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quinta-feira, 10 de maio de 2007

Produção independente ainda tem pouco espaço na TV pública



Ponto

O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Independentes de Televisão (ABPI-TV), Fernando Dias, avalia que atualmente as produções alternativas ainda possuem pouco espaço a TV pública. Segundo ele, um dos problemas é que as emissoras públicas, assim como as comerciais, atuam como produtoras e não apