Outra Economia Acontece

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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Lançamento do DVD Da Quebrada pra Estrada


É Sábado, 10 de Novembro
LANÇAMENTO DVD - Da Quebrada Pra Estrada
19h as 22h Programação Gratuíta:
Video projeções DVD
Exposição de Fotos
Transmissão Second Life
Debate-Papo Construção de Redes e Artivismo
* Participando da Programação Gratuíta Não Paga a Festa!!
Após 22h Grande Festa
SetsDJs, Apresentações Musicais, Sorteio de DVDs, Dança de Rua, Sets Mcs

$5 - Lista/Flayer - http://br.f526.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=rededaquebrada@gmail.com
$10 - Portaria

Local:
Centro Cultural Popular Consolação, 1901
próximo ao Metrô Consolação

Realização:
Instituto Voz
VAI - Lei de Valorização a Iniativas Culturais
Prefeitura da Cidade de São Paulo - Secretaria de Cultura
Projeto Graffiti com Pipoca

Apoio:
Prefeitura da Cidade de São Paulo - Secretaria da Educação
CEU - Centro de Educação Unificada
Centro Cultural BradescoO Projeto a Quebrada Pra estrada mobilizou os grupos participantes do projeto Família nacional Coletivo(2004) e, por meio de parceiros com os centros de Educação Unificado - CEUs, promoveu a estrutura e interagiu com outros grupos das quatro regiões da cidade(Oeste, Norte, Leste, Sul).
Ao final do projeto realizou um evento com agremiações de todas as regiões da cidade de São Paulo o Largo do Paissandú e Galeria Olido.
Paralelamente a realização dos eventos buscou canais de diálogo com as comunidades locais aos eventos através de temas como os direitos humanos e formas de organização coletiva e cooperativa.
Construção de Redes e Ativismo Hip Hop
Vídeos Fotos MP3s PODCAST
4Élos, Afavel, Agner Rebouças, Ato de Fé, Black Birds, Black Lyre, Clã-Leste DJS, CLEM, Coletivo Precário, Contrabando Sonoro, Convicto, Dam Black Girls, DDR, De Quebrada, Discípulos do Gueto, Distúrbio SP, DJ Dani, DJ Duf Fee, DJ Luiz Lobato, DJ Noh, DJ Pac Jay, DJ Sandro, Duplo Pacto, Evolução Manos do Black, Família Nacional, Fusão Perfeita, Gorilaz Rock Crew, Instinto de Rua, IVOZ, Jeff Negreiro, L83, Las Pretas, Marginal Padrão, Matheus Subverso, Max Musicamente, Michel Onguer, MOL, Nando Força Ativa, Olho da Rua, Orientação MC´s, Piração.com, Projeto Graffiti com Pipoca, Projeto Hip de la Hop, Protesto Verbal, QI do Gueto, Reflexão Popular, Resgate Mental, Rincon Sapiência, ROD-VEPEA, Sílvio – Edições Toró, Soul Break, Stilo de Vida, Stilo Loko, SUATITUDE, Subsolo, Teoria Suprema, The Black Bronw, The Black Power, Toroká, Vandré na Bae da Fé, Vozes da Noite, Willian

terça-feira, 28 de agosto de 2007

MTE fecha com a Microsoft

Microsoft captura Primeiro Emprego
Por Fátima Fonseca

Na contramão da opção do governo pelo uso de software livre, o Ministério do Trabalho faz convênio com a Microsoft. Na contramão da opção federal pelo uso de software livre e plataformas abertas, manifesta mais de uma vez pelo coordenador de inclusão digital do governo, Cezar Alvarez, o Ministério do Trabalho e Emprego anunciou, esta semana, convênio com a Microsoft para capacitação técnica de jovens de 16 a 24 anos, dentro do Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego para Jovens (PNPE).

A multinacional estaria investindo R$ 4 milhões no fornecimento de licenças, treinamento de professores e material didático a todas às 24 ONGs que integram o Consórcio Nacional da Juventude, atuando com o Primeiro Emprego. O trabalho será desenvolvido pela ONG Oxigênio, indicada pelo MTE como entidade responsável pela coordenação e gerenciamento do programa.

A Oxigênio também é sede de um Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC), programa de inclusão digital mantido pelo Ministério do Planejamento e que prevê profissionalização de jovens, em Guarulhos (SP).Representantes do Movimento do Software Livre pretendem solicitar uma audiência ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para questionar alguns aspectos do acordo. Por exemplo, os ativistas querem saber por que o software livre foi discriminado. Ou seja, por que o DPJ-Departamento de Políticas de Trabalho e Emprego para a Juventude (DPJ), não fez nenhum movimento para incluir o software livre como opção nos programas de capacitação do Primeiro Emprego. Também querem mais informações sobre o convênio firmado com a Microsoft, especialmente, sobre os valores investidos pela empresa (apenas em licenças?), e pelo governo federal (quanto ele iria gastar na comunicação com os jovens, na montagem dos ambientes, na divulgação do acordo).

Na verdade, considera-se inaceitável que sejam aplicados recursos públicos para disseminar cultura de uso do produto da maior fabricante de software do mundo.As 24 entidades envolvidas no programa tiveram convênios celebrados em 2005 com o MTE para execução do programa de qualificação, executados em 2006, e que teriam obtido uma média de 40% de inserção de jovens no primeiro emprego – ou seja, de 30.520 adolescentes de famílias carentes atendidos, 12.479 teriam conseguido emprego.

Mas a Economia Solidária vai de software livre

O mesmo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que acaba de formalizar acordo com a Microsoft para capacitar os jovens do programa Primeiro Emprego, deve anunciar, hoje, por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária, mais um acordo de parceria com o Casa Brasil – programa de inclusão digital gerido pelo ITI, da Casa Civil --, e com o Serpro, para a abertura de telecentros com software livre em todas as feiras e eventos de economia solidária apoiadas pelo governo.

A Secretaria, cujo titular é o economista Paul Singer, e o Casa Brasil começaram a desenvolver, no início deste mês, um amplo programa de capacitação técnica, que vai envolver 200 pessoas no país, entre bolsistas do Casa Brasil e agentes de economia solidária.A idéia é que os primeiros formem-se nos conceitos de economia solidária, e os segundos ganhem informação técnica no uso produtivo de ferramentas digitais com software livre. Serão cinco cursos (de cinco dias, em média), para turmas de 40 integrantes – os dois primeiros realizados este mês, e os demais acontecendo até outubro em diferentes capitais brasileiras. O Secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, no último Fórum Internacional do Software Livre (Fisl), fez uma entusiasmada defesa pública do desenvolvimento colaborativo, característico e apenas possível com plataformas abertas, que, na sua avaliação, guardava evidentes afinidades com os princípios da economia solidária. Considerando as duas ações – convênio com Microsoft, de um lado; e com Serpro e Casa Brasil, do outro – o Ministério do Trabalho faz lembrar a figura mítica de Jano, deus romano com dois rostos, um olhando para trás, outro para frente.

Seminário - Marco Legal da ECOSOL e a importância do Parlamento

Seminário sobre Economia Solidária

A Frente Parlamentar Paulista Pró-Economia SolidáriaOrganiza no seu re-lançamento o Seminário: Marco Legal da Economia Solidária, a Importância do Parlamento
Dia 30 de Agosto às 14h00
Local: Auditôrio Teotônio VilelaAssembléia Legislativa de São Paulo
Av. Pedro Alvares Cabral, 201 - 1º andar

Iniciativa:Frente Parlamentar Paulista Pró-Economia Solidária
Fórum Paulista de Economia Solidária

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Economia Solidária gera renda em Caxias

rBianca Costa,da Agência Chasque
Há 10 anos, 21 integrantes da Associação de Reciclagem Interbairros tiram sua renda do lixo. A associação fica no bairro Vila Maestra e recicla todo lixo que a Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (CODECA) tira das ruas de Caxias do Sul. Eva Guedes da Silva trabalha desde a fundação da Associação. Ela conta que os 21 integrantes separam todo tipo de material que pode ser reciclado.Vidro, papel, papelão e plástico são separados e depois prensados. O trabalho de separação é feito pelas mulheres e os homens trabalham na prensa. Ela diz que, depois do material pronto, ele é vendido diretamente para a indústria.
Eva Guedes da Silva afirma que a renda retirada do lixo serve para pagar as contas da Associação e o restante é dividido de forma igual entre os integrantes. “Nós pagamos as contas que a Associação tem e o restante a gente divide em valor igual para todos em horas trabalhadas. Nós temos cartão-ponto aqui, batemos na entrada e na saída. Em todos os primeiros dias do mês é somado o cartão-ponto e feito o total de horas. Geralmente dá em torno de 180 a 207 horas, porque nós trabalhamos 22 a 23 dias no mês”, relata.A Associação Interbairros pode ser considerada um empreendimento da economia solidária. Conforme Vera Regina Schmitz, que é mestre em Comunicação e coordenadora de Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários da Unisinos, em São Leopoldo, a característica básica de um empreendimento solidário é a autogestão.
A professora Vera afirma que outra característica da economia solidária é a visão do trabalho de forma coletiva. Além disso, as associações e cooperativas revertem os resultados direto para o grupo.“No fundo, são empreendimentos autogestionários, são grupos e associações que trabalham de forma coletiva. Hoje, se formos comparar um pouco um grupo da economia solidária com um grupo com outra forma de organização, talvez algumas características típicas é a autogestão, que é muito forte nos grupos, o que se produz é revertido para o grupo, é bastante democrática, o foco não é o lucro, mas sim pensar na geração de renda”, explica. Conforme a professora Vera Regina Schmitz existem mais de 1,8 mil empreendimentos solidários no Rio Grande do Sul.

terça-feira, 31 de julho de 2007

ECOSOL deve chegar a 20 mil empreendimentos no país, diz MTE

O mapeamento dos empreendimentos de Economia Solidária já superou as expectativas no Paraná. O levantamento no estado já detectou mais 237 novos segmentos. Até o momento, 37% do Paraná foram mapeados, totalizando 74 municípios. O novo Atlas com os dados sobre a Economia Solidária no País está previsto para sair em agosto.Desde abril, cinco entrevistadores vêm percorrendo 39 municípios do Paraná, não pesquisados na primeira fase do mapeamento realizada em 2005, e já localizaram 3.678 trabalhadores envolvidos com a Economia Solidária, sendo 2.103 homens e 1.575 mulheres.Nesta fase, também estão sendo incluídas às comunidades tradicionais, como, Quilombolas, Indígenas e ainda o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. O objetivo da complementação foi percorrer os locais de mais difícil acesso do Paraná como, por exemplo, ilhas localizadas no litoral do Estado.A coordenadora da pesquisa no Estado e representante do Instituto de Filosofia da Libertação (Ifil), Maria da Glória M. de Oliveira, afirma que o número deve aumentar ainda mais, pois alguns formulários enviados pelos entrevistadores continuam chegando. Para ela, a Economia Solidária está em plena expansão. "Até o final de julho teremos concluído o trabalho no Estado", afirma. Com os dados do mapeamento, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) alimenta o Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária (Sies), onde são registrados e identificados todas as informações sobre os empreendimentos econômicos solidários e entidades de apoio, assessoria e fomento à economia solidária no país."A criação do Sies, no ano passado, teve como base o mapeamento que vem sendo realizado desde 2004 em todo o país e que identificou cerca de 15 mil empreendimentos econômicos nesse segmento. Até agosto vamos chegar aos 20 mil no país", acredita Roberto Marinho, da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).Segundo Marinho, o sistema permite que o governo constitua uma base nacional de informações em economia solidária para fortalecer e integrar os empreendimentos em redes, facilitando assim a comercialização de seus produtos. "O Sies é uma ferramenta fundamental para dar visibilidade à Economia Solidária e facilitar a formulação de políticas públicas de fomento adequadas à realidade desses empreendimentos", esclarece.Os empreendimentos identificados são cooperativas, associações, empresas autogestionárias, grupos de produção ou clubes de trocas, em que os participantes são trabalhadores que exercem coletivamente a gestão das atividades.Essas organizações solidárias podem estar em funcionamento ou em fase de implantação, mas devem estar com grupos de participantes constituídos e as atividades econômicas definidas. "As atividades podem ser na produção de bens, prestação de serviço, fundos de crédito, comercialização ou de consumo solidário", explica.No endereço www.sies.mte.gov.br estão disponíveis os dados do Sies para que as entidades que ainda não informaram seus dados possam fazê-lo.O mapeamento demonstrou um crescimento significativo (85%) da Economia Solidária, no Brasil, criados entre 1990 e 2005. Nesses empreendimentos, participam cerca de 1,5 milhão de trabalhadores. Até o último levantamento, nas atividades de produção de bens e prestação de serviços, consumo e crédito, predominavam as associações, com 54% do total, seguida dos grupos ainda sem formalização, com 32%; e das cooperativas, com 10% do total.Entre as atividades econômicas, Agricultura e Pecuária foram as de maior concentração, realizadas por 64% dos empreendimentos. As Têxteis, de confecções, calçados e produção artesanal em geral correspondem juntas a cerca de 21% dos empreendimentos; e a prestação de serviços diversos e alimentação respondem por 14% e 13%, respectivamente. Desses empreendimentos, 44% encontram-se na Região Nordeste, seguida da Região Sul, com 17%, Região Sudeste, com 14%, Norte, com 13%, e Centro-Oeste, com 12%.

Portal do Governo Brasileiro (www.brasil.gov.br/emquestao)

Finalização do Projeto Rede Quebrada pra Estrada


O Projeto “Da Quebrada pra Estrada”, composta por integrantes do Instituto Voz e Coletivos afins, incentivados pelo Programa VAI (Valorização de Iniciativas Artísticas e Culturais) – Secretária Municipal da Cultura – PMSP. Consiste numa ação coletiva de potencialização junto a outros grupos de jovens adeptos o protagonismos diretos da cultura Hip Hop, nas cinco regiões do município de São Paulo (Sul, Leste, Oeste, Norte e Centro), formar e criar redes solidárias e (inter-relações), na formação de grupos para a organização de eventos e formas alternativas de geração de trabalho e renda nas periferias da cidade de São Paulo (Zonas Afastadas do Grande Centro).

Nossa Proposta e fortalecer e produzir intervenções inter-regionais no Município de São Paulo por meio da ampliação de Redes Solidárias a partir do projeto “Da Quebrada Pra Estrada”, combinando a produção cultural independente com a Economia Solidária.


segunda-feira, 30 de julho de 2007

Feiras de Trocas em São Paulo - AGOSTO

dia 5 - Feira de Trocas do Jardim Ângela - às 14hEndereço: Rua Luiz Baldinato, Lgo Jd Ângela, em frente a Igreja Stos Martires..

dia 11– Das 10 às 17 horas Endereço - Rua Dr. Lund, 361 – ponto dereferência: de baixo do Viaduto Gricério – Centro - São Paulo.*Esta feira de trocas terá sete Empreendimentos solidários,oferecendo valor estimado a R$ 1.000,00 em produtos a base de trocas (doces, salgados, bijuterias, bolsas, cachecóis,mudas e plantas)..

dia 19 – Clube de Trocas no GOTI, às 14h.Endereço: Rua Delfin do Prata, 15 A – Santa Terezinha – Pedreira – Santo Amaro..

dia 25 – Feira da Rede Social da Zona Oeste de São Paulo - das 10h às 16hEndereço: Rua Itaequara,155 - Freguesia do Ó, das 10:00 as 16:00 horas. *Neste evento o Fórum de Saúde da Zona Oeste, participará com seu clube de trocas. Outras organizações, entidades, ONGs, também estarão apresentando suas atividades, através de Palestras e oficinas. Durante toda a programação desteevento, asnegociações de produtos, serviços e saberes serão intermediadas por moeda social, colocada em circulação pela organização deste evento.

As pessoas que desejarem participar, solicitamos a gentileza de informar suas ofertas e necessidades, o e-mail para envio destas informações: clubedetrocas@ig.com.br

Nome:
Endereço:
Telefone e e-mail:
O que ofereço na feira de trocas:
O que gostaria de encontrar na feira de trocas:

quinta-feira, 26 de julho de 2007

I Encontro de Rodas de Samba - CCP.C


I Encontro de Rodas de Samba – CCP Consolação


O Encontro de Rodas de Samba vem trazer para os amantes do samba a possibilidade de assistir um show que reúna sambistas e movimentos de samba que produzem, pesquisam e valorizam a cultura brasileira. Mais do que fazer samba, procuramos rodas que tenham a preocupação de valorizar os mais belos exemplos de samba da história, que é muitas vezes deixado de lado pela mídia de massa.Além da qualidade e do resgate, as rodas terão a oportunidade de trocar experiências e conhecer o trabalho do outro, fato raro, mas fundamental. Também é um espaço para aprofundarmos o conhecimento sobre o samba paulista, através de bate-papos com quem fez e conhece a história do samba paulista – discutindo o tema “Os Encontros do Samba” – e vídeos, como o documentário “Samba à Paulista: fragmentos de uma história esquecida” produzido por um dos organizadores do evento.Reunidas no Centro Cultural Popular Consolação (Rua da Consolação, 1901) todas as sextas de agosto, as diversas rodas vão expor seus trabalhos durante hora e meia e ao final trocar experiências em rodas conjuntas e abertas.


Programação: (sujeito a alterações)


dia 3/08


21:00 Abertura Apresentação do evento
22:00 inicio DJ e vídeos
23:00 roda1: Reduto convida Bohêmios da Paulicéia
01:00 roda2: Vai como Pode
02:30 roda aberta

dia 10/08


22:00 DJ e Vídeo(a definir)
23:00 roda1: Bêbado Samba
01:00 roda2: Sambando pelas Paredes
02:30 roda aberta

dia 17/08


20:00 Vídeo Documentário Samba à Paulista - parte 12
0:50 bate-papo Marcello Manzatti (antropólogo e pesquisador) - Os espaços do samba rural e a identidade Paulista
22:00 Inicio DJ
23:00 roda1: Confraria do Pasmado
01:00 roda2: Paranapanema (a confirmar)
02:30 roda aberta

dia 24/08


20:00 video Documentário Samba à Paulista - parte 2
20:50 bate-papo: Evaristo de Carvalho (radialista)- Sobre cordões e escolas: a profissionalização do carnaval
23:00 roda1: Samba da Guarani e convidados
01:00 roda2: Sambando na Cozinha02:30 roda aberta

dia 31/08


20:00 video Documentário Samba à Paulista - parte 3
20:50 bate-papo: Fernando Penteado (Velha Guarda Vai-Vai)
23:00 Bohêmios da Paulicéia convida Reduto
01:00 Chapinha (Samba da Vela a confirmar) com Bohêmios
02:30 roda aberta

sexta-feira, 20 de julho de 2007

V Enc. Internacional de ECOSOL: discurso e prática da ECOSOL


V Encontro Internacional de Economia Solidária: discurso e pratica da economia solidária

É com prazer que convidamos a todos para participar do V Encontro Internacional de Economia Solidária: discurso e prática da economia solidária, que será realizado nos dias 27, 28 e 29 de julho de 2007, na Universidade de São Paulo - Faculdade de Educação. O evento é gratuito e a inscrição será realizada no local.
O objetivo dos Encontros Internacionais de Economia Solidária é promover um espaço de debate e troca de experiências, a partir do encontro entre pessoas de organizações nacionais e internacionais contribuindo para a formação de profissionais e trabalhadores da área, ampliando o espaço de debate e aprofundamento teórico deste tema no interior das organizações e universidades do país.
O V Encontro pretende traçar um panorama crítico entre o discurso e a prática da Economia Solidária no âmbito da educação e da política envolvendo princípios, organização do trabalho e tecnologia, diversidade e sustentabilidade. A partir do confronto do que se pensou para a trajetória da ES, e o que de fato foi possível realizar, o V EIES buscará trazer reflexões de como a Economia Solidária tem sido uma forma de organização dos diversos espaços da vida sob uma lógica diferente da vigente. Refletir sobre como os princípios de cooperação, democracia, relação responsável com o meio ambiente, distribuição justa dos resultados, relação entre empreendimentos e comunidade, engajamentos em rede, entre outros, tem contribuído para um mundo mais equilibrado e durável.
Do evento participam trabalhadores, trabalhadoras, estudantes, professores, professoras, representantes de movimentos sociais, representantes do poder público e de organizações não governamentais de diversos estados brasileiros e de outros países, principalmente os latino-americanos.

Aguardamos a presença de vocês!
Abraços solidários
Equipe Nesol

quinta-feira, 19 de julho de 2007

FESTA GROOVE NO CPC


FESTA GROOVE


Sábado, 22:00 - Rua Consolação 1901 no CCPConsolação (Centro Cultural Popular Consolação).


r$ 5 conto ajuda no couvert e no projeto do CCPConsolação.


Pra quem curte Groove, Jazz e ainda não conhece o movimento F.R.E.G.A.Z. Z., ou pra quem adora Jazz e Groove e conhece o F.R.E.G.A.Z. Z.. Esta festa é pra você.

O movimento trabalha com os clássicos, os brasileiros, Jam's, releituras, coisa fina.

Ouça o som e dance a noite inteira!!!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

FESTA SEXTA 13 - BOHEMIOS DA PAULICÉIA E DJ LUCHO


Nesta sexta 13/07,


Festa dia 13/07 (Sexta)


Centro de Cultura Popular Consolação


22:00 as 23:30 Hs

Discotecagens Coletivo PrecárioSound Sistem - Pablom & Angust(Rap Nacional e EtnoMusic)23:30 as 1:30 Hs -

BOHEMIOS DA PAULICÉIA(Samba Raiz)

1:30 até umas

DJ Lucho - (Porto Alegre eBrasília)(Samba Rock, MPB dentre outras variações nacionais)


2 TELAS DE PROJEÇÃO DE VÍDEOmpb = samba rock = samba de raiz = DiscotecagemnOITE pARA bAILARCCCP -


Rua da Consolação, 190113 de Julho, às 22h

$ 5,00

quarta-feira, 27 de junho de 2007

FESTA do ARTIVISMO no CPC


Sexta dia 29 de junho, a partir das 20h no CPC (Centro Cultural Popular Consolação), haverá a FESTA do ARTIVISMO.


O propósito da FESTA é reunir educadores populares, arte educadores, artvistas, ativistas de movimentos sociais e oficineiros para apresentar o Projeto do CPC. Divulguem e contribua para um projeto autonomo de produção cultural.


quinta-feira, 21 de junho de 2007

Vejam e ouçam Gil e sua música nova: Banda Larga

Vejam no You Tube um vídeo do ministro Gilberto Gil cantando, em casa, descontraído, uma música nova chamada Banda Larga. A letra, com a poesia e o talento habituais do nosso ministro-cantor, fala das novas tecnologias da informação, da internet, do próprio You Tube e da inclusão social, digital, cultura e informativa que elas provocam.

É um verdadeiro manifesto em defesa da democratização da informação. E, como disse o jornalista Jorge Bastos Moreno, que também aparece no vídeo, a letra da música é a maior prova de que a atividade pública não atrapalha a atividade criativa. Ao contrário, a estimula. Com o que o ministro Gil concorda e acrescenta: “Só tira tempo. Tira tempo, mas dá substância”.

http://www.youtube.com/watch?v=bdjQwrPW_zI&eurl=http%3A%2F%2Fcora%2Eblogspot%2Ecom%2F2007%2F06%2Fbanda%2Dlarga%2Dgil%2Dacabou%2Dde%2Dcompor%2Dmsica%2Ehtml

O Direito ao Trabalho Digno


Na qualidade de observador governamental e representando a Câmara de Deputados, participei, na semana passada, da 96ª Conferência Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra (Suíça), que contou com a participação de trabalhadores, empresários, governantes e parlamentares do mundo todo, constituindo-se num espaço privilegiado de debate e avaliação do mundo do trabalho. A partir destes debates é que são deliberadas as Convenções e Recomendações da OIT, que buscam oferecer subsídios às políticas nacionais de geração de empregos e de avanço do trabalho digno para toda a população.

Este ano, o tema dominante foi o impacto da produção chinesa sobre as oportunidades de emprego. Existe uma consciência mundial de que as más condições de trabalho impostas aos chineses (baixos salários, longas jornadas de trabalho, ausência de organização sindical e de proteção contra doenças e acidentes do trabalho, etc) representam um verdadeiro "dumping social", que acaba com a competitividade em relação à produção realizada em ambientes que respeitam as normas internacionais de proteção do trabalho.

As vítimas, nesse caso, vão além dos trabalhadores chineses, pois a exploração da mão-de-obra também interfere na economia de outros países. A situação do setor coureiro-calçadista brasileiro é exemplo desta prática, que retira a competitividade da nossa produção no mercado internacional.

Mas nem tudo são dificuldades. A Conferência também debateu o Desenvolvimento de Empresas Sustentáveis, capazes de conquistar posições sólidas no mercado com boas práticas trabalhistas e ambientais. Neste campo, conhecemos experiências exitosas, como a parceria firmada entre governos e entidades empresariais e de trabalhadores africanos na produção de programas radiofônicos para a divulgação de leis e oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas.

Partindo desta experiência, pretendo sugerir que a Câmara dos Deputados, em parceria com Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores, crie instrumentos de informação dirigidos às micro e pequenas empresas, sobretudo para assegurar que os benefícios tributários, do acesso ao mercado de compras governamentais, da simplificação das relações do trabalho, da fiscalização orientadora, das políticas de crédito e acesso às tecnologias previstos no Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (que entra em vigor em 01/07/07) contribuam, de fato, para o fortalecimento deste setor vital para o desenvolvimento do Brasil.

Tarcísio Zimmermann é deputado federal PT/RS

quarta-feira, 20 de junho de 2007

festa! gestão camarão - DCE-USP

festa! gestão camarão que dorme a onda leva!

sexta.22.06. 22h
CCPC (Centro de Cultura Popular Consolação)
R. consolação, 1902 (prox ao
teatro fabrica e ao lado do Cursinho Popular da USP).
entrada. r$ 3,00
breja, jurupinga, água, smirnoff ice, comes

Empresas recuperadas por trabalhadores reivindicam apoio do governo





Duzentas empresas em atividade no país foram recuperadas por trabalhadores. Ou seja, após a falência, os próprios empregados assumiram o controle do negócio.

Organizações que representam esses trabalhadores estiveram na terça-feira (19) em Brasília para a reunião do Conselho Nacional de Economia Solidária. O objetivo foi discutir políticas que apóiem as empresas recuperadas e outros setores da economia solidária.

"Nós queremos recuperar as inúmeras empresas que estão falindo Brasil afora", defende o representante da União e Solidariedade das Cooperativas e Empreendimentos de Economia Solidária (Unisol), Nino Roni Barros.

Os empreendedores reclamam que é difícil conseguir créditos já que as empresas recuperadas não têm garantias. "E o governo não tem política pública que garanta investimentos sem que possa dar algo em garantia", lamenta o representante da Associação Nacional de Trabalhadores de Empresas de Autogestão (Anteag), Arnaldo Silva. "É impossível acessar algum recurso desta maneira".

