Outra Economia Acontece

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Livro: O Comércio Justo na Espanha

Clique na Imagem e desça o livro (em espanhol)

SETEM NAFARROA LANÇA O LIVRO "O COMÉRCIO JUSTO NA ESPANHA 2008, CANAIS DE IMPORTAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO"
Jose Luis Mariñelarena, coordenador da SETEM Nafarroa (uma federação de entidades da sociedade civil de solidariedade internacional, nascida em 1968, que tem como eixo central de sua atuação o trabalho de conscientização da sociedade sobre as desiqualdades sociais) apresentou a publicação pelo Editorial Icaria, “O Comércio Justo na Espanhã 2008, Canais de Importação e Distribuição”.

A mesa de Lançamento contou com a presença:

Pedro Guerra (Universidad de Uruguay), Jose Luis Mariñelarena (Setem Nafarroa) y Luis González (Grupo
Salinas, Ecuador)

O estudo, publicado pela Icaria, é a terceira publicação de Setem sobre o Comércio Justo e Solidário. Trata-se de um dos estudos mais completos e atualizados sobre o segmento do Comércio Justo e seus canais de importação e distribuição.

Índice do Livro:

Cap. 1. O Comércio Justo na Espanha – Dados quantitativos.
Cap. 2. A importação e distribuição dos productos do Comércio Justo.
Cap. 3. Visões do Comércio Justo na América Latina.

Página da Setem: http://www.setem.org/navarra/blog/index.php

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Dicionário Internacional da Outra Economia

Clique na imagem e desça o livro em português

A partir do Dictionnaire de l'autre économie foi hoje lançada em Portugal a sua tradução portuguesa sob o título Dicionário Internacional da Outra Economia com a coordenação a cargo de Antonio David Cattani, Jean-Louis Laville, Luiz Inácio Gaiger,e Pedro Hespanha


O "Dicionário Internacional da Outra Economia" apresenta em 58 verbetes os conceitos e as teorias mais marcantes sobre as alternativas à economia capitalista. Abrange os fundamentos e as modalidades da outra economia, os marcos históricos do pensamento alternativo e temas específicos como autogestão, bens públicos mundiais, comércio justo, economia feminista, redes sociais e solidariedade.


Este livro constitui-se no volume 1 da Série Políticas Sociais (editada pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra) e é editada pela Almedina
Este dicionário da outra economia não é um dicionário propriamente dito. Ele reúne simplesmente o mais importante para a pesquisa de uma alternativa ao liberalismo económico.


Desde a letra A como “alterglobalização” até à letra U como “utopia”, passando por E para “empresa social” e M para “microcrédito”, são cerca de sessenta assuntos e temas sobre as implicações, conceitos e práticas dessa alternativa económica que são expostos nesta obra. Cada tema compreende um “ensaio” de 3 a 20 páginas, uma bibliografia e algumas indicações lexicais.


O Dicionário Internacional da Outra Economia está sintonizado com os ideais e as realizações objectivas da outra economia, aquela que se apresenta como alternativa material e humana superior à economia capitalista.

A obra visa divulgar, para um amplo público, os conceitos e as teorias mais marcantes sobre as alternativas à economia capitalista presentes numa literatura especializada, que às vezes é hermética demais para o leitor. Neste Dicionário são analisados os mais diversificados temas, como os fundamentos e as modalidades da outra economia, os marcos históricos do pensamento alternativo, as redes de colaboração solidária, o comércio justo, entre outros.A variedade de abordagens faz com que a leitura do conteúdo deste dicionário possa encontrar algumas contradições. Assim, por exemplo, a noção de decrescimento apresentada pelo economista Guy Roustang choca com a ideia do desenvolvimento local apresentado pelo brasileiro Paulo de Jesus,doutor em ciências de educação.


Assinala-se também aí que desenvolvimento não é o mesmo que crescimento. E para economia solidária, assim como para moeda social são propostas duas definições, não obrigatoriamente coincidentes.

Por outro lado, certas entradas dão lugar a textos mais teóricos ( autogstão, capital social, mercado solidário, dádiva) , enquanto noutras a ênfase é dade sobretudo à prática ( economia alternativa, consumo solidário, organizações internacionais)

Em síntese, a outra economia deve ser concebida no plural, pois é na pluralidade de propostas alternativas que encontramos saída para o pensamento único do neo-liberalismo, assim como o capitalismo, como modelo económico dominante.

Banco Palmas" por Luis Nassif

A economia solidária do Banco Palmas

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/02/25/a-economia-solidaria-do-banco-palmas/


A atual crise mundial acirrará dois sentimentos conflitantes. Em uma primeira etapa, o protecionismo, a xenofobia, o isolamento. Em uma segunda etapa, o desabrochar da chamada economia solidária – forma de organização social em que membros de uma mesma comunidade se auxiliam mutuamente, gerando riqueza e emprego.
Nos últimos anos houve um crescimento exponencial das cooperativas, saindo do ramo agrícola e esparramando-se por outros setores, especialmente o do crédito. Também avançou, ainda que timidamente, o conceito de Arranjos Produtivos Locais (APLs), assim como o microcrédito – na forma de Bancos do Povo, implantados em várias prefeituras.
Mas uma das experiências mais interessantes é a do Banco Palmas em Fortaleza (...).
O banco foi criado dentro do conceito de socioeconomia solidária da Associação de Moradores do Conjunto Palmeira, bairro popular da periferia de Fortaleza, com 32 mil habitantes.
O trabalho começou pelo mapeamento da produção e do consumo local, tudo o que é consumidor e produzido, incluindo os insumos e o local onde trabalham.
O segundo passo foi criar um Balcão de empregos, identificando os trabalhadores desempregados e procurando coloca-los através das ofertas divulgadas pelo Sistema Nacional de Empregos (SINE) – que pode ser acessado pela Internet.
Simultaneamente, foi criado o que se chamou de Incubadora Feminina, na verdade um espaço na sede da Associação, com sala, cozinha, refeitório, banheiros e um galpão. Nele são ministrados cursos profissionalizantes, ateliê de produção e um Laboratório de Agricultura Urbana.
Um dos itens mais interessantes desse projeto foi a criação de uma Moeda Social Circulante, administrada pelo Banco Comunitário. Como só pode ser negociada internamente, a moeda é a maneira de aumentar o que eles chamam de “riqueza circulante”.

Essas moedas têm como lastro reais depositados no Banco Comunitário. Quem usa a Moeda Social tem direito a descontos dos comerciantes e produtores. Caso necessite de reais, o empresário poderá trocar as moedas sociais no Banco Comunitário. Caso queira Moedas Sociais, bastará levar reais ao Banco Comunitário e trocar por elas.
Com esse lastro, o Banco conta com uma linha de microcrédito alternativo (para produtores e consumidores), cartões de crédito, alternativas de comercialização (feiras e lojas solidárias), estimulando a geração local de empregos.
Em cima dessa base, o Banco Palmas estimulou o aparecimento de várias iniciativas solidárias.
Existem os empreendimentos produtivos da rede, independentes, mas trabalhando dentro do conceito de solidariedade e sendo supervisionados diariamente pela equipe do banco.
Tem a Academia de Moda Periferia, ensinando curso de estilismo e moda. Tem a Palmatech, produzindo material didático para os diversos cursos e enfatizando sempre os princípios da economia solidária.

Tem, finalmente, a Rede Brasileira de Bancos Solidários, com 32 instituições.
Está aí uma experiência digna de acompanhamento.

LANÇAMENTO DO PROJETO CARRANO!


O Bar Saci, empreendimento econômico solidário da saúde mental, será o organizador do Bar do Lançamento do Projeto Carrano, no domingo a partir das 15h, na Rua Tonelero, 384 (Lapa).
Exposição de Artista e apresentação do Casting Oficial do Primeiro Curta da Série "O Filme Queimado"
APAREÇAM...... DIVERSÃO, CULTURA E CERVEJA GELADA GARANTIDA!!!!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Unidade dos Movimentos Sociais contra a CRISE!

CUT e CMS debatem semana de ação global contra a crise, o capitalismo e a guerra

A assembléia dos movimentos populares aprovou, durante o Fórum Social Mundial de Belém, a realização de uma semana de ação global contra a crise, o capitalismo e a guerra, entre os dias 28 de março e 4 de abril. Reunida na manhã desta sexta-feira (20 de fevereiro), na sede nacional da CUT, em São Paulo, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) fez um debate sobre as experiências acumuladas a partir do Fórum e as ações comuns que serão levadas às ruas em defesa do emprego, do salário e dos direitos dos trabalhadores. A CMS também decidiu elaborar com mais detalhamento propostas que serão divulgadas no começo de março sobre as Conferências Nacionais de Comunicação, Segurança e Educação, e que dialogam com a necessidade de democratização do Estado brasileiro.
De acordo com Antonio Carlos Spis, da executiva nacional da CUT e da CMS, com atos, passeatas e manifestações, os povos do planeta estarão mais uma vez unidos numa jornada de luta para afirmar "que mais do que possível, um outro mundo é necessário, principalmente quando vemos o resultado da política neoliberal, de privatização e desregulação, que transformou o mercado no centro do universo". O dirigente cutista também frisou a importância da campanha pela anulação do leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce e da luta contra os leilões do petróleo, que tem aberto para o controle estrangeiro áreas estratégicas extremamente ricas em petróleo e gás.
"Vamos às ruas numa jornada de luta para dar visibilidade à luta em prol da soberania, da democracia e da paz, elevando nossas vozes por medidas governamentais em defesa do mercado interno e que ponham freio aos desmandos do capital especulativo e das transnacionais, que transformaram países e povos em pasto para a sua ganância", declarou Spis.
Para a presidenta da União Nacional dos Estudantes, Lúcia Stumpf, "este momento de resistência à crise financeira torna ainda mais necessário que a atuação dos movimentos sociais em defesa do papel do Estado, de políticas públicas de geração de emprego e renda, esteja articulada, para que os povos não paguem pela crise do capital". Lúcia alertou para os riscos provenientes do avanço da mercantilização do ensino superior, onde cerca de 80% das faculdades encontram-se em mãos privadas, havendo casos já de desnacionalização.

Na avaliação do coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Luiz Gonzaga da Silva (Gegê), não há outra alternativa para construir uma resposta à crise: "precisamos de ações concatenadas, de massa, com o povo na rua para dar um enfrentamento à altura desta crise sistêmica, que é mais do que financeira, é política e ideológica".
Segundo a jornalista Bia Barbosa, do Coletivo Intervozes, a decisão da CMS de fazer a disputa também no campo da comunicação, é chave, "pois é uma articulação que tem alcance e capilaridade para garantir a necessária diversidade e pluralidade na luta pela democratização dos meios". A entrada da CMS para fazer avançar o processo da Conferência Nacional de Comunicação, ressaltou Bia, "é fundamental, pois não será nada fácil o enfrentamento com os setores empresariais e com os conservadores do próprio governo, que têm protagonizado exemplos de descompromisso com a democracia, como no caso da TV Digital e da perseguição às rádios comunitárias'.
Para o secretário de Comunicação da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Carlos Rogério, "a batalha pela materialização da Conferência Nacional de Comunicação exigirá do conjunto das entidades muita atenção e pressão, a fim de que consigamos efetivar a plena democratização, derrotando os monopólios privados que atuam para desinformar e alienar".
A realização da plenária dos movimentos sociais com os presidentes Lula, Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Fernando Lugo foi lembrada pelo vice-presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), como o ponto alto do Fórum e demonstração do avanço da consciência popular sobre a necessidade da união das forças progressistas e governos para abrir caminho às transformações no Continente.
Para Sônia Coelho, da Marcha Mundial de Mulheres, "é fundamental mostrar nossas propostas em relação à crise, que não passa por ajuda aos bancos e empresas, mas pelo fortalecimento do Estado, com políticas públicas, com mais investimentos na saúde e educação, em proteção social às mulheres e aos setores mais desprotegidos".
Em nome do Cebrapaz, Ricardo Abreu (Alemão) lembrou que a luta anti-imperialista também ganhará visibilidade na jornada dos movimentos sociais, ampliando a solidariedade internacional contra a agressão ao Iraque e à Palestina e levantando alto a bandeira em defesa da auto-determinação dos povos.

Entre outros, participaram do evento representantes da Ação Cidadania, União Brasileira de Mulheres (UBM), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Unegro.

Bloco Unidos da Lona Preta - 25 anos de MST e 50 anos de Revolução Cubana

A Unidos da Lona Preta completa quatro anos de existência e resistência cultural. Para comemorar, o "bloco" convida todos para a batucada nas ruas de Jandira, em São Paulo.

Será nesta sexta-feira, 20, de carnavala concentração às 18h, na Comuna Urbana D. Hélder Câmara.

Local: Comuna Urbana Dom Hélder Câmara, município de Jandira (Região da grande São Paulo).

Rua Nicolau Maévski, nº 491 – Bairro Sol Nascente Como chegar de trem: Da estação Barra Funda do metrô – Trem sentido Itapevi (até estação Jandira)

Ao chegar no terminal rodoviário de Jandira, pegue o ônibus Vale do Sol.


LETRA DO SAMBA:
Unidos da Lona Preta
Carnaval 2009

Avante Juventude, a luta é pra valer!!!
50 anos de Revolução Cubana, 25 de MST

Avante juventude!!!
Mostra sua garra sua vontade de lutar

Refrão

A juventude socialista é radical
E a nossa luta é internacional
Construindo
Os alicerces do poder Popular
Concretizando
A unidade que mais forte vai ficar
Avante trabalhador!!!
Avante revolucionário!!!
Pra botar medo em patrão e fazendeiro
E derrotar a ditadura do dinheiro
Como Cuba ensinou
Que primeiro
Vêm o ser humano

Um abraço apertado Bis
Do povo brasileiro pro cubano

Abram alas Lona Preta
Batucada eu quero é mais

Refrão

Canta Sem-Terra
Vinte e cinco carnavais

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Instituto Voz: Redes Solidárias de Produção Cultural

O Instituto VOZ é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que tem como missão agir e incentivar aqueles que atuem para a manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação, sob qualquer forma, processo e veículo.

O iVoz atua enquanto uma rede solidária interdisciplinar de produtores artísticos, culturais e educadores que se organizam coletivamente a fim de atuarem suprindo a falta de acesso à informação e à cultura que aflige a sociedade brasileira, sobretudo as que vivem em situação de vulnerabilidade social, entendendo tratar-se de um direito inalienável do indivíduo, sendo também indispensável à compreensão e ao exercício da cidadania.

Seu principal objetivo é a troca de conhecimentos, a produção cultural independente, a formação de Redes e atividades voltadas à geração de trabalho e renda. Fomentando ações coletivas pautadas pelos princípios norteadores da Economia Solidária.
Assista as diversas produções em Rede, em que o Instituto Voz fomenta:




Graffiti com Pipoca (canal 9 vídeos)
http://www.youtube.com/user/graffiticompipoca






Bancos Comunitários: Uma resposta popular para superar a CRISE!

Latuff

A atual crise mundial, tem afetado em cheio os Bancos Internacionais e as Bolsas de Valores, estão como dizem os notíciarios em "insolvência" - em bom português, estão quebrados. Executivos que geriam esses fundos, em compensação, ganharão milhões e milhões, especulando com o dinheiro alheio.

As cifras atuais apontam que já foram aportados trilhões de dólares para TENTAR salvar esses bancos e as bolsas. O cassino que se tornou a mesma ruiu, e as quantidades de fichas (papéis) não correspondem ao que é produzido.

Nesse cenário, onde os bancos falem, onde as empresas que especularam mandam milhões de trabalhadores em todo mundo embora, uma experiência no Brasil (e em outras partes do mundo) tem crescido e mostrado que em vez do caminho da especulação e das altas taxas bancárias (os famosos spreed - o Brasil tem um dos mais altos do mundo), a opção do desenvolvimento local e sustentável, a solidariedade e a organização popular conseguem ser um caminho alternativo para SUPERAR a crise.

Atualmente, as experiências de Bancos Comunitários crescem no país, tanto em experiências em bairros populares (como o pioneiro Banco Palmas), como a que organizam segmentos sociais , como os Bancos com quilombolas e de mulheres (veja a matéria abaixo). Essas experiências como apontou a matéria da FSP (veja o link abaixo) não são afetadas pela crise mundial, pois em vez de especulação, apostaram na solidariedade entre os trabalhadores e trabalhadoras.

Matéria na Folha de São Paulo:

Banco Comunitário no Fórum Social Mundial:
Conheça o Instituto Palmas:
Matéria no Boletim do Banco Central sobre Banco Palmas:

No Maranhão, Banco Solidário empodera mulheres quebradeiras de coco babaçu
Fonte: Adital

Uma experiência de auto-organização vem fortalecendo produtoras rurais no Médio Mearim, na região central do Maranhão. A Associação em Áreas de Assentamento no Estado (Assema), liderada por trabalhadores rurais e quebradeiras de coco babaçu, iniciou em 2002 o projeto do Banco Solidário da Mulher.

Com base no conceito de economia solidária, a iniciativa promove a produção familiar, com a utilização sustentável dos babaçuais. No início, a associação contou com o financiamento de cooperações internacionais para dar início à concessão de crédito através do Fundo de Crédito Solidário. Desde o ano passado, o banco recebe apoio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em parceria com ministérios do Governo Federal.

Segundo a socióloga Silvianete Matos, secretária-executiva da Assema, o fato de o mecanismo de crédito já funcionar antes do aporte de recursos públicos foi importante para o sucesso do banco. "Inclusive toda a proposta [apresentada ao BNB/Senaes] foi baseada no que já existia", destaca.

O financiamento do Banco da Mulher é liberado exclusivamente para mulheres quebradoras de coco babaçu, produto tradicional da região de transição para a Floresta Amazônica, do Piauí ao Pará. Rica pela potencialidade de aproveitamento, a palmeira pode ser utilizada para fazer telhado de casas, adubo, carvão e até a multimistura usada na nutrição infantil, a partir do mesocarpo.

Para fortalecer operações desse tipo, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) assinou, em 2005, um convênio com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A atuação conjunta estabeleceu parcerias para a execução de um programa de apoio a organizações que operam com fundos rotativos solidários.

O convênio disponibiliza recursos financeiros para viabilizar ações produtivas associativas e sustentáveis que assumam os princípios da economia solidária, através da implementação do "Programa de Apoio a Projetos Produtivos Solidários". O financiamento do convênio também tem a participação do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Nas seis cidades em que atua a Assema, as mulheres e suas famílias não estão interessadas apenas na extração do babaçu. Segundo Silvianete, os 12 projetos aprovados no segundo semestre do ano passado, a partir do apoio do convênio BNB/Senaes, envolvem empreendimentos de agricultura orgânica, piscicultura, bovinocultura, avicultura, suinocultura e caprinocultura. Apesar do maior aporte de recursos, a oferta ainda não atende a todos os produtores interessados.

"A demanda ainda é maior. Nós já temos outra remessa de projetos, mas ainda ponderamos [quanto à] expansão", explica a secretária da associação. Segundo ela, um dos fatores que ditam a velocidade da ampliação dos participantes é exatamente a rotatividade do crédito. "Gira de acordo com o retorno do crédito", acrescenta Silvianete.
Os recursos disponibilizados não retornam aos financiadores, sendo mantidos pelas instituições responsáveis pela entidade local responsável para que novos produtores tenham acesso ao crédito. Para participar da proposta, as organizações devem manter características próprias da economia solidária: a cooperação, com existência de interesses e objetivos comuns, partilha dos resultados e responsabilidade solidária sobre os possíveis ônus; a autogestão, com práticas participativas nos processos de trabalho, nas definições estratégicas e na direção das ações; e a solidariedade, expressa na justa distribuição dos resultados alcançados e nas oportunidades que levem à melhoria das condições de vida de participantes.

A atuação da Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão vai além da assistência técnica e do incentivo econômico que beneficiam os produtores. A entidade procura fortalecer a participação das mulheres vinculadas à Assema em organizações como o Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).
Segundo a entidade, esse trabalho contribui para fortalecer politicamente as mulheres e reduz as desigualdades nas relações de gênero. "Empodera as mulheres dentro da família. Você não tem mais a economia controlada pelos homens", analisa Silvianete Matos.
Mais informações de Economia Solidária no ADITAL: Notícias da América Latina e Caribe
http://www.adital.org.br/site/tema.asp?lang=PT&cod=61


Economia Solidária e Agroecologia: A experiência do Assentamento Pirituba II (SP)

Foto: Revista Fórum
Vitrine solidária: Madeirarte – Marcenaria coletiva autogestionária no assentamento Pirituba II


Por Brunna Rosa

Em 13 de maio de 1984 se iniciava a luta dos agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para a desapropriação da fazenda Pirituba e, 24 anos depois, o assentamento abriga cerca de 2 mil famílias em seis agrovilas que ocupam cerca de 8 mil hectares.

Pirituba é hoje referência justamente por discutir e colocar em prática conceitos como a agroecologia e o cooperativismo. Com os projetos de construção de casas, surgiu a idéia de fazer uma marcenaria como solução para suprir as necessidades relacionadas aos componentes em madeira. Assim, em 2004, um grupo de pessoas do assentamento passou a trabalhar junto com a Incubadora Regional de Cooperativas Populares (Incoop), ligada à Universidade de São Carlos (UFSCar), e começou a ser capacitado para trabalhos específicos na marcenaria, por meio da fabricação de mesas, cavaletes, armários e tanque para tratamento, além de pequenos objetos que fazem parte da infraestrutura de produção dos componentes de madeira.

Atualmente, o grupo da marcenaria é composto por cinco mulheres, agricultoras familiares de baixa renda com idade entre 40 e 50 anos, além de um marceneiro instrutor e mais cinco jovens, entre 17 e 23 anos. Quando finalizar a entrega de vários produtos para 49 casas do assentamento, o grupo quer consolidar a marcenaria e, após passar pela formação para autogestão e elaboração de material de divulgação, já começará a aceitar novas encomendas.

A Madeirarte fica no assentamento Pirituba II, Agrovila 4 – Itapeva, São Paulo, Rodovia para Bom Sucesso de Itararé. Telefone: (15) 3526-7375

Acompanhe a Divulgação Solidária da Revista Fórum:

http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=5873

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Singer: Não basta condenar cada massacre sem ir as causas


O ataque das forças armadas de Israel contra o governo de Gaza, com milhares de vítimas, entre mortos e feridos, muitos de não combatentes, está despertando uma onda mundial de solidariedade aos moradores de Gaza e por tabela de apoio à causa palestina. Vistos como genocidas, os habitantes de Israel perdem a simpatia da opinião progressista, que começa a questionar se realmente o estado judeu continua tendo o direito a existir.

É preciso ponderar que infelizmente esta “guerra de Gaza” é apenas mais um episódio de uma vendetta que opõe árabes e judeus desde os anos 1930, portanto há mais de duas gerações. Os que neste momento lançam foguetes contra civis, dos dois lados, são netos daqueles que iniciaram ações também genocidas numa época em que as duas comunidades ainda estavam sob o domínio do protetorado britânico. Não há espaço aqui para recordar os episódios destas guerras intermitentes. Mas não há dúvida que ambos os lados tomaram repetidamente a iniciativa de recorrer à força, quase sempre como resposta ou revide à agressão precedente do outro lado.

Leia o texto na íntegra clicando na imagem do Prof. Paul Singer

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Jornal Digital Mercado Justo



O Mercado Justo n.08, Jornal Digital do Comércio Justo na América Latina, traz como centro de suas discussões a identidade cultural da produção, destacando que este é um VALOR que requer consideração e reconhecimento.

Também traz a participação do IFAT AL na EXPO Brasil 2008.

Leia o Mercado Justo e amplie seus conhecimento sobre o Comércio Justo na América Latina:

http://issuu.com/leopinho/docs/mercado_justo_n._08

Conheça outras edições do Jornal Mercado Justo:

http://www.mercadojusto-la.org/descarga-periodico.html

KASSAB Veta Projeto de Lei Incubadora de Empreendimentos

Em meio a crise que aumenta o desemprego e fecha oportunidades de trabalho e renda, o prefeito de SP, Gilberto Kassab, veto um projeto de lei que iria impulsionar a criação de empreendimentos solidários na cidade.

O projeto nº 493/98 que cria o programa "Incubadoras de Empreendimentos Econômicos Solidários". Em época de crise a iniciativa seria uma alternativa para geração de emprego e renda

Mais uma péssima notícia vinda do prefeito das elites de SP.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O consumo responsável e o lixo eletrônico

Por Leticia Freire, do Mercado Ético

A questão do lixo eletrônico e outros resíduos sólidos têm sido amplamente debatidos nos últimos tempos e não é por menos. O lixo eletrônico oferece hoje, no Brasil, uma boa oportunidade de reflexão sobre o desenvolvimento desorganizado somado ao consumo inconsciente.Sabe-se que sim, esses materiais podem (e devem) ser reutilizados e reciclados.
Mas também se sabe que não. Por serem tóxicos, equipamentos e utilidades eletrônicas não podem ser encarados e descartados como lixo comum. Então, o que fazer ou como fazer? O Mercado Ético procurou órgãos de apoio e defesa do consumidor para falar sobre o lixo eletrônico, consumo consciente, reutilização e reciclagem.Um nó atado por muitas mãosEntre o bem-me-quer e o mal-me-quer do debate do lixo eletrônico, existe um nó atado por muitas mãos. A ausência do poder público em regulamentar um política nacional de resíduos sólidos, somada à falta de iniciativas pró-ativas do setor privado na questão da co-responsabilidade produtiva, ganha força no consumo inconsciente.Segundo o Centro de Computação Eletrônica da Universidade de São Paulo (CCE-USP) foram vendidos, só em 2006, 7 milhões de computadores.
Se descartados sem controle num horizonte de até dez anos, essas máquinas podem implicar numa montanha de resíduos da ordem de 70 mil toneladas. Pior: 60% do lixo coletado não têm destinação correta, ou seja, são encaminhados para os lixões, nos quais os componentes tóxicos facilmente alcançam os lençóis de água subterrânea. Se houver contaminações, os custos para a sociedade brasileira podem ser incalculáveis.Entre o setor privado e o legislativo, o poder do consumo conscienteApesar do aumento das vendas de eletrônicos, não há no Brasil uma legislação que estabeleça o destino correto para a chamada ‘sucata digital’. Também não há legislações ou normas que responsabilizem os fabricantes pelo seu descarte.Lisa Gunn, coordenadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), esclarece que a lei só obriga as empresas a recolherem pilhas e baterias de carro e celular, “o resto depende da política prática de responsabilidade socioambiental da empresa”.Nesse caso, o consumidor consciente pode se sentir desamparado, mas segundo a coordenadora o Idec, ele não deve se intimidar com a lentidão da aprovação da política regulatória sobre o descarte de resíduos sólidos. “O consumidor precisa ter consciência do problema, ser pró-ativo e exigir mais co-responsabilidade das empresas fabricantes”, disse.
Por falar em consumoHeloísa Torres de Mello, Gerente de Operações do Instituto Akatu, relembra que cada vez que se joga fora um equipamento, seja um computador ou um celular, descarta-se também toda a matéria-prima, a água, a energia e o trabalho gastos na sua produção. “Tendo consciência dos impactos que o uso e o descarte desses produtos provocam, o consumidor pode contribuir para que os reflexos positivos dessa tecnologia sejam maiores que os danos ao meio ambiente”, disse.Ainda segundo Heloísa, a primeira coisa a ser avaliada pelo consumidor é se há mesmo necessidade de comprar um novo computador ou outro equipamento eletrônico. “Às vezes, no caso dos computadores, basta um upgrade, como o aumento da memória, para que o equipamento continue tendo um bom desempenho por mais algum tempo”, relembrou.Outra atitude recomendada é tentar consertar o computador, em vez de trocá-lo por um novo ao primeiro problema apresentado. “Tanto em relação a computadores quanto a celulares, é bom ponderar se a troca pelo novo não é apenas por razões estéticas, ou se de fato o aparelho mais moderno vai atender a reais necessidades práticas”, argumentou a coordenadora do Instituto Akatu.
Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE-USP, compartilha a opinião e acredita que ter responsabilidade no ato da compra é o primeiro passo para debater o que estamos descartando. A coordenadora deu a dica para quem quer começar a fazer a diferença. “Peça por computadores verdes, ou seja, computadores livres de chumbo, econômicos no consumo de energia e cujos componentes são totalmente recicláveis. Além disso, veja com o fabricante, a política de descarte antes de comprar. Na ausência de legislação adequada, precisamos começar a agir enquanto indivíduos.”
A força positiva da escolhaSe o consumidor decidir pela compra de um novo computador, celular ou outro equipamento eletrônico pode dar preferência às empresas que demonstram maior preocupação com os impactos da fabricação e do descarte de seus produtos sobre o meio ambiente. “Assim, o consumidor valorizará as boas práticas, estimulando as empresas a manterem essa conduta e incentivando outras a fazerem o mesmo”, reforçou Heloísa.Lisa Gunn também acredita que o consumidor precisa valorizar seu poder de compra e ter uma atitude menos passiva “cobrando das empresas que está acostumado a consumir justamente as informações socioambientais do processo produtivos e também do pré-consumo e pós-consumo”.
“Orientamos os consumidores a procurarem empresas que tenham o discurso em harmonia com a prática”, afirmou.Saiba mais sobre quem ajuda e como você pode ajudarO site da CETESB orienta e indica locais que aceitam a doação de computadores e periféricos usados para a montagem de centros de informática; instituições que possuem bazares e aceitam doações de objetos eletroeletrônicos; locais de coleta de pilhas, baterias e celulares, e; empresas recicladoras. Clique aqui para mais informações.Sobre a Política Nacional de Resíduos SólidosA Câmara analisa o Projeto de Lei 1991/07, do Executivo, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
O objetivo é reduzir a geração de lixo e combater a poluição e o desperdício de materiais descartados pelo comércio, pelas residências, indústrias, empresas e hospitais.Conforme o texto, o tratamento dos resíduos deve seguir os princípios estabelecidos pelas políticas nacionais de meio ambiente; de educação ambiental; de recursos hídricos; de saneamento básico; e de saúde. O projeto estabelece ainda que os rejeitos radioativos serão regulados por legislação específica.A proposta proíbe o lançamento de lixo no solo, nos rios e sem a embalagem adequada, além da queima a céu aberto.
O texto também proíbe a importação de materiais que produzam rejeitos nocivos ao meio ambiente e à saúde pública, como pneus usados.De acordo com o ministério, na exposição de motivos que acompanha o texto, “a implantação da lei proposta trará reflexos positivos no âmbito social, ambiental e econômico, pois não só tende a diminuir o consumo dos recursos naturais, como proporciona a abertura de novos mercados, gera trabalho, emprego e renda, conduz à inclusão social e diminui os impactos ambientais provocados pela disposição inadequada dos resíduos”.O projeto, que tramita a duas décadas, foi apensado ao PL 203/91, do Senado e aguarda votação.
Mais informações: http://envolverde.ig.com.br/#

Carnaval de Rua - A resistência do POVO!

O Carnaval de Rua, através de Cordões Carnavalesco e Blocos, que percorrem as ruas cinzentas de São Paulo. Mostram a potencialidade criativa de nosso povo, resgatando histórias, trazendo novamente ritmos, sabores e magias para nossa imensa metrópole.

São essas iniciativas que combinam samba, cultura e histórias de resistência, em especial, dos negros e negras,que nos trazem o verdadeiro sentido do CARNAVAL.

Vejam alguns Cordões e Blocos que prometem fazer São Paulo gingar:





DESFILES CARNAVAL 2009 - O Cordão Carnavalesco

Bibitantã
A Galinha da Vizinha é mais gorda do que a minha!!!
Dia 18/02/09, quarta-feira
13h: concentração no Caps Itaim
14h: desfile pelas ruas do Itaim Bibi
Dia 28/02/09, sábado
13h: concentração no Caps Itaim
14h: saída do Caps Itaim
15h: desfile na Rua do Samba (Rua General Osório, centro)

Seminário Estadual de Comércio Justo e Solidário - Preparação

Convocatória para nossa Reunião Inter-comissões do FPES - Preparação do Seminário Estadual de Comércio Justo e Solidário, conforme definida na última reunião ordinária do FPES será realizada no dia 13/02/09 às 10:00h no 9º andar, sala 909 da SRTE/SP (Ex-DRT), Rua Martins Fontes, 109.

Pauta: Preparação do Seminário Estadual de Comércio Justo e Solidário.

Abraços,

Comissão de Comunicação e Articulação

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Livro: Desafios da Economia Solidária


Desafios da economia solidária


No momento em que um conjunto de crises revela o fracasso dos modelos baseados na competição e na ditadura dos mercados, a economia solidária desponta como alternativa. Mas para ocupar o espaço, ele precisa ter consciência de seus limites atuais – e disposição para rompê-los.


Em dezembro de 2008, quando este novo número dos livros temáticos de Le Monde Diplomatique era concluído, a economia capitalista parecia prestes a mergulhar numa das maiores crises de sua história. A pirâmide de créditos que sustentara o consumo, nas décadas anteriores, havia se rompido. A falência em série de grandes instituições financeiras, ocorrida nos meses anteriores, gerava uma onda de desconfiança, paralisava as operações de empréstimo e reduzia bruscamente a atividade produtiva, em múltiplos setores e países. Para tentar retomar os negócios, os bancos centrais injetavam montanhas de dinheiro no sistema. Ainda que fosse possível superar o colapso de liquidez, pareciam inevitáveis, nos anos seguintes, recessão profunda e desemprego em massa.

À crise financeira e econômica sobrepunham-se outras, igualmente dramáticas. Por enxergar a natureza como mero recurso a ser explorado, a humanidade estava à beira de um desastre climático, cujas conseqüências ambientais e sociais poderiam ser trágicas. O agravamento das desigualdades estava resultando em outro fenômeno paradoxal: a fome de centenas de milhões de pessoas, no preciso instante em que a produção de alimentos chegava ao máximo.

Todas estas crises indicavam o ocaso de algumas das idéias em que se apoiou o sistema econômico dominante – primeiro na Europa e suas colônias, depois em todo o mundo – desde o início da modernidade. Nascido da resistência aos poderes medievais, o capitalismo opôs a eles a alternativa do indivíduo. Colocou-o no centro de todas as decisões relevantes sobre o que produzir ou consumir. Acreditou, desde Adam Smith, que o mercado e sua "mão invisível" seriam capazes de converter o egoísmo (que caracteriza as escolhas puramente individuais) em virtude. Rejeitou por isso todas as formas de planejamento coletivo, procurando associá-las a totalitarismo e retrocesso.

Quinhentos anos mais tarde, tais opções, que foram libertadoras em seu tempo, pareciam conduzir a humanidade a desastres em série. Como preservar natureza, sob um sistema em que ter dinheiro legitima, automaticamente, opções como possuir quatro automóveis, ou iniciar a exploração de uma mina de nióbio na Amazônia? Como evitar a ocorrência simultânea de abundância e miséria, se o mercado, ao invés de temperar o egoísmo, estimula a a produzir para quem pode pagar (por exemplo, garrafinhas de água Bling, a 50 dólares a embalagem de 750 mililitros), e recomenda esquecer as populações sem poder aquisitivo (1,2 bilhões de seres humanos, sem acesso à água potável)? Como impedir que a economia trave, quando se busca sistematicamente o aumento dos lucros e a redução dos salários, até o ponto de não haver consumidores para a enorme massa de riquezas produzidas?

No bojo de todas as crises há oportunidades. O grande trauma iniciado em 2008 parecia suficientemente forte para liquidar a idéia de "fim da História". Bloqueado durante trinta anos pelo fundamentalismo de mercado, o pensamento político e econômico via-se novamente livre para ousar. Hostilizadas durante décadas, idéias como a ampliação dos investimentos estatais em obras e serviços públicos, o apoio financeiro às famílias endividadas, a recuperação do seguro-desemprego, a adoção de programas de renda cidadã recuperavam prestígio.

Era o momento de avançar. Havia espaço, inclusive, para colocar na mesa propostas que afirmassem a prioridade dos direitos sociais sobre os lucros; as vantagens da colaboração sobre a competição; a distribuição, ao invés da concentração de riquezas. Em outras palavras, espalhar sementes de pós-capitalismo.

O conjunto de práticas enfeixado pelo termo Economia Solidária aparecia com destaque neste elenco, por pelo menos três motivos. Não eram propostas abstratas ou apenas experimentais, mas linhas de ação que reuniam séculos de experiência. As cooperativas, por exemplo, acompanham o capitalismo desde o início da industrialização, funcionando como ao mesmo tempo como resistência à ganância dos patrões e alternativa de organização autônoma dos trabalhadores. A Economia Solidária também não se limita a enxergar a possibilidade de um mundo novo no futuro. Ela oferece desde já, além de ocupações, a oportunidade pedagógica de ser empreendedor sem explorar; de assumir responsabilidades e ter iniciativa sem reivindicar privilégios; de dirigir sem oprimir.

Por fim, o desenvolvimento acelerado das tecnologias da informação dava, no exato instante de eclosão da crise, nova força a estas lógicas alternativas. A internet tornava possível estabelecer, num número crescente de atividades humanas, relações diretas entre seres humanos – superando a necessidade de intermediação, antes exercida pelo capital. Na criação de programas para computador, por exemplo, as comunidades de desenvolvedores que trabalhavam em colaboração, mantendo abertos os códigos desenvolvidos (softwares livres) superavam, em muitos terrenos, as empresas que trabalhavam em regime de propriedade intelectual. E a indústria cultural parecia fortemente pressionada pela difusão de produtos artísticos via rede. As receitas das gravadoras e estúdios estavam em queda livre, mas artistas com pouquíssimos recursos podiam tornar conhecida sua produção e os produtos culturais circulavam livres das restrições impostas pelo pagamento mercantil.

Esta série de fatos favoráveis, contudo, não seria suficiente para tornar tranqüila a ascensão da Economia Solidária. Primeiro, porque as lógicas capitalistas, e os interesses por trás delas, criam poderosos e resistiriam. Segundo, porque era preciso superar inúmeras insuficiências no próprio mundo das novas práticas. É a esta distância entre potência e realidade que estão voltados os nove textos da nova edição dos livros temáticos de Le Monde Diplomatique Brasil.

Leia a matéria completa e adquira o livro: http://diplo.uol.com.br/2009-02,a2787

Imagens do Fórum Social Mundial - Belém

Paul Singer no debate organizada pela ABESOL


Protesto Índigena


Acampamento Intercontinental de Juventude

Revolução Cubana - 50 anos

Lindo Céu Amazônico



sábado, 7 de fevereiro de 2009

BOLETIM ACONTECE SENAES 01




A SENAES (Secretaria Nacional de ECOSOL) - MTE lança em Janeiro de 2009 o Boletim ACONTECE SENAES, voltado a divulgação das políticas públicas de economia solidária no Brasil.

Veja o Primeiro Número:

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Pesquisa Mundial: Comércio Justo (SEBRAE)


O SEBRAE através de sua Biblioteca (veja o link ao lado) organiza um conjunto de publicações sobre Empreendedorismo, orientando a abertura de negócios (micro e pequena empresa) e empreendimentos coletivos (cooperativas e associações).


O tema do Comércio Justo tem uma publicação específica que trata de uma pesquisa mundial acerca do funcionamento, histórico e critérios.


Sendo um importante instrumento aos empreendimentos solidários que queiram ampliar suas possibilidades de comercialização e conhecimento técnico sobre o mesmo.


Acesse a pesquisa:



Feiras de Trocas em São Paulo - Fev. e Março

Calendário de Feiras de Trocas em São Paulo no mês de Fevereiro e Março / 2009.


08/02/2009 - Clube de Trocas do Jd. Ângela e Capão Redondo
Horário: 13h as 17h
Local: Associação Sonia Ingá
Endereço: R. Felipe Manara, 13 - Jd Sonia Ingá
Neste próximo Clube haverá a comercializaçã o de alimentos doados pelo ENEDS

14/02/2009 - Feira de trocas
das 10 as 17 horas
Rua Dr. Lund, 361 –ponto dereferencia de baixo do Viaduto Gricério – Centro São Paulo.
Teremos nesta feira de trocas 7 Empreendimentos solidários,oferecendo valor estimado a R$ 1.000,00 em produtos a base de trocas,entre os produtos, doces, salgados, bijuterias, bolsas, cachecóis,mudas e plantas, outros participantes desta feira, também estarão oferecendo outros produtos

28/02/2009 – CECCO Santo Amaro
Clube de Trocas moeda social Talento
Local Rua Pe Jose Maria, 555 – Santo Amaro – São Paulo – SP.
Referencia: do lado do Terminal Santo Amaro

Feira de trocas das 11:00 as 14:00.
01/03/2009 – Clube de trocas no GOTI
Endereço: Rua Delfin do Prata, 15 A – Santa Terezinha – Pedreira –Santo Amaro - SP.
Feira de trocas das 14:00 as 17:00h.
Obs: Estamos necessitando de livros infantis para a creche que funciona neste espaço, o pagamento dos livros será em moeda social, quem puder ajudar, agradecemos toda ajuda.

14/03/2009 – Feira de Trocas Solidárias – AME JABAQUARA
Local: Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Edméia Attab
Rua Olivério Gitondo, 127 – Vila Clara (Próximo ao Posto de Saúde da Vila Clara)
Das 11:00 as 14:00 horas

Vejam o vídeo sobre a Feira de Trocas no Centro de Convivência e Cooperativa (CECCO) Santo Amaro:

http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=UVvD2e4J4mw

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fundação Banco do Brasil - Debate de Comércio Justo

Fundação BB discute comércio justo e solidário no FSM
por Priscilla Carvalho

A Fundação Banco do Brasil debateu no dia 29 o tema "Estratégias para Comercialização: Fortalecimento de Redes e Cadeias Produtivas"
Belém/PA, 30 - A Fundação Banco do Brasil participou, ontem, 29, no período da manhã, do Seminário "Estratégias para Comercialização": Fortalecimento de Redes e Cadeias Produtivas", promovido pela Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol Brasil) e parceiros, como parte da programação do 9º Fórum Social Mundial, que acontece em Belém/PA.
A discussão girou em torno dos caminhos possíveis para a comercialização justa no Brasil e no mundo dos produtos oriundos de empreendimentos coletivos. "Tanto empresas recuperadas, quanto aquelas de artesanato, de confecção, de reciclagem, de apicultura, entre outras, que têm na economia solidária um ponto comum e estratégico de sobrevivência", explica a secretária geral da Unisol Brasil, Nelsa Fabian. Investimentos sociais em cadeias produtivas tendo como objetivo a geração de trabalho e renda têm sido, de 2003 a 2008, um dos focos de atuação da Fundação Banco do Brasil. Neste período, mais de R$ 300 milhões já ajudaram a modificar milhares de projetos realizados em todo o país.
Mas para o gerente de Comunicação e Mobilização Social da Fundação BB, Claiton Mello, que participou do debate, a atuação em cadeias produtivas é um desafio que vai muito além da produção. "É preciso construir uma nova alternativa de relação dos trabalhadores com os meios de produção e despertar o valor do produto no mercado", acrescenta.
Comercialização - A produtora de biojóias da Central de Cooperativas Justa Trama, Maria Dalvani, sente na pele a preocupação contida nas palavras do gerente. É tanto que se emocionou ao falar das dificuldades de comercialização no território extenso da Amazônia. "Vocês não sabem como é triste ver toneladas de cupuaçu e açaí se estragarem por não ter como armazenar e vender", disse com os olhos marejados.
De acordo com ela, a comercialização possibilita a criação de uma cultura fixa e a manutenção do ribeirinho em sua própria terra. Dalvani também chamou a atenção para a importância de parcerias. Por meio delas, a Justa Trama se organização e melhorou a estrutura física, o que aumentou a produção e a venda dos produtos.
Já para Claiton Mello, a importância das parcerias institucionais ultrapassa o ato de viabilizar a aquisição de máquinas e equipamentos para os empreendimentos da economia solidária, sendo importante construir um processo e uma metodologia diferente de atuar na geração de trabalho e renda. "A Fundação Banco do Brasil atua com o conceito de tecnologias sociais, métodos e processos reconhecidos e aprovados, desenvolvidos na interação com a comunidade, que gerem resultados efetivos de transformação social", explica.
Além do espaço de debate sobre economia solidária, a Central de Cooperativas Justa Trama, filiada à Unisol Brasil, também está comercializando seus produtos no FSM. "As roupas ecológicas tiveram uma aceitação fora do sério. Estamos com um público alternativo, que acredita num produto diferente, sem agrotóxicos, e dentro da economia solidária de ponta a ponta, desde o plantio até a confecção das peças, e, ainda, com o diferencial de serem confeccionadas com sementes que vêm da Amazônia", destaca Nelsa Fabian.
A Justa Trama está hoje presente em nove cidades do sertão do Ceará, onde é plantado o algodão. Mas não para por aí. De lá, o algodão vai para São Paulo para ser fiado e tecido e, depois, uma parte segue para Santa Catarina, para confecção de roupas artesanais e manuais, e outra para Porto Alegre, para a produção em série. Em Rondônia, acontece o beneficiamento das sementes.
Debate - Também participaram da mesa de debate do Seminário Estratégias para Comercialização: Fortalecimento de Redes e Cadeias Produtivas, Arildo Mota Lopes, da Unisol Brasil, Arthur Torres, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Fátima Hungria, do SEBRAE Nacional, Carlos Alberto, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, entre outros representantes do SEBRAE e da Petrobras.
A diversidade de debates sobre estratégias e caminhos para se chegar a "outro mundo possível" marca o 9º Fórum Social. Mais de 2.400 atividades compõem um amplo espaço de debate democrático, reflexões, troca de experiências e diferentes manifestações de movimentos sociais, redes, sindicatos, populações tradicionais, organizações não-governamentais, entre outros grupos do Brasil e do mundo. O evento prossegue até domingo, 1º de fevereiro, com atividades concentradas nos campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Belém.

http://www.fbb.org.br/portal/pages/publico/expandir.fbb?codConteudoLog=6774

Articulação Latinoamericana: Cultura e Política

GOG durante o FSM 09 - Belém

Articulação Latinoamericana: Cultura e Política busca ser um portal web articulador das atividades cidadãs e culturais para reunir e difundir aquelas atividades relacionadas com manifestações artísticas, exposições, confêrencias, simpósios, seminarios; gerando e promovendo debates sobre a fortaleza política e cultural do nosso continente.

Novidades da Articulação no FSM


Dias intensos os que estamos vivendo no Fórum Social Mundial, em Belém do Pará. Brasil abre os seus braços, generoso, aos milhares de visitantes que vimos dos 4 pontos cardinais.
Já temos marchado, já estamos participando de muitos debates e já começam as atividades artísticas, culturais e de diálogo da Articulação Latino Americana.
Entre as atividades mais importantes realizadas está, por exemplo, aquela do dia 28 de janeiro no Palco Dois da UFPA na qual se apresentaram GOG e Malena de Actitud María Marta. Foi uma apresentação carregada de energia, conteúdo e qualidade musical. O publico enlouqueceu.

Conheça a ALACP: http://www.culturaypolitica.com/pt/

Cordão Carnavalesco Confraria do Pasmado


Concentração: R. Rodésia, próximo ao n. 34 (Vila Madalena - em frente ao Bar Mercearia São Pedro)
a partir das 14h - 15 de Fevereiro
Samba, Diversão e Cultura Popular!!!!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Lançamento do Livro Histórias de uma vida Feliz!


Gostaría-mos de convida-lo(a) para o coquetel de lançamento do livro "História de uma vida feliz", idealizado pela Oficina Criativa do CAPs Perdizes.


Propostas Economia Solidária no FSM 2009


Frente à crise econômica internacional afirmamos que a economia social e solidária é uma das estrátegias que vem permitindo e crescimento econômico sustentável, parte da construção de um novo modelo de desenvolvimento que é centrado no bem estar das pessoas nos 5 continentes.



Nós, trabalhadoras, trabalhadores e militantes do movimento de Economia Solidária, fazemos as seguintes propostas:


1 - No contexto de crise mundial, mais que nunca as práticas econômicas alternativas respondem através de suas experiências com novos instrumentos de finanças sociais e solidárias. É portanto fundamental reconhecer e apoiar a criação de laços cada vez mais fortes entre a economia, sustentabilidade e as finanças solidárias.


2 - É necessário resgatar o papel da FAO dentro do sistema ONU de garantir o direito a alimentação através de recomendação de incremento da produção de alimentos oriundos da agricultura familiar e da economia solidária também como forma de promoção de outro modelo de desenvolvimento, com trabalho e justiça frente ao aumento do desemprego no mundo.


3 - Temos que dar maior importância política e coerência prática na construção material do Fórum Social Mundial, garantindo cada vez maior participação de empreendimentos solidários, de agricultura familiar local, de materiais de baixo impacto ambiental, entre outros, na infra-estrutura das edições futuras do FSM.


4 - Recomendamos a criação de uma articulação de organizações que atuam com tecnologias da informação / mídias livres para elaborar uma solução tecnológica via web que permita intercâmbios econômicos solidários locais e internacionais com base em sistemas já existentes.


5 - Na construção das futuras edições do FSM, reconhecendo o aporte da Economia Social e Solidária no seio desta globalização da solidariedade, recomendamos que o território da Economia Social e Solidária fique próximo geograficamente às grandes temáticas, na construção dos territórios através das afinidades.


6 - Defendemos o apoio e mobilização pelo projeto de Lei da Merenda Escolar Brasileiro, que garante que pelo menos 30% da merenda seja comprada de empreendimentos locais da agricultura familiar e de Economia Solidária, o que implica numa ação estratégica na defesa da segurança alimentar e nutricional, e de outro modelo de desenvolvimento: local, solidário, sustentável e culturalmente diverso.


7 – Propomos o lançamento de uma campanha mundial por compras públicas e pelo consumo ético e responsável de produtos e serviços da Economia Solidária e Agricultura Familiar, além de denunciar os danos e impactos que advém do consumo de produtos das empresas capitalistas e corporações multinacionais.8 – Nos somamos aos demais movimentos sociais de todo o mundo em suas lutas pela dignidade humana, o bem-viver, a emancipação dos povos e a transformação do atual modelo de desenvolvimento.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Crise não abala Banco Comunitário


Matéria publicada na Folha de São Paulo, 02 de fevereiro de 2009


Na periferia de Fortaleza, 1º banco comunitário do país faz dez anos, aquece economia local e vira "franquia"


NATÁLIA PAIVA COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


A analista de crédito não dá a mínima para Serasa ou SPC: a ficha do requerente é levantada apenas entre os vizinhos. A "controladoria" se reúne uma vez por mês nos fundos da sede do banco -artesãos, costureiras e comerciantes discutem carteira de crédito, taxa de juros, inadimplência. Os clientes costumam usar uma moeda paralela ao real: o palma, que não sofreu com a crise global.


No Conjunto Palmeiras, bairro a 20 km do centro de Fortaleza, funciona o Banco Palmas, primeiro banco comunitário do país, criado em 1998.Em um dos quartos da casa verde da avenida principal, funciona a análise de crédito -em outro, a capacitação profissional. Nos fundos, o salão acolhe reunião de moradores e comerciantes. Na sala de costura, produzem-se roupas da empresa comunitária Palmafashion.O ex-seminarista Joaquim de Melo Neto Segundo -único dos criadores do banco a ter ensino superior, teologia- conta que a ideia surgiu quando "descobriram" que os moradores consumiam mensalmente quase R$ 2 milhões.


Mas o dinheiro, diz, não aquecia a economia local porque as compras eram feitas em outros bairros.Cerca de 90 assembleias depois, chegaram ao formato de um banco que emprestasse para produção (hoje, a juros mensais de 1,5% a 3%) e que estimulasse o consumo no bairro.Um sapateiro, uma costureira, um peixeiro, um cabeleireiro, o dono de um frigorífico e uma vendedora de roupas foram os seis primeiros clientes a pedir empréstimo ao banco, que iniciou com carteira de R$ 2.000, emprestados por uma ONG.


Dos seis, dois progrediram, três continuaram na mesma e um mudou-se dali.Um dos bem-sucedidos foi Nazareno Constantino de Sousa, 34, que até então cortava cabelos em casa. Com os R$ 300 emprestados, alugou o primeiro ponto e comprou um secador. De lá para cá, houve mais dois empréstimos, duas mudanças de ponto e um Renault 1.0 de segunda mão. Ele pretende pedir mais R$ 6.000, a juros de 3% ao mês, para renovar o lavatório e a decoração do gabinete cor-de-rosa.AceitaçãoMais de 240 negócios aceitam o palma -que, por ser aceito só ali, faz o dinheiro circular no bairro, que não tem problema de liquidez.


A moeda é emitida pelo banco e tem paridade com o real. Há 25 mil em circulação. Até 2001, funcionava apenas uma espécie de cartão de crédito sem banda magnética -o Palmacard, próximo a uma caderneta de venda fiado.Em São João do Arraial (146 km de Teresina), até 2007 os 7.000 moradores tinham de andar 38 km até o município vizinho para pagar contas. Após uma visita ao Banco Palmas, a associação de quebradeiras de coco e representantes da prefeitura, da igreja e de sindicatos resolveram criar um parecido.Com carteira de R$ 30 mil, administrados a partir do fundo de R$ 1 milhão do Instituto Palmas (criado em 2003 para difundir a "metodologia Palmas") e outras parcerias, o Banco dos Cocais já cedeu 74 empréstimos, em reais e cocais, sua moeda social.


O prefeito Francisco Limma (PT) paga até 25% do salário dos funcionários na moeda paralela, aceita em pelo menos 50 negócios.Desde 2005, 38 bancos inspirados no Palmas foram criados no Brasil -um deles na região quilombola de Alcântara (MA); outro, por costureiras da periferia de Vitória (ES).Todos a partir da parceria entre Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária), Banco Popular do Brasil e Instituto Palmas. Desses, 33 operam com o fundo de crédito do Instituto Palmas.


O Programa Nacional de Apoio aos Bancos Comunitários, da Senaes, pretende criar 150 bancos semelhantes até 2010. Os lugares devem ser escolhidos a partir do mapa da violência do Ministério da Justiça. O BC não regulamenta bancos comunitários nem moedas sociais, já que nem um nem outro têm fins comerciais.



NATÁLIA PAIVA participou do 46º programa de treinamento da Folha , que foi patrocinado pela Odebrecht e pela Philip Morris Brasil

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Banco Solidário do FSM


Por Fátima Alexandre


"Amazônida" é uma das palavras que vem chamando atenção dos participantes do Fórum Social Mundial (FSM), que acontece em Belém, no Pará. Mas a denominação não designa apenas os moradores da região Amazônica, "amazônida" também é o nome da moeda que circula no evento. A idéia é proporcionar aos participantes uma vivência de economia solidária.
As notas são equiparadas. Um amazônida equivale a R$ 1. Com as cédulas é possível comprar artesanato, alimentação entre outros produtos que estão na feira de economia solidária, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Elas são emitidas pelo Eco Banco, o banco de economia solidária do FSM.


Cada cédula, de 1, 2, 5, 10 e 20, representa uma característica ou personagem da Amazônia. Para o FSM foram emitidas 30 mil notas que valerão até o último dia do Fórum. "Cada local tem o nome que a comunidade define como identidade. Mas além dos desenhos, as notas contêm carimbo, número de série, marca d'água e assinatura para evitar falsificação", afirma a coordenadora do projeto Sandra Magalhães, que trabalha há dez anos com projetos de economia solidária no País.Para ela, o FSM servirá para dar visibilidade a essas experiências solidárias. "Os participantes aqui estão tendo a oportunidade de vivenciar que outra economia, que promove o desenvolvimento local, acontece, que uma economia solidária é possível", disse Sandra.


Um banco solidário é baseado na auto-gestão, na solidariedade e cooperação, que correspondem aos pilares da economia solidária. "A principal diferença entre o solidário e o comum é que, o solidário é de propriedade da comunidade e é gerido por ela. O propósito aqui não é gerar lucro, e sim desenvolvimento. Fora que os critérios para financiamento e empréstimos divergem. Nós não consultamos o Serasa, o SPC, os juros são baixos e temos uma moeda social que os outros não tem", afirmou a coordenadora.


O primeiro projeto de banco solidário surgiu em 1998, na comunidade Palmeiras, em Fortaleza. "A comunidade era muito pobre e tinha um alto índice de desemprego. As pessoas tinham dificuldade em sem empregar e conseguir financiamentos para seus negócios. Então pensamos, porque não criamos nosso próprio banco, já que não temos acesso aos tradicionais? Pensamos em um projeto que fosse baseado na economia solidária, surgiu assim o banco Palmas", explicou Magalhães.


A proposta é difundir o projeto no Pará. "Vamos ter uma reunião com o governo do Estado no sentido de ampliar a rede de bancos solidários aqui", planeja Sandra. No Estado, existe um projeto de economia solidária. O banco denominado Tupinambá, que emite a moeda moqueio, funciona na Baía do Sol, na ilha de Mosqueiro. Ele foi inaugurado em janeiro de 2009. Atualmente existem 38 bancos solidários em funcionamento no Brasil.
Fonte: Terra

Desfile com o Cordão Carnavalesco BibiTantã!!!



O Cordão Carnavalesco BBiTanTã convida:


para DESFILES CARNAVAL 2009


A Galinha da Vizinha é mais gorda do que a minha!!!



Dia 18/02/09, quarta-feira


13h: concentração no Caps Itaim

14h: desfile pelas ruas do Itaim Bibi


Dia 28/02/09, sábado


13h: concentração no Caps Itaim


14h: saída do Caps Itaim

15h: desfile na Rua do Samba (Rua General Osório, centro)