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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ato contra aumento de tarifa em SP acaba com truculência da PM


Por: Jéssica Santos de Souza - Rede Brasil Atual

Cerca de 600 manifestantes saíram do Teatro Municipal em direção ao Parque D. Pedro, no centro de São Paulo, um importante terminal de ônibus com interligação com o Metrô, protestando contra o aumento do ônibus decretado no início do ano pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).

O protesto foi organizado pela Rede Contra o Aumento da Tarifa. A passagem que era de R$ 2,30, passou para R$ 2,70, um reajuste, de 17,4% na tarifa. Já a integração com o Metrô passa a custar R$ 4.

Ao chegar próximo ao local, os manifestantes foram recebidos com gás pela Polícia Militar. Houve muita confusão e o ato acabou sem que pudesse se chegar ao terminal. De acordo com a assessoria de imprensa da Rede Contra o Aumento da Tarifa, "há feridos e pelo menos cinco pessoas foram presas. Estamos tentando descobrir o número exato", disse Thais Carrança. A Rede Brasil Atual também procurou a Polícia Militar, que informou que não há nem presos nem feridos.

Com apitaço e palavras de ordem, os manifestantes, que incluem estudantes, cantam uma música especial para o prefeito: “Dança Kassab, dança até o chão. Aqui é o povo, contra o aumento do busão”.

"O acréscimo de R$ 0,40 em cada tarifa vai fazer com que gastemos R$ 118 com ônibus todo mês, ou 23% do salário mínimo – isso apenas para ir e voltar do trabalho", expressa a convocatória da manifestação. Segundo eles, São Paulo terá a segunda tarifa de ônibus mais cara do Brasil.

O texto atribui a decisão da prefeitura à pressão de empresários do transporte na cidade. Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), o reajuste corresponde à inflação medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) desde novembro de 2006, data do último reajuste.

"Se o transporte é um direito do cidadão, não pode ser pensado enquanto lucro das empresas, mas sim como uma necessidade básica da população", defendem os ativistas. Por isso, os ativistas chegam a defender que não seja cobrada a tarifa para o transporte. "Imagine se os hospitais e as escolas públicas tivessem catracas na porta?", comparam.

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), os custos do transporte coletivo em 2010 vão pesar principalmente no bolso das famílias que vivem com um salário mínimo.

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