Além da exigência de garantias, os empreendedores reclamam da alta taxa de juros cobradas pelos bancos públicos e privados. "Nós sabemos que grandes empresas têm acesso a juros de 6% ou 7% ao ano. Enquanto os pequenos empresários estão com juros de 4% ao mês", afirmou o representante da Anteag.

Presente à reunião, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prometeu mais recursos para a economia solidária. O orçamento para o setor em 2007 é de cerca de R$ 50 milhões, segundo Lupi, que considera o valor baixo. O ministro afirmou que pretende triplicar o valor para R$ 150 milhões em 2008.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

3ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DO MERCOSUL

"MUITA GENTE PEQUENA, EM MUITOS LUGARES PEQUENOS,
FAZENDO COISAS PEQUENAS, MUDARÃO A FACE DA TERRA"

(Provérbio Africano)

Aos Companheiros e Companheiras da Economia Solidária, do Cooperativismo do Brasil, do MERCOSUL e da América Latina !

É com muita alegria que saudamos à todos/as e lhes lançamos um importante Convite para os EVENTOS DO COOPERATIVISMO e da ECONOMIA SOLIDÁRIA DO BRASIL, DO MERCOSUL e DA AMÉRICA LATINA: 14ª FEICOOP - FEIRA ESTADUAL DO COOPERATIVISMO
3ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DO MERCOSUL
6ª FEIRA NACIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA
7ª MOSTRA DA BIODIVERSIDADE E FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR
DATA : 06 a 08 de Julho de 2007.
LOCAL : Terminal de Comercialização Direta – Rua Heitor Campos, s/nº -
Bairro Medianeira - Santa Maria - RS - BRASIL


INFORMAÇÕES, INSCRIÇÕES E CONTATOS:


PROJETO ESPERANÇA/COOESPERANÇA
Rua Silva Jardim, 1704
97.010-490 - Santa Maria - RS
Fone/Fax: 55 3219-4599 - 55 3223-0219
E.mail: http://br.f526.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=projespcooesp@terra.com.br
http://br.f526.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=inscricaofeicoop@pop.com.br
Site: http://www.esperancacooesperanca.org.br/


PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA
Rua Venâncio Aires, 2035 10ª andar - Centro
97.010-005 - Santa Maria - RS - Brasil
Fone: 55 – 3221-1399
E.mail: http://br.f526.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=secap@santamaria.rs.gov.br
http://br.f526.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=inscricaofeicoop@pop.com.br
Site: http://www.santamaria.rs.gov.br/

Estes eventos principais congregam também outros grandes Eventos Nacionais e Internacionais em forma de Seminários, Fóruns, Oficinas, Debates e Espaços Culturais, Troca de Experiências, Moeda Social, debate sobre Políticas Públicas, Agroecologia, Transgênicos, 251 Anos da Morte de Sepé Tiarajú, Exposição e Comercialização dos Produtos da Economia Solidária e da Agricultura Familiar do Brasil e do MERCOSUL, a Reunião da Comissão de Economia Solidária da Rede Mercocidades, Convenção-Quadro, Mapeamento Nacional de Economia Solidária, Seminário Internacional do Mercosul Solidário, pesquisas, lançamento de um Documentário da Trajetória de Dom Ivo Lorscheiter, que foi um dos grandes mentores da Economia Solidária no Rio Grande do Sul e no Brasil.

É um Evento que trabalha a metodologia participativa, propositiva, autogestionária transformadora do FÓRUM SOCIAL MUNDIAL, em que todos se tornam sujeitos na Inclusão Social e no exercício da cidadania.

É um Evento que iniciou no dia 1º de julho de 1994 e cresceu visivelmente a cada ano e caminha cada vez mais para uma grande articulação LATINO AMERICANA da ECONOMIA SOLIDÁRIA e a ORGANIZAÇÃO das formas Alternativas de Geração de Trabalho e Renda e a construção de um Novo Modelo de Desenvolvimento Solidário e Sustentável.
O evento é aberto à todas às Entidades, Fóruns, Empreendimentos Solidários, Cooperativas, Associações e Organizações que pretendem expôr e comercializar os frutos do seu trabalho e que deverão inscrever-se até o dia 31/05/2007, mediante a Ficha de Inscrição anexa e que se encontra nos contatos eletrônicos, relacionados na primeira página desta carta.

A Ficha de Inscrição para exposição, Oficinas e Seminários deve ser enviada aos endereços: e.mails: http://br.f526.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=inscricacaofeicoop@pop.com.br , http://br.f526.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=projespcooesp@terra.com.br ou http://br.f526.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=secap@santamaria.rs.gov.br ..

Os Artigos para o Jornal da 14ª FEICOOP e da 3ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DO MERCOSUL, deverão ser enviados até o dia 31/05/2007 para o e.mail: http://br.f526.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=feiradomercosulsm@yahoo.com.br, para o Jornalista Gilson Piber contatos: (55) 3222-8623 - (55) 8111-3111 - (55) 3220-8660 - (55) 3220-8377 (que é o coordenador do Jornal da Feira).

As Orientações Gerais estão disponíveis nos sites que estão na primeira página desta carta e serão enviadas mais adiante, juntamente com os cartazes, folders e outros materiais informativos via correio. Na medida do possível, é importante que as Inscrições tenham uma articulação e apoio dos Fóruns Estaduais de Economia Solidária e onde é possível, com as Delegacias Regionais do Trabalho/DRTs.

Solicitamos insistentemente que as Fichas de Inscrição sejam enviadas por Empreendimento Solidário ou seja uma Ficha para cada Empreendimento ou Entidade, apoiadora e parceira. Favor enviar o mais breve possível, para facilitar a nossa organização.

Quem trabalha em Rede, favor fazer uma Ficha da Rede e uma Ficha para cada Empreendimento que faz parte da Rede.

Com fraternas saudações e os votos de Boas Vindas à Santa Maria, Coração do Rio Grande do Sul, Capital Internacional da Economia Solidária.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

ATO NACIONAL PELO FIM DA INTERVENÇÃO NA CIPLA E INTERFIBRA

13 de junho/2007
10:00 hs – Rua São Paulo, 1.600 – Joinville/SC
Dia 31 de maio, às 07:00hs da manhã, 150 policiais federais armados até os dentes invadiram a Cipla, fábrica controlada pelos trabalhadores desde 2002, e “empossaram” um interventor nomeado por um juiz federal com base em um pedido feito pelo INSS (Ministério da Previdência Social).
A direção eleita pelos trabalhadores e outros trabalhadores escolhidos a dedo foram expulsos ou impedidos de entrar. O terror armado é imposto na fábrica.
Uma das primeiras providências do interventor foi cobrir com uma lona negra a enorme placa na entrada da fábrica que dizia: CIPLA, empresa controlada pelos trabalhadores”.
O objetivo oficial da operação de ocupação da Cipla e Interfibra é garantir a penhora sobre o faturamento, para pagar dívida milionária ao INSS deixada pelos antigos proprietários, Luis e Anselmo Batschauer, datada de 1998. O objetivo verdadeiro é fechar estas empresas controladas pelos trabalhadores.
Os trabalhadores que integram as comissões de fábrica, ativistas estão sob duros ataques dos patrões, do poder judiciário, da imprensa, de sindicatos e sindicalistas pelegos como o dos Plásticos de Joinville, e de toda a burguesia e do patronato do país.
Um Comitê pelo Fim da Intervenção na Cipla foi constituído no dia seguinte pela CUT e diversos sindicatos, MST, CDH, deputados, vereadores, partidos, dezenas de associações e outras organizações políticas e populares.
Fábricas recuperadas por trabalhadores e se mobilizam frente às embaixadas brasileiras na Argentina, na Venezuela, na Bolívia, no Uruguai, no Paraguai, nos EUA e dezenas de outros países na Europa, África e Ásia.
A campanha de apoio se estendeu pelo Brasil, e pelo mundo, com milhares de mensagens aos ministros do governo Lula e ao juiz federal responsável pela intervenção policial/militar na Cipla.
Agora todos estão convidados para expressar sua solidariedade e apoio manifestando sua indignação contra este ato de ditadura militar contra os trabalhadores e seus legítimos dirigentes eleitos.
Companheiros, a sua presença e de sua entidade será fundamental para o sucesso do ato, de ânimo para os trabalhadores em luta, e uma demonstração para os patrões e para o estado que os trabalhadores da CIPLA, INTERFIBRA não estão sozinhos nesta luta.
Todos juntos pelo fim da Intervenção na CIPLA e INTERFIBRA!
Viva a luta da classe trabalhadora por um futuro para a humanidade!
Comitê Pelo Fim da Intervenção na CIPLA e INTERFIBRA
Comissão de Fábrica da Cipla e Interfibra

Para confirmar presença entre em contato:

Maritânia Camargo Fone: (47) 84 03 02 66 e-mail: maritaniacamargo@ ig.com.br
Serge Goulart: Fone: (47) 99 63 30 15 e-mail:sergegoulart@ terra.com. br e pedro.santinho@ uol.com.br

sexta-feira, 8 de junho de 2007

O PLS - 171 / 199 e seus danos à Economia Solidária

A Economia Solidária tem no seu leque de atores, entre outras entidades econômicas associativas, as cooperativas. Estas são reguladas atualmente pela Lei das Cooperativas, cujo número é 5764, promulgada em dezembro de 1971, que dispõe acerca da política nacional do cooperativismo e ainda regulamenta a criação, funcionamento e extinção das cooperativas brasileiras.

Tramita pela Comissão de Agricultura do Senado o Projeto de Lei n. 171 datado de 1999, que, uma vez aprovado, será a nova lei geral do cooperativismo, em substituição da atual

(Lei 5.764/71). A autoria é do Senador Osmar Dias (PDT/Paraná) e a relatoria está a cargo do Senador Demóstenes Torres (PFL/GO).

O referido projeto, PLS171/199, encontra se, há vários anos, na dita comissão e, de maneira surpreende e sem um debate adequado com a sociedade, não levando em consideração milhares de bem sucedidas experiências de empresas e empreendimentos de Economia Solidária, que surgiram e se consolidaram com seus próprios esforços, no final de 2005 - em dezembro, foi colocado em votação para ser aprovado dentro da convocação extraordinária do Congresso Nacional. É preciso dizer que existem outros dois projetos em tramitação que foram deixados de lado no debate (o PLS 605/99, do Senador Suplicy -PT/SP, e o PLS 428 do ex - Senador Fogaça - então no PMDB/RS).Estes certamente poderiam contribuir para aprimorar as propostas do PLS 171.

O projeto, da forma como está, interessa exclusivamente a um setor do cooperativismo nacional, representado pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e suas representações estaduais (OCE's). Tais entidades agregam majoritariamente as grandes cooperativas, em geral de produtores, com destaque para o agronegócio, saúde complementar, crédito e consumo.

A Economia Solidária repudia o PLS - 171

Nós - entidades que atuam na área da economia solidária - manifestamos nosso profundo descontentamento e repúdio à atual versão do projeto.

A Economia Solidária é um amplo movimento social que ganha força a partir dos anos 90, em razão dos efeitos da crise social do desemprego em massa e da exclusão social, ao combater essas mazelas com a geração de trabalho e renda. Neste período, surgiram, em todo o país não só cooperativas de empresas recuperadas pelos empregados, cooperativas em assentamentos de reforma agrária, cooperativas de humildes prestadores de serviços nas periferias das metrópoles, cooperativas de catadores de material reciclável, de camponeses e de artesãos empobrecidos etc, ainda políticas públicas nas três esferas do poder público - municipal, estadual e federal (com a SENAES - Secretaria Nacional de Economia Solidária).

A opção que alguns empreendimentos da ECOSOL fizeram pela modalidade de cooperativa deve-se até mesmo à origem deste instituto, no Século XIX, quando operários resolveram constituir as primeiras sociedades, na Inglaterra, França e Alemanha. É certo que, desde então, o cooperativismo cresceu muito e avançou para outros setores mais bem estruturados financeiramente, mas não se pode perder de vista que se trata de algo criado para atender às amplas camadas de trabalhadores, pobres e marginalizados, que se unem a fim de gerar negócios que possam garantir trabalho e renda aos seus integrantes.

Os graves efeitos do projeto

O texto atual do PLS - 171, se aprovado, deverá trazer graves conseqüências para o movimento da economia solidária. Podemos apontar, dentre outros, os seguintes principais problemas detectados:

a) O Projeto prevê, em seu artigo 8º, exigências formais prévias ao registro na Junta Comercial. Será necessário submeter os atos constitutivos ao "órgão estadual de representação do sistema cooperativista", as OCE's - organizações por Estados - vinculadas nacionalmente à Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB (artigo 102).

Isto significa que, além dos atuais atos formais necessários ao registro e funcionamento das sociedades com fins econômicos, outras providências deverão ser realizadas o que poderá redundar em (mais) meses de espera (com mais e mais idas e vindas de papéis para a formalização do empreendimento).

Estudos apontam que, no Brasil, são necessários, em média, 152 dias para se registrar uma empresa. No caso das cooperativas, o tempo será ainda mais longo, em face da burocracia adicional criada pelo PLS 1711.

Há ainda dois agravantes:o primeiro é o custo de tudo isto, já que mais taxas serão cobradas dos interessados, a fim de que seus atos possam ser levados ao registro. O segundo é o fato de se atribuir tal "registro prévio" a uma entidade privada, como é o caso da OCB. Esta tem seus interesses particulares e sua doutrina e - pode-se supor - deverá impor tais propósitos no momento em que passar a realizar a tarefa do registro prévio.

Em nosso entendimento, o registro deve continuar sendo realizado nas Juntas Comerciais de cada Estado, que são entes especializados em registros públicos de sociedades que exercem atividades econômicas.

b) O Projeto prevê que todo o cooperativismo nacional será representado apenas pela OCB e suas ramificações estaduais (artigos 102 a 106).

Isto tem um significado atroz. Não é democrático pregar, numa sociedade plural como a nossa, que apenas uma entidade possa representar milhares de organizações e milhões de milhões de pessoas, compulsoriamente. Defendemos que os interessados escolham a entidade que mais bem defenda os seus interesses. Esta pode ser a própria OCB, se as cooperativas assim decidirem livremente; não por imposição legal. A compulsoriedade da filiação, porém é inaceitável.

O artigo 106 do Projeto prevê o pagamento de uma taxa anual, fixada atualmente em 0,2% (zero vírgula dois por cento) do montante do capital mais fundos. O mais incrível é que este percentual poderá aumentar indefinidamente, pois prevê- se que a assembléia da OCB defina novo percentual, posteriormente. O destino dos recursos é o custeio da estrutura da OCB e suas representações estaduais.

Inconstitucionalidades

Os dois pontos, até aqui apreciados, violam, a Constituição Federal. Assim é que a lei fundamental estabeleceu a plena liberdade para as cooperativas constituírem-se e funcionarem, na forma da lei, vedando qualquer tipo de interferência na organização desses empreendimentos. Isto significa que está garantida a ampla liberdade de associação a abranger, inclusive, a liberdade de não se vincular a nenhuma organização, associação ou sindicato (artigo 5°, caput e incisos XVII, XVIII e XX).

Ademais, o pluralismo político está entre os princípios fundamentais da República (Art. 1°, V) e deva ser observado por todos, especialmente pelos nossos legisladores.

Cumpre às cooperativas, como a qualquer outra sociedade de fins econômicos, tomar as medidas necessárias e exigíveis para efeito de registro nos órgãos públicos. Quaisquer óbices criados à realização destes atos perante o poder público caracterizam-se como interferência indevida na organização e funcionamento das cooperativas (artigo 5°, XVIII c/c artigo 170, caput).

O Projeto representa também um desestímulo ao cooperativismo porquanto estabelece novas obrigações às quais os demais entes econômicos não estão submetidos (174, § 2º). Ainda, a Constituição assegura a "livre iniciativa", o que significa, no caso presente, a proibição de fixação de restrições e dificuldades para as cooperativas (artigo 170, caput c/c artigo174, caput e § 2º).

Condicionar tais registros e a realização de atos pelas cooperativas ao crivo de um único ente privado - que possui seus próprios interesses -, significa a criação de mais um "cartório", a atuar de maneira monopolística (artigo 170, caput). Não existe qualquer razão plausível para se estabelecer um privilégio a apenas uma das tantas entidades que hoje representam o movimento cooperativista no País, quando a democracia em constituição no país reconhece a existência de vários atores no sistema cooperativista brasileiro. Ao contrário, configura um atentado ao princípio da isonomia, que assegura tratamento igualitário para todos os que estejam na mesma situação (artigo 5º, caput).

Fica, portanto, fortemente evidenciada a gravidade dos fatos no que tange ao perigo da formalização de monopólio de representação e monitoramento das cooperativas pela OCB e OCE's, eis que o Projeto contém evidentes vícios de inconstitucionalidade, os quais deverão ser corrigidos pelo Parlamento.

Outros problemas

O PLS 171 contém ainda outros entraves ao progresso do genuíno cooperativismo nacional, cujos destaques são:

a) Não prevê limite máximo de capital subscrito pelos sócios, o que pode redundar em importantes distorções, eis que poucos deles poderão deter a quase totalidade das quotas da sociedade (artigo 11).

Propomos que se assegure o teto de 1/3 por sócio, como existe hoje.

b) As sociedades empresariais (sociedades anônimas, limitadas etc) poderão ingressar nas cooperativas (artigo 17), atuar na sua gestão (artigo 58) e ter acesso aos resultados (artigo57), gozando, assim, das vantagens tributárias fixadas em lei. Isto, evidentemente, vai descaracterizar a natureza específica da cooperativa da cooperativa de fins não lucrativos, tornando-a extensão dos interesses particulares das empresas. A grande maioria dos sócios que aportam menos capital, ficará, na prática, à mercê dos interesses destas companhias.

Propomos que apenas excepcionalmente, sejam aceitas empresas como sócias de cooperativas; a gestão deve estar a cargo exclusivo dos sócios - pessoas físicas; admitimos os certificados de aportes de capital (artigos 54 a 57), porém direito a fiscalização na gestão pelo investidor, vedado ainda o acesso aos resultados da cooperativa. Os juros e demais condições devem ser previamente contratados.

c) As assembléias - a mais importante oportunidade de participação e de deliberação dos sócios - continuarão sendo meramente formais e homologatórias das decisões da administração, na medida em que o Projeto sequer prevê quorum mínimo de participação e obriga a publicação dos editais em jornais, o que onera as menores cooperativas sem assegurar efetivamente o conhecimento pelos sócios da sua convocação.

Propomos sejam aceitos outros meios de convocação menos onerosos e mais eficientes e que, para determinados temas, seja estabelecido o quorum mínimo.

Lado outro, o Projeto nada dispõe incentivo e fomento ao cooperativismo; políticas publicas de apoio e investimentos; financiamentos em condições favoráveis; adequado tratamento tributário ao ato cooperativo; enfim variados temas que poderiam ser acrescidos ao texto se houvesse um debate mais amplo com a sociedade.

Propomos seja aprofundado o dialogo com todos os amplos setores que representam o cooperativismo nacional, com o objetivo de assegurar, por um lado, o respeito à Constituição Federal e aos legítimos princípios cooperativistas e, por outro, criar mecanismos eficientes de incentivos e fomento para as cooperativas.

Assim, nós da economia solidária, estamos inteiramente dispostos a contribuir e esperamos ser efetivamente ouvidos pelos senhores parlamentares e pelos entes de Governo interessados na matéria.

Huberlan Rodrigues - Assessor Jurídico da UNITRABALHO - Fundação Interuniversitária de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho

Marcelo Mauad - Assessor Jurídico da UNISOL - União e Solidariedade das Cooperativas e Empreendimentos de Economia Social do Brasil

Jorge Luis Martins - Assessor jurídico da ANTEAG - Associação Nacional de Trabalhadores e Empresas de Autogestão e Participação Acionaria

1 O Brasil é um dos campeões mundiais em burocracia . O relatório "Doing Business in 2004", elaborado pelo International Finance Corporation - cujo foco é o papel do ambiente regulatório no desempenho do setor privado - aponta que a maioria dos países do mundo preocupa - se em reduzir os atos formais e burocráticos ao mínimo possível para a existência jurídica das empresas ou demais sociedades. Na Austrália, uma empresa é constituída, em media, em 2 dias; nos EUA, 4 dias; na Argentina, 68; nos paises da América Latina, 72 dias; e no Brasil, 152 dias. Isto é o necessário para que um empreendimento possa estar funcional plenamente.

Fonte: Revista de Economia Solidária. Ano 2, nº 1, Junho de 2006

CONVITE PARA OS ARRAIAIS DOS CLUBE DE TROCAS EM SÃO PAULO

Convidamos todas as pessoas solidárias para os Arraiais dos clubes de
trocas de São Paulo, esta festa também é conhecida como festa junina.
Para participar você não precisa de dinheiro, basta levar nos dias
mencionados prendas que podem ser bolos, tortas, doces e salgados,
prendas de brinquedos em geral.
Estas prendas serão trocadas pelas moedas sociais dos respectivos
clubes de trocas, com estas moedas sociais você poderá gastar nas
brincadeiras ou adquirir um quentão ou vinho quente, além de comer
pipoca, bolos e tortas da barraca de doces e salgados.

As pessoas que desejarem participar da organização da festa junina,
ou receber informações como organizar uma festa junina, a base de
trocas, podem escrever para:
clubedetrocas@ ig.com.br

Dia 24/06/2007 – ARRAIAL NO CLUBE DE TROCAS NA PEDREIRA - SÃO PAULO

Local: Colégio Ayres Neto, que fica na Rua José Flávio Pereira, 173–
Pq. Dorotéia –Pedreira–Sto Amaro – SP, entrar pelo estacionamento
que fica na Rua dos Calangos s/n.
HORARIO: DAS 13:00 AS 16:00.

Dia 08/07/2007 – ARRAIAL NO CLUBE DE TROCAS DO JARDIM ÂNGELA
SÃO PAULO.

Local: Rua Luiz Baldinato, Lgo Jd Ângela, em frente a Igreja Stos
Martires.
A partir das 10:00

AGENDA DE FEIRAS DE TROCAS NO MÊS DE JUNHO/2007.

11/06/2007 – Av. Itaberaba, 1210, Freguesia do Ó, a partir das
13:00, Junto a equipe do Fórum de Saúde Zona Oeste.

17/06/2007 - Feira de Trocas clube de trocas do Jardim Ângela.
A partir das 14h.
Endereço: Rua Luiz Baldinato, Lgo Jd Ângela, em frente a Igreja Stos
Martires.

17/06/2007 – Feira de trocas do Clube de Trocas no GOTI.
A partir das 14h.
Endereço: Rua Delfin do Prata, 15 A – Santa Terezinha – Pedreira –
Santo Amaro.


23/06/2007 – Das 10 as 17 horas na Rua Dr. Lund, 361 – ponto de
referencia de baixo do Viaduto Gricério – Centro São Paulo.
Teremos nesta feira de trocas 7 Empreendimentos solidários,
oferecendo valor estimado a R$ 1.000,00 em produtos a base de trocas,
entre os produtos, doces, salgados, bijuterias, bolsas, cachecóis,
mudas e plantas, outros participantes desta feira, também estarão
oferecendo outros produtos

30/06/2007 – Oficina como organizar um clube de trocas e Feira de
trocas.
Local Rua Pe Jose Maria, 555 – Santo Amaro – São Paulo – SP.
Referencia: do lado do Terminal Santo Amaro
Oficina das 9:30 as 11:30.
Mercado de Trocas Solidárias a partir das 11:30 horas.
Participe envie seu cadastro, para podermos divulgar o classificado
de ofertas e necessidades.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Deputado Eudes Xavier quer destinar R$800 milhões para economia solidária




O deputado Eudes Xavier (PT-CE) apresentou emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias 2008 (LDO 2008) para relacionar a economia solidária aos programas sociais. Se aprovada pelo relator e pela comissão, o orçamento pode destinar R$ 800 milhões à economia solidária.

Na semana passada, o deputado comemorou a aprovação de proposta de apoio à comercialização da economia solidária na Comissão do Trabalho (a qual aguarda apreciação do relator na Comissão de Orçamento).

De acordo com o parlamentar, a economia solidária é uma das poucas alternativas de empregabilidade para um grande número de trabalhadores com baixa qualificação, "que têm enormes dificuldades de conquistar um emprego nos moldes ofertados no mercado de trabalho atual".

Eudes Xavier ressaltou que ao alocar mais recursos para a economia solidária hoje, "seguramente, em breve, teremos menos famílias dependentes do programa Bolsa Família".

domingo, 3 de junho de 2007

Economia Solidária: Uma Nova Bandeira para a UNE!


O movimento Kizomba apresenta para o 50º Congresso da UNE, que ocorrerá em Brasilia, 27 de junho a 01 de julho, uma importante contribuição pautando a Economia Solidária e a perspectiva de lutar por um Outro Modelo de Desenvolvimento.


Veja a pré-tese na íntegra: www.kizomba.org.br/pretese


A Kizomba entende que a Economia Solidária está situada no campo do trabalho e se coloca como uma alternativa às relações sociais de produção capitalista. Possui como característica a democratização das decisões a respeito da produção, sendo essas decisões tomadas em assembléias, onde cada trabalhador ou trabalhadora, que nesse movimento são intitulados por “cooperados (as)” é igual aos (as) demais, possuindo todos e todas direito a um voto. Isto afirma a não hierarquização dos diferentes saberes sobre o trabalho e, dessa maneira, rompe com a idéia de que existiriam os (as) competentes que planejariam a produção e aqueles (as) que, por não possuírem tal competência, seriam considerados (as) meros executores. Todos os saberes têm igual valor, não havendo conhecimento maior ou melhor do que outros.

Nós, Kizombolas, compreendemos que solidariedade e transparência nas ações também são características marcantes da Economia Solidária, sendo fundamental o incentivo dado à participação política de cooperados e cooperadas. O individualismo é contraposto pela construção de uma cultura coletiva baseada na compreensão e respeito mútuo. Em um momento onde o capitalismo mostra talvez sua face mais perversa, a luta dos (as) militantes solidários (as) adquire grande relevância, tornando-se parte da formação de uma contra hegemonia ao capitalismo. Enquanto militantes da Kizomba temos a convicção de que a Economia Solidária, através de seus valores e ações, é um instrumento fundamental para a construção do socialismo.

Defendemos as experiências de Economia Solidária, como as cooperativas populares e as empresas recuperadas, pois elas representam uma resposta auto-organizada dos trabalhadores e trabalhadoras diante da crise do trabalho, gerada pelos anos do neoliberalismo. Através de uma organização do trabalho fundada na autogestão e na solidariedade a ECONOMIA SOLIDÁRIA (ECOSOL) tem se firmado em nosso país e também em diversos países da América Latina, como na Venezuela, onde o Presidente Chávez criou o Ministério da Economia Solidária.

Segundo o Atlas da ECOSOL existem em nosso país:
“(...)14.954 Empreendimentos Econômicos Solidários em 2.274 municípios do Brasil (o que corresponde a 41% dos municípios brasileiros)”. “Estão associados nos empreendimentos econômicos solidários mais de 1 milhão e 250 mil homens e mulheres, resultando em uma média de 84 participantes por EES. A este conjunto agrega-se mais 25 mil trabalhadores e trabalhadoras participantes que, embora não-sócios, possuem algum vínculo com os EES”.

Mais especificamente quanto à juventude, a Economia Solidária representa também uma alternativa ao elevado desemprego que apresenta esse setor em nosso país, segundo Pochmann:

”Em pleno limiar do século XXI, a participação relativa do segmento etário de 15 a 24 anos no total da População Economicamente Ativa (PEA) é de 25%, embora o jovem responda por 50% do desemprego nacional. Enquanto a taxa de desemprego aberto aos jovens gira em torno dos 18%, a taxa média nacional esteve em 9,4% do total da força de trabalho, segundo o IBGE (PNAD), no ano de 2001”. (Juventude em busca de novos caminhos no Brasil – POCHMANN, M. In: Juventude e Sociedade).

A situação de desemprego combinada a uma crescente flexibilização das condições de trabalho e emprego, além de gerar distorções na possibilidade de acesso futuro à previdência social, faz com que a busca por emprego seja reduzida a um trabalho precário e temporário, uma inserção subordinada no mercado de trabalho. Situação que frustra e pressiona os (as) jovens, pois gera condições para que muitos (as) aceitem estar subempregados (as) ou para que, por desalento ante a impossibilidade de empregar-se, abandonem a força de trabalho tornando-se inativos (as).

A juventude, em todos os estudos realizados, tem mostrado um intenso potencial na produção cultural e na sua organização através de novas vivências e estilos de vida. Em nosso país, é necessário um forte incentivo através das políticas públicas que busquem qualificar e formar para o trabalho emancipado e cooperado um conjunto de jovens que já produzem seus Cd´s, DVD´s, festivais, suas roupas, seus meios de comunicação (fanzines, grupos teatrais, páginas eletrônicas. blogs, jornais...) e seus materiais e equipamentos ligados a seus estilos de vida (skate, silk screen, estúdios musicais, prancha de surf, capacete, patins, luvas...). Nesta perspectiva a formação de Redes Solidárias de Produção Cultural, enquanto alternativa, se opõe a atual forma de divulgação e produção da Indústria Cultural.

Assim, a Economia Solidária pode ser uma resposta que combina a necessidade de geração de trabalho e renda, com a resignificação das próprias vivências desses (as) jovens e seus estilos de vida. Ao propiciar a revalorização pessoal e a valorização de suas produções, realizando trabalho coletivo nas suas comunidades e grupos, a ECOSOL abre perspectivas para o futuro, dando as bases materiais para que estes (as) jovens se sintam motivados (as) a continuar apostando na cultura, na educação e na sua própria formação.

A ECOSOL é atualmente uma expressão de movimento da juventude, envolvendo inúmeros (as) estudantes universitários (as) através de programas de extensão e das Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares. Estas são projetos, programas ou órgãos das universidades com a finalidade de dar suporte à formação e ao desenvolvimento de Cooperativas Populares criadas por iniciativa de grupos de desempregados ou, que vivenciem situação de emprego/trabalho precarizado. Dessa forma, propomos:

  • Incorporação da Economia Solidária como bandeira de luta da UNE;
  • Todo apoio do ME as cooperativas populares e as empresas recuperadas;
  • Incentivo da UNE à formação de Redes Solidárias de Produção Cultural;
  • Aumento dos programas de extensão universitária relacionados à economia solidária;
  • Apoio às Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares nas universidades brasileiras;
  • Divulgação da economia solidária nas universidades brasileiras através de debates e feiras solidárias.

sábado, 2 de junho de 2007

Serra extingue delegacias regionais de cultura


O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), extinguiu nesta quinta-feira (31), por decreto, todas as 13 Delegacias Regionais de Cultura do estado, cuja área de abrangência alcança cerca de 400 municípios. Os delegados não foram avisados previamente da decisão - souberam da exoneração apenas ao ler o Diário Oficial do Estado.

“O interior de São Paulo representa dois terços da população. Nós merecemos consideração”, disse, emocionada, a delegada regional de Bauru, Suad Haddad Barrach, enquanto limpava as gavetas para fechar a delegacia (que abrangia 39 municípios, entre eles Botucatu e Jaú). Ela recebia R$ 1,7 mil brutos para exercer o cargo, cuja principal atribuição era favorecer a interiorização da política cultural.


De acordo com o secretário-adjunto de Cultura do Estado, Ronaldo Bianchi, o fechamento das delegacias deveu-se a dois fatores. O primeiro: atender à determinação de Serra de reduzir em 15% o número de cargos de confiança no Estado. Segundo, a busca por “atender melhor” ao interior, o que será feito agora pelas Oficinas Culturais do Estado - essas são organizações sociais geridas por instituições independentes.


Os delegados se queixam de que, desde 2006, não tiveram verba para implementar nenhuma iniciativa. Por outro lado, o Estado investiu R$ 2,5 milhões na realização da Virada Cultural no interior - segundo eles, um evento circunstancial e de efeito apenas publicitário. “Com esse dinheiro, teríamos projetos para seis meses em todo o Estado”, disse Suad.

Fonte: O Estado de S. Paulo

ProJovem começa a receber inscrições na segunda-feira



Ponto

Começam na segunda-feira (4) as inscrições para o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) em 25 capitais do país. Para participar, o jovem deve ter entre 18 e 24 anos, ter cursado a 4ª série e não ter completado a 8ª série, e não ter vínculo empregatício.

Serão oferecidas 76 mil novas vagas em todo o Brasil. Implantado em 2005, o programa tem o objetivo de aumentar a escolaridade e a qualificação profissional dos participantes. São oferecidos cursos profissionalizantes, além de inglês, informática e atividades sociais e comunitárias.

As inscrições se encerram no dia 27 de julho e podem ser feitas por meio da Central de Atendimento do ProJovem, no número 0800-722-7777, todos os dias da semana, das 7h às 23h.

Mais informações podem ser obtidas na página do programa na internet (www.projovem.gov.br)

terça-feira, 29 de maio de 2007

Parcerias na inclusão digital e Economia Solidária


Parcerias na inclusão digital darão novas oportunidades aos jovens

Ponto

A parceria entre software livre e programas sociais do governo federal trará novas oportunidades de inclusão digital para a juventude brasileira. Esse foi a avaliação do deputado Eudes Xavier (PT-CE), autor do requerimento para realização da audiência pública sobre a inclusão digital que aconteceu na Comissão de Trabalho da Câmara, nesta quinta-feira.

Para ele, o debate é a continuidade da estratégia do governo Lula de democratizar o espaço público para a juventude brasileira."Quando a juventude se apropria da tecnologia da informação, quando ela se organiza no foco da economia solidária, ela se torna atriz de um grande projeto que é o da inclusão," afirmou Eudes Xavier. O parlamentar ressaltou ainda que "é importante que a juventude brasileira seja vista como um ponto estratégico de desenvolvimento sócio econômico do país".

O secretário executivo do Programa Casa Brasil do governo federal, Edgard Leonardo Piccino, advertiu que a dificuldade maior dos programas de inclusão digital no país é a de manter os telecentros. "É mais fácil montá-los, agora a dificuldade é manter esses centros funcionamento adequadamente para atender a população," disse.

Eudes Xavier sugeriu a parceria entre governos estaduais e municipais. "As prefeituras têm um papel importante nesse processo. É necessário que haja consórcios com os governos dos estados e prefeituras, já que o governo federal está dando a oportunidade de inclusão social para a juventude," afirmou.

O diretor do Departamento de Fomento à Economia Solidária, Dione Soares Manetti, afirmou que a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária pelo Ministério do Trabalho foi idealizada para debater com a população novas formas de trabalho e economia. Segundo ele, a carteira de trabalho não é mais a realidade do trabalhador brasileiro, "que busca novas formas de trabalho em sua coletividade".



Singer apresenta modelo brasileiro de economia solidária em Portugal



O secretário nacional de Economia Solidária, professor Paul Singer, está a partir desta terça-feira (29) em Portugal para divulgar a política de desenvolvimento da economia solidária no Brasil.

Singer participa, na Universidade de Coimbra, da Conferência sobre Economia Solidária em Portugal, onde dará palestra sobre a recente ressurreição da economia solidária no Brasil e os programas desenvolvidos pelo governo brasileiro para fortalecimento das iniciativas autogestionárias.

O mapeamento da economia solidária que o MTE realiza desde 2004 aponta para a existência de 20 mil empreendimentos solidários, entre cooperativas, associações, empresas autogestionárias, grupos de produção ou clubes de trocas, em que os participantes são trabalhadores que exercem coletivamente a gestão das atividades.

Esse levantamento, realizado por 600 entrevistadores em todo o país e coordenado por 27 comitês regionais, possibilitou à Senaes lançar um Atlas da Economia Solidária no Brasil. Os dados também alimentam um Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária (Sies), que registra e identifica todas as informações sobre os empreendimentos e entidades de apoio, assessoria e fomento à economia solidária.

Pelo mapeamento houve um crescimento significativo (85%) da Economia Solidária no Brasil, entre os anos de 1990 e 2005, e a participação de cerca de de 1,25 milhão de trabalhadores. Demonstrou também que nas atividades de produção de bens e prestação de serviços, consumo e crédito, tanto no meio urbano quanto rural, predominam as associações, com 54% do total, seguida dos grupos ainda sem formalização, com 32%; e das cooperativas, com 10% do total.

Entre as atividades econômicas, estão a agricultura e a pecuária, realizadas por 64% dos empreendimentos. As têxteis, de confecções, calçados e produção artesanal em geral correspondem, juntas, a cerca de 20% dos empreendimentos; e a prestação de serviços diversos e alimentação respondem por 14% e 13%, respectivamente.

O mapeamento levou em consideração as organizações solidárias em funcionamento ou em fase de implantação, que devem ser formadas por grupos de participantes constituídos e as atividades econômicas definidas, como produção de bens, prestação de serviço, fundos de crédito, comercialização ou de consumo solidário.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Intervenção Graffiti com Pipoca - Osasco


Convidamos Toda(o)s para mais uma intervenção do Projeto Graffiti com Pipoca, em paceiria com a Rede Solidária de Produção Cultural "Da Quebrada pra Estrada", que no mês de agosto haverá a oficialização do seu lançamento e serás mais uma vez convidada(o) s!! Desta vez é em Osasco!!

Centro Comunitário de Múltiplo – Uso do Conjunto Residencial Victoria

Av. José Barbosa de Siqueira, 1301 – Jd. Padroeira – Osasco

Dia: 27 de maio (domingo)


A partir das 14h

Saudações Solidárias!!!

Instituto Voz

terça-feira, 22 de maio de 2007

Debate: Juventude na Economia Solidária


A Casa da Cidade retomará seus instigantes debates sobre a cidade e outros temas no dia 28 de maio (segunda-feira), dando enfoque a Economia Solidária que vem nos últimos anos se apresentando como uma forma de intervenção alternativa na geração de trabalho e renda.

Para discutir estas questões estarão presentes os seguintes debatedores:

Adauto Modesto - GT ECOSOL (DCE-USP)

Felipe Vella Pateo - ITPC (Incubadora Universitária de Coop. Populares)

Paulo Edson (Índio): Instituto Voz (Rede Solidária de Produção Cultural) - Veja abaixo o texto sobre as Redes Solidárias.

Horário: 19h30

Associação Casa da Cidade
Rua Rodésia, 398 - V. Madalena

(próximo ao Metrô Vila Madalena)

Redes Solidárias de Produção Cultural: Uma saída emancipadora para os jovens da Periferia

A indústria cultural mundializada vem ampliando seu controle sobre o mercado formal de produção, distribuição e propaganda de produções culturais.

Este processo alija à maioria da juventude brasileira, em especial, a juventude que vive nas periferias das grandes metrópoles. Estes jovens vêem na TV, nas lojas e nos shopping centers produções de vídeos, Cd´s, DVD´s, documentários, que custam milhões para serem produzidos, isto combinado a prática de divulgação das grande gravadoras e produtoras, associadas as rádios, Tv´s e revistas especializadas de cultura.


Mas, nos quilombos urbanos a resistência a criatividade e a solidariedade dão as bases para um crescente mercado de produção cultural independente. Diversos Festivais, materiais audiovisuais, páginas eletrônicas, fanzines, Cd´s, DVD´s, Coletâneas surgem e se espalham a nível mundial e em nosso país, que tem se potencializado através dos creative commons.

O Creative Commons é um novo sistema, construído com a lei atual de direitos autorais, que possibilita a você compartilhar suas criações com outros e utilizar música, filmes, imagens, e textos online que estejam marcados com uma licença Creative Commons.

No Brasil o Governo Lula tem buscado potencializar estas iniciativas através do Projeto do Ministério da Cultura, Pontos de Cultura, e também através do Projeto Casa Brasil, que busca unir a tecnologia digital livre, cidadania ativa, Economia Solidária e produção cultural independente, fomentando a formação de Redes.

O Instituto Voz vem desenvolvendo nas cinco regiões de São Paulo a constituição da Rede QPE (Quebrada pra Estrada) que contou com um processo permanente de expansão territorial pelas ruas, becos, avenidas e centralidades da grandiosa e excludente São Paulo. Traçando linhas nômades de produção e ativismo cultural que rompe com o silencio imposto à maioria do povo, pela Indústria Cultural Mundializada.

A Rede QPE teve sua expansão através de um processo criativo de trocas de conhecimento, cores, musicalidades e informação que se desenvolveu tendo inicio a nível local (periferia da Zona Sul) com o Família Nacional Coletivo. Depois se expandiu realizando um diálogo entre comunidades, inicialmente na zona sul do município de São Paulo: Jabaquara, Vila Joaniza, Parelheiros, Vila Clara, Vila Guaraní, Jd. Vietnã; com o De Quebrada pra Quebrada”, o projeto potencializado em parceria como o grupo de RAP e protaginistas comunitário Família Nacional.

Posteriormente a nível municipal, envolvendo as cinco regiões da Cidade de São Paulo, com o “Da Quebrada pra Estrada”.

O lançamento da Rede Solidária de Produção Cultural e Ativismo Hip Hop de “Quebrada Pra Estrada” busca ser um novo processo de expansão territorial firmando novos espaços de produção cultural independente e de ativismo cultural, no Estado de São Paulo.

Escolhemos a organização em rede – porque é uma alternativa à estrutura piramidal – que consiste também ao que seu próprio nome indica: seus integrantes se ligam horizontalmente a todos os demais, diretamente ou através dos que os cercam. O conjunto resultante é como uma malha de múltiplos fios, que pode se espalhar indefinidamente para todos os lados, sem que nenhum dos seus nós possa ser considerado principal ou central, nem representante dos demais. Não há um "chefe/patrão", o que há é uma vontade coletiva de realizar determinado objetivo.

No mês de Agosto, a Rede Solidária de Produção Cultural e Ativismo Hip Hop será lançada e com ela o DVD e Cd da Rede.

Mas, para ter uma idéia segue parte de uma apresentação realizada no extremo Leste de São Paulo, São Mateus e coletãnea fotográfica do projeto ao longo das suas ações.


http://www.youtube.com/watch?v=9mIGQw1Toio

Parte de protagonistas da Rede Quebrada pra Estrada, estão participando do projeto Graffiti com Pipoca realizado pelo programa para a Valorização de Iniciativas Culturais - VAI, da Secretaria Municipal de Cultura, da cidade de São Paulo, destacou-se por incentivar manifestações culturais de jovens, ao fomentar atividades culturais e criações artísticas, para despertar a consciência social e preparar jovens para um maior engajamento na luta contra a exclusão, dentre outras formas de opressão.


O Graffiti com Pipoca realizou oficinas com aulas teóricas e práticas sobre a arte do graffiti e animação, aplicadas à linguagem do áudio visual. Os trabalhos desenvolvidos nas oficinas resultaram num vídeo, desenho animado e um documentário. As atividades realizadas demonstraram a capacidade de trabalho dos jovens envolvidos, que se consolidou e amadureceu durante as oficinas, agregando a arte e seus conhecimentos a outras formas de representação, abrindo novos campos de trabalho e atividades.

O Projeto Graffiti com Pipoca foi vencedor do II Prêmio Aprendiz Comgas. Em 2007 o projeto prossegue realizando novas produções áudio visuais coletivas e realizando projeções de vídeo nas comunidades.


“As utopias antecipam as ações da sociedade e sem elas não existem esperanças. Porque, afinal, a melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo”.

“Que as idéias estourem feito pipoca!”

Rubens Alves

http://fotolog.terra.com.br/graffiticompipoca

http://www.aprendizcomgas.com.br/projetos/grafitticompipoca/

http://www.youtube.com/watch?v=mmsbmgCkpyg&mode=related&search=

Veja outras iniciativas na área de produção cultural independente e a formação de Redes Solidárias de Produção Cultural.


De Casa em Casa - parte 1
05:47

Na periferia de Recife, a Rede de Resistência Solidária desenvolve o pensamento coletivo e discute formas de tornar as comunidades auto-sustentáveis.

http://www.youtube.com/watch?v=LcoOhcZbMHw


De Casa em Casa - parte 2
07:34

http://www.youtube.com/watch?v=zY5PGcj6OUI

TEIA -- a Rede de Cultura do Brasil

00:46

A Cultura Popular ea Economia Solidária são os temas principais da TEIA -- A Rede de Cultura do Brasil. O evento reuniu milhares de representantes da cultura popular.

http://www.youtube.com/watch?v=Mkor-7x-A1w


Casa Brasil - Conhecimento e Cidadania Morando Juntos
05:27

Vídeo de apresentação do Projeto Casa Brasil, uma iniciativa do Governo Federal que tem o objetivo de promover a inclusão digital e democratizar o acesso à sociedade da informação.

http://www.youtube.com/watch?v=DgONWsefJvw