedem que a Justiça declare a ilegalidade e conseqüente nulidade do contrato de gestão celebrado em abril de 2007 entre o Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Saúde, e a OSS/ Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina para a implantação, operacionalização da gestão e realização de exames laboratoriais no Centro Estadual de Análises Clínicas da Zona Leste (Ceac Zona Leste).

Além disso, a ação busca responsabilizar os contratantes, o secretário estadual de Saúde, Luiz Barradas Barata, e Ulysses Fagundes Neto, à época diretor presidente da Organização Social de Saúde APDM, por ato de improbidade administrativa, assim como ressarcir o erário dos danos causados aos cofres públicos.

A ação é resultado de inquérito civil instaurado na Promotoria em setembro do ano passado. O inquérito apurou que, um mês após a criação do Ceac-Zona Leste, o Estado transferiu a gestão integral da unidade pública para a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, dando início ao desmantelamento dos serviços laboratoriais que existiam na rede pública.

Mas um dia antes da assinatura do contrato de gestão, a Associação Paulista transferiu a totalidade do objeto contratado à Associação Fundo de Incentivo à Psicofarmacologia (AFIP), que não é qualificada como OSS e que somente poderia ser contratada mediante prévia licitação.

Para os promotores, essa subcontratação é ilegal, porque a lei de licitações não permite a transferência da totalidade dos serviços, não era prevista contratualmente e causou prejuízos ao erário, porque a OSS/SPDM, agindo como mera intermediária do negócio, sem realizar qualquer atividade ou serviço que pudesse justificar, reteve mensalmente 6% dos valores fixados no contrato de gestão para os exames realizados, uma vez que a AFIP, ao ser contratada pela SPDM ofereceudesconto de 6% para a realização dos exames.

Além disso, o contrato de gestão foi firmado com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, que não era especializada na realização de exames laboratoriais, e não tinha capacitação própria para o serviço. A ação pede, ainda, que a OSS/SPDM seja obrigada a realizar os exames laboratoriais pelo mesmo preço dos exames laboratoriais que vinham sendo realizados pela AFIP, ou seja, oferecendo 6% de desconto sobre o valor da contratação realizada com o poder público, e que o Estado seja obrigado a realizar nova contratação para prestação dos serviços laboratoriais, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil.

Como podemos ver, a contratação da OSS/SPDM pela Secretária Estadual de Saúde não passou por critérios técnicos, mas sim, por outros critérios. A pergunta central é por quais critérios foi celebrado esse contrato?

O mais interessante nesse contrato além da falta de experiência e habilitação para a execução dos serviços laboratoriais, foi a OSS/SPDM conseguir um desconto amigo da quarteirizada de 6% e simplesmente não repassar o mesmo. Quer dizer, colocou os 6% no bolso.

Mais uma vez, a política de terceirização e quarteirização na saúde, vivida fortemente no Estado de São Paulo, onde o Estado simplesmente esta abrindo mão de sua responsabilidade na gestão dos equipamentos públicos de saúde, é um verdadeiro desastre para o fortalecimento e o bom funcionamento do SUS.

Esse caso é emblemático para ilustrar o verdadeiro papel das OS's da Saúde (desmantelar o SUS por dentro - diferente de Maluf que com o PAS fez um ataque ao SUS desde fora dele), pois a OSS/SPDM combinou um conjunto de irregularidades numa só, pois: a) houve a contratação de um serviço de uma OSS que não tinha como executar o serviço; b) realização de uma "quarteirização (pois, o Estado já havia terceirizado para a SPDM), passando a outra entidade a execução de serviços que a mesma devia prestar; e c) para completar o quadro de absurdos a OSS/SPDM teve desconto de 6% da quarteirizada e não repassou o mesmo para o contrato.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

DIGA NÃO AO PL DO ATO MÉDICO!!



O Ato Médico foi aprovado na Câmara e agora vai para o Senado. Se aprovado, além de violentar os direitos de 3 milhões de profissionais da saúde, esse Projeto de Lei colocará em risco a saúde da população, ao delegar aos médicos o exercício de atos privativos para os quais eles não possuem treinamento.

Os pacientes teriam que primeiro obter um diagnóstico nosológico e a respectiva "prescrição terapêutica", emitida por um médico, para só depois poder ser atendido por um profissional da saúde, acabando com o direito da população de ter livre acesso aos serviços dos profissionais da saúde.

Esse Projeto de Lei transforma os profissionais da saúde em técnicos dos médicos.
Diga não a este absurdo!!!

Entre no site:

Desfile expõe " moda solidária"em São Paulo

Modelos de três agências se revezaram na passarela trajando vestidos, maiôs, biquínis, bermudas e blusas confeccionados totalmente ou com detalhes de artesanato (Foto: Fernanda Calfat/Divulgação)


Desfile expõe "moda solidária" em São Paulo

Por: Solange do Espírito Santo, especial para a Rede Brasil Atual
Um desfile de moda na noite de quinta-feira (29) apresentou a produção de artesãs de 15 empreendimentos solidários do Ceará. As peças de praia e moda casual da Coleção Conexão Solidária foram desenhadas por estilistas e tiveram como principal matéria-prima os produtos confeccionados pelas artesãs. Elas, aliás, garantiram o “gran finale” ao subir à passarela acompanhadas de modelos de três agências. Aplaudidas fortemente, as artesãs, apesar da timidez, demonstravam orgulho por terem experimentado, pela primeira vez, o “mundo fashion”.
As peças apresentadas foram criadas pelos estilistas André e Rafaela de Castro, de Fortaleza, com direção criativa de Suzy Okamoto. O desfile aconteceu no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, que recebe desde quarta-feira (29), o Conexão Solidária – 1ª Mostra Nacional de Comercialização de Produtos e Serviços da Economia Solidária, evento organizado pela Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS) da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Sob olhares atentos de uma plateia eclética – formado por empresários, empreendedores solidários, sindicalistas e representantes do poder público –, modelos das agências Ford, L’Equipe e BRM se revezaram na passarela trajando vestidos, maiôs, biquínis, bermudas e blusas confeccionados totalmente ou com detalhes de crochê, bordados, rendas de bilro e de filé, expressões do mais puro artesanato do Nordeste brasileiro e que move uma legião de artesãs de várias cidades daquela região.
Nos pés, calçavam sapatos e sandálias de fibras naturais. Um exemplo de que no mundo da moda é possível incorporar conceitos como responsabilidade social, sustentabilidade, cooperativismo e comércio justo, bases da economia solidária.

Para organizar o desfile com modelos exclusivos, a ADS – no período de pesquisa e execução das peças – acabou mobilizando mais de 150 artesãos. E o objetivo foi o de mostrar ao mercado o potencial produtivo e criativo do artesanato nacional.
O Conexão Solidária teve a exposição de produtos de 170 empreendimentos solidários e a realização de seminários, oficinas e rodadas de negócio.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Idade Média retorna na UNIBAN

Recentemente, um fato lamentável ocorreu na UNIBAN. Uma jovem é expulsa da Universidade sobre os gritos de "puta", "vagabunda", por estar usando uma mini-saia.

Os gritos de uma multidão ecoaram num ambiente de ensino (acadêmico) visando a humilhação pública de uma jovem. Até gritos louvando o estupro foram ouvidos.

A "universidade-mercadoria" que vende para os jovens possibilidade de "ascensão social", louvando o deus-mercado, a competição, dá mostras de que tipo de cidadão estão formando. Uma não-cidadania fundado num obscurantismo medieval, onde a multidão em fúria, goza com a fogueira, com a expulsão do herege. Uma cena que se aproxima muito daquelas vistas na Idade Média onde mulheres eram queimadas acusadas de bruxas.

O machismo estrutural da sociedade brasileira ganhou nas vozes de estudantes universitários sua manifestação, sua expressão.

A idade média retorna na UNIBAN.... a universidade-mercadoria como expressão máxima da caixa de ressonância do desejo fascista, da multidão enfurecida, do gozo de uma moral hipócrita. O capitalismo e sua negação da solidariedade dobrou o espaço-tempo trazendo a luz do dia, numa instituição de ensino superior, o obscurantismo da idade média, expressando a potência do machismo na sociedade brasileira.

A pergunta é o que fez a UNIBAN?

Assista essa barbaridade na UNIBAN.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Para Dr. Laranjeira a internação involuntária é o central para o tratamento de usuários de drogas

O Dr. Ronaldo Laranjeiras da UNIFESP centra o debate sobre a questão do crack na internação voluntária. As vozes do atraso e da "volta ao passado" buscam novamente com um suposto conhecimento cientifico centrar a questão do tratamento de usuários de drogas a internação de pessoas sem o seu consentimento. Mesmo depois, das constatações de que as internações forçadas só levam a rupturas dos laços sociais, de resultados terapêuticos pífios e de constantes violações dos direitos humanos.

A Câmara Federal tem feito um debate acerca de uma nova política sobre as drogas e nele o tema da redução de danos e de uma política pública voltada a não criminalizar os usuários tem ganho relevo. Não só por fortalecer a legislação atual, da Reforma Psiquiátrica (referência mundial para OMS), mas pelos mesmos serem uma política com resultados mais eficientes e que fortalecem aos direitos humanos em nosso país.
Veja a matéria do Jornal Nacional sobre a questão do crack, com a lamentável posição de Laranjeiras e as ponderações do Ministério da Saúde, através de Pedro Gabriel Delgado, coordenador de saúde mental.