terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Alegria contagia o encerramento da etapa de Santa Maria do I Fórum Social de ECOSOL

A alegria dos empreendimentos e de todos os militantes da ECOSOL tomaram conta no ato de encerramento do I Fórum Social de ECOSOL.

Embaixo da bandeira de 40 metros da Economia Solidária todos e todas celebravam o amor, a paz e uma economia contsruída e gerida pelos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo.

Polícia de Serra aterroriza sem terra em Iaras - SP

O MST de SP em nota divulga a situação de criminalização que esta vivendo em Iaras - SP pela PM de Serra.

A atual escalada de violência na região ocorre num momento onde o MST reivindica as terras griladas pela CUTRALE e o debate sobre Programa Nacional de Direitos Humanos, e a necessidade de mediação nos conflitos agrários, ganha o país. Mais uma vez Serra mostra de que lado está, junto as grandes empresas que crescem através da exploração do trabalho e da grilagem de terra. Enquanto se cala publicamente sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos na realidade mostra o que realmente pensa: criminalização dos movimentos sociais.

NOTA DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA DE SÃO PAULO (MST-SP)

Na manhã desta terça-feira (26/1) recebemos, com extrema preocupação, a informação de que desde o final da tarde de ontem a polícia está fazendo cercos aos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária na região de Iaras-SP, portando mandados de “busca, apreensão e prisão”, com o intuito de intimidar, reprimir e prender militantes do MST. Neste momento já estão confirmadas as detenções de nove militantes assentados e acampados do MST, que estão na Delegacia de Bauru-SP. No entanto, há a possibilidade de mais prisões e outros tipos de repressão.

Os relatos vindos da região, bastante nervosos e apreensivos, apontam que os policiais além de cercarem casas e barracos, prenderem pessoas e promoverem o terror em algumas comunidades, também têm apreendido pertences pessoais de muitos militantes – exigindo notas fiscais e outros documentos para forjar acusações de roubos e crimes afins. A situação é gravíssima, o cerco às casas continua neste momento (já durando quase um dia inteiro), e as informações que nos chegam é que ele se manterá por mais dias.

Nossos advogados estão tentando, com muita dificuldade, acompanhar a situação e obter informações sobre os processos – pois a polícia não tem assegurado plenamente o direito constitucional às partes da informação sobre os autos e, principalmente, sobre as prisões. No entanto, é urgente que outros apoiadores políticos, organizações de direitos humanos e jornalistas comprometidos com a luta pela Reforma Agrária e com a luta do povo brasileiro divulguem amplamente e acompanhem mais de perto toda a urgente situação. A começar pelas pessoas que vivem na região de Iaras, Bauru e Promissão.

Situações como esta apenas reforçam a urgência da criação de novos mecanismos de mediação prévia antes da concessão de liminares de reintegração de posse, e de mandados de prisão no meio rural brasileiro – conforme previsto no Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3) - com o intuito de diminuir a violência contra trabalhadores rurais.

No caso específico e emergencial de Iaras, tal repressão é o aprofundamento de todo um processo de criminalização e repressão que foi acelerado a partir da repercussão exagerada e dos desdobramentos políticos ocorridos na regional de Iaras (SP) por ocasião da ocupação da Fazenda-Indústria Cutrale, em outubro de 2009. O MST reivindica há anos para a Reforma Agrária aquelas áreas do Complexo Monções, comprovadamente griladas da União por esta poderosa transnacional do agronegócio. Ao invés de se acelerar o processo de Reforma Agrária e a democratização do uso da terra, sabendo-se que naquela região do estado de São Paulo há milhares de famílias de trabalhadores rurais que precisam de um pedaço de chão para sobreviver e produzir alimentos, o que obtemos como “resposta” é ainda mais arbitrariedade, repressão e violência .

O MST -SP reforça o pedido de solidariedade a todos os lutadores e lutadoras do povo brasileiro comprometidos com a transformação do país numa sociedade mais justa e democrática, e de todos os cidadãos e cidadãs indignadas com a crescente criminalização da população pobre e de nossos movimentos sociais pelo país. Não podemos nos intimidar nem nos calar diante de tamanho absurdo!

MST-SP

Comunidades Quilombolas: Titulação é necessária para desenvolvimento

Comunidades Quilombolas: titulação é necessária para desenvolvimento

Na manhã deste domingo, dentro da programação do 1º Fórum Social e 1ª Feira Mundial de Economia Solidária, foi realizado o seminário “Movimento quilombola e etnodesenvolvimento”, que tratou temas sobre uma perspectiva étnica do povo quilombola, um desenvolvimento a partir das práticas da economia solidária, educação pelo trabalho, controle social e autogestão. Tratou, ainda, sobre o sistema financeiro das comunidades, a partir da produção, acesso ao crédito, comercialização e banco comunitário como instrumentos de avanço, além da regularização fundiária dos territórios quilombolas no Brasil. Sobre isso, foi feita uma análise da situação atual e definidas as perspectivas.

Atualmente, no Rio Grande do Sul são mais de 70 quilombos titulados e cerca de 130 comunidades já identificadas, esperando o reconhecimento. Conforme o coordenador da Federação das Associações das Comunidades Quilombolas/ RS (FACQ), Roberto Potacio Rosa, a titulação das comunidades é um sinal de avanço. “Os quilombos que não têm titulação já recebem benefícios, mas são políticas incipientes e paliativas, que não vem a sanar as necessidades mais urgentes do nosso povo”, salientou. Mais de 200 pessoas estiveram presentes na atividade, que debateu os avanços das comunidades e sua realidade, além de propostas reais de inserção social, educação, desenvolvimento e políticas públicas que garantam as melhorias.

O seminário ainda contou com a presença de Luiz Alberto Dias, da Rede de Gestores de Economia Solidária, e Isabel e Alex, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas. A realização do evento foi da FACQ/RS, CONAQ, e apoio da Comissão Pastoral da Terra, Sintrajufe, CUT, Senaes/Ministé rio do Trabalho e Emprego, INCRA/RS e Frente Parlamentar Quilombola.

Legendas:
Na primeira foto, a partir da esquerda, Luiz Alberto Dias, Isabel, Roberto Potácio e Alex.
Na segunda imagem, grande público participou de seminário em busca do desenvolvimento de comunidades quilombolas

Daiani Ferrari
Jornalista - MTB 13.509
Contato: (55) 9159.7375

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

I Fórum Social de ECOSOL discute o SNCJS e a construção do Selo Nacional de ECOSOL

Selo para validar e recomendar empreendimentos da economia solidária


Selo para validar e recomendar empreendimentos da economia solidária
Entre os debates do Fórum Social de Economia Solidária foi discutida a necessidade de existir produção e consumo solidário e falou-se sobre a necessidade de uma identidade dos empreendimentos, não sendo a forma jurídica que os define, mas sim sua área de atuação, relação com o meio ambiente. Também foi debatida a construção de um sistema nacional de comércio justo e solidário.

Um dos mecanismos de construção de uma identidade é a criação de um selo que qualifique o empreendimento, não o produto, visto seu imenso número de variedades. Este dispositivo de qualificação seria utilizado através de um conceito político, demonstrando as práticas desenvolvidas para sua produção e destacando a caminhada da economia solidária. No Fórum Brasileiro de Economia Solidária de Minas Gerais essa discussão já está adiantada, estando na pauta desde 2005, a partir de uma lei estadual. Marcio Lima, do Fórum mineiro, falou sobre a necessidade de estabelecer um padrão para a implantação dos selos, uma regulação feita via Fórum Brasileiro de Economia Solidária. “Para 2010, algo imprescindível é a questão do diálogo sobre o selo dentro de um processo nacional. Temos que ver de que maneira conseguiremos fazer a confluência de ideias, como levar a discussão aos fóruns regionais e ao interior do Estado, para depois ver como a iniciativa se forma enquanto política pública junto aos governos”, frisou.

Um ponto importante destacado por Lima é esquecer que o processo de construção deve ser feito de forma participativa, com os indivíduos sendo protagonistas na construção de propostas e consolidação de ações. O representante do Fórum paulista, Léo Pinho, salientou a importância da iniciativa, embora no Estado de São Paulo as dificuldades sejam maiores, já que existe um processo de não reconhecimento da economia solidária. Daniel Tygel, do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, explicou como está o processo e a ideia que a entidade central tem sobre o Selo Ecosol Rede Ecovida, como o fato de que serão os fóruns estaduais que validarão os selos e empreendimentos. Serão critérios de validação dentro de uma diversidade cultural, onde cada fórum estadual valida seu selo, mas seguindo critérios estabelecidos pelo fórum nacional.

“O Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário não valida empreendimentos, ele valida articulações regionais, que por sua vez, vão validar os empreendimentos de suas regiões”, argumentou. Daniel completou dizendo que ainda faltam muitas discussões para que o selo seja nacionalmente implantado, embora existam estados com debates mais consistentes que outros. Mas, segundo Tygel, estar discutindo um tema como esse já mostra que a economia solidária está em um patamar que não precisa mais se reafirmar, “ela precisa avançar mais ainda”.


Daiani Ferrari
Jornalista - MTB 13.509
Contato: (55) 9159.7375

I Fórum e I Feira Mundial de ECOSOL em vídeo

Assista o vídeo feito pelo Jason Nardi (2 min. 11 seg.) sobre o I Fórum Social e I Feira Mundial de Economia Solidária.

Grupo de Dança Afro Oju Obá de Hortolândia se destaca no I Fórum Social ECOSOL - FSM 10 Anos

O Grupo de Dança Afro Oju Obá de Hortolândia, São Paulo, chamou atenção e se destacou no I Fórum Social de ECOSOL, trazendo alegria e divulgado a riqueza cultural afro. Sendo notícia nas páginas internacionais que divulgam as atividades do Fórum Social Mundial.

Veja o vídeo com a apresentação de Oju Obá:

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CONSTRUINDO UMA IDENTIDADE SOCIALISTA NA ECOSOL - OFICINAS I FÓRUM SOCIAL ECOSOL


ABESOL – Associação Brasileira de Entidades de Apoio e Fomento a ECOSOL - I Fórum Social da Economia Solidária - FSM 10 Anos

A economia solidária dá um passo importante em organizar o I Fórum Social da ECOSOL, durante o FSM 10 Anos. Tendo como grande desafio nos 10 anos de FSM (Fórum Social Mundial) a construção coletiva de um programa de ação voltado a apontar saídas concretas para a Crise Mundial e mostrar que um Outro Mundo é Possível e esta em Construção, rumo a uma sociedade socialista, democrática e libertária.

Nesse sentido, a ABESOL, que congrega 17 entidades de todo o Brasil, apresenta nesse I Fórum Social de ECOSOL - FSM 10 Anos duas oficinas, em Santa Maria e em Canoas. Buscando refletir para além dos problemas cotidianos apresentados pelos empreendimentos, entidades e movimentos sociais que constroem em seu dia a dia a Economia Solidária.

Uma reflexão estratégica sobre esse novo movimento social, que saiu da resistência ao neoliberalismo e que atualmete passa a ofensiva. A economia solidária como estratégia de organização coletiva dos trabalhadores/ as. A construção de um socialismo democrático e libertário, que se forje sobre a diversidade de experiências que integram o feminismo, etno-desenvolvimento, as tecnologias livres, a produção cultural independente e o conjunto de experiência do campo popular.

Santa Maria:

Construindo uma identidade socialista na economia solidária

Dione Manetti – SENAES/MTE

Huberlan Rodrigues - Unitrabalho

Milton Pantaleão - Guayí

Marialda Moura - Rede Xique Xique

Horário: 09h30

Local: Colégio Irmão José Otão - Pavilhão B, sala 7

Canoas:

Construindo uma identidade socialista na economia solidária

Prof. Paul Singer – Secretário Nacional de ECOSOL/MTE

Dep. Eudes Xavier – Frente Parlamentar de ECOSOL – Câmara Federal

Dione Manetti – SENAES/MTE

Milton Pantaleão - Guayí

Marcelo Goma – Unisol Brasil

Neneide Viana - Rede Xique Xique/RN – Marcha Mundial das Mulheres

Local - Galpão 09 do Parque Eduardo Gomes – Junto à Feira Mundial de Economia Solidária Horário

Horário: 16h – 18h


Samba de Luta: Unidos da Lona Preta - Convida

O tema deste ano é quente: “Questão Urbana”.

Todos os domingos até a sexta feira de carnaval, rolam os ensaios. Todos e todas estão convidad@s!! A partir das 14 horas.

Local: Comuna Urbana Dom Hélder Câmara, município de Jandira (Região da grande São Paulo).

Rua Nicolau Maévski, nº 491 – Bairro Sol Nascente Como chegar de trem: Da estação Barra Funda do metrô – Trem sentido Itapevi (até estação Jandira)

Ao chegar no terminal rodoviário de Jandira, pegue o ônibus Vale do Sol.


Anotem nas agendas:


24 de janeiro – domingo

31 de janeiro - domingo

07 de fevereiro - domingo

Desfile

12 de fevereiro – Sexta feira. Concentração em frente à Comuna Urbana, a partir das 19h.

Sempre na Comuna Urbana de Jandira.

Unidos da Lona Preta

“a luta fazendo o samba; o samba fazendo a luta”

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Entrevista com Dione Manetti: "Nossa expectativa é que Santa Maria seja a capital mundial da ECOSOL"


Entrevista - Dione Manetti





Santa Maria - Adital

A seguir, uma breve entrevista com Dione Manetti, diretor de Fomento da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), falando sobre a Economia Solidária no Brasil e a confiança depositada em Santa Maria.

Forum - Qual o cenário da Economia Solidária no Brasil?

Dione Manetti - A Economia Solidária, principalmente nos últimos dez anos, vem crescendo muito no Brasil. As políticas públicas foram se desenvolvendo e, aos poucos, ampliando as condições de trabalho e renda dessas pessoas. Hoje, são 22 mil empreendimentos solidários no país, chegando a 51% dos municípios brasileiros. Esses números nos mostram que, atualmente, cerca de dois milhões de pessoas estão envolvidas com a economia solidária no Brasil.

Forum - Por que Santa Maria foi escolhida como palco para esse 1º Forum Social de Economia Solidária?

Dione Manetti - Santa Maria já tem uma história dentro da Economia Solidária. Ela tem histórico de feiras em nível regional, estadual, nacional e, desde 2004, de eventos que chamam para a discussão países do Mercosul. Com certeza, a feira de julho ter sido cancelada também foi um fator de reafirmação, mas não é único, pois a cidade já era uma referência no assunto mesmo antes desse episódio. Nós acreditávamos que Santa Maria era, sem dúvida nenhuma, o melhor espaço para realizar um evento dessa magnitude internacional, que nós realizaremos.

Forum - Qual a expectativa para os eventos?

Dione Manetti - Iniciamos essa construção em julho do ano passado. Uma construção que buscou num primeiro momento garantir a mobilização dos trabalhadores da economia solidária no Brasil. Nós conseguimos ter, hoje, um cenário no qual já temos confirmadas as presenças de todos os estados brasileiros nos eventos da próxima semana. Num segundo momento, construímos uma estratégia de promoção internacional do evento, conseguindo envolver na coordenação do evento um conjunto de redes internacionais, então teremos muitas experiências de outros países. Todos os continentes do mundo estarão presentes, teremos uma representação internacional muito forte. A nossa expectativa é de que Santa Maria seja a capital mundial da economia solidária e que durante o evento consigamos construir uma agenda política que permita fortalecer a economia solidária para os próximos anos.

Forum - Qual o futuro do Forum Social de Economia Solidária?

Dione Manetti - Santa Maria, para nós, é uma referência e continuará sendo. Com este evento, a cidade se consolida como uma referência mundial em economia solidária, isso não temos nenhuma dúvida. No mês de julho, vamos realizar normalmente a Feira nacional e a do Mercosul, como vem acontecendo nos últimos anos. Agora, em relação às próximas edições do Forum Social de Economia Solidária, essa é uma discussão que vamos fazer aqui com as delegações internacionais que estarão presentes. A construção desse Forum é uma construção coletiva, a nossa vontade é, obviamente, que Santa Maria se mantenha como uma das nossas principais referências mundiais de reunião de pessoas, mas com certeza teremos que conversar sobre isso com os outros países que estarão aqui.

A notícia é da Assessoria de Imprensa do 1º Forum Social de Economia Solidária e 1ª Feira Mundial de Economia Solidária, Por Daiani Ferrari.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Participe a distância do I Fórum Social da ECOSOL - Santa Maria

Você é interesado/a em assuntos de economia solidaria ?

A partir da cidade de Santa Maria o comitê organizador do ECOSOL FSM2010 forum social de economia solidaria CONVIDA o seu coletivo de qualquer parte do mundo para,

Participar do I Fórum Social ECOSOL desde onde vocês moram 22-24 janeiro ! ]

Como?
organizando de maneira autonôma uma "atividade" pública na sua cidade que será associada com o fórum ecosol e aparecerá no programa expandido de Ecosol
e co-organizando um momento de intercomunicação com um grupo em santa maria, com ajuda da equipe ecosol expandida

Fazer uma videoconferencia coletiva é mais simples do que muita gente pensa, e é impactante

Qualquer dúvida ? - mandar a ficha de participação para :equipe-ecosol-expandida-manager(onde)lists.openfsm.net

Também se seu coletivo tiver um (uns) delegad@s presentes em santa maria no evento ECOSOL, eles podem organizar un momento de intercomunicação de duas horas por videoconferência com o resto de seu coletivo que ficou "em casa" convidando pessoas que eles encontram em Santa Maria.

Nesse caso o coletivo tem que prencher a ficha de participação
Mais informações de como funciona o ECOSOL expandido. Clique Aqui!
saiba mas sobre sfex : foro social expandido 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mano Brow e as eleições

O rapper Mano Brow uma das principais vozes da população periférica, fala de forma espontânea e muito lúcida sobre as eleições de 2010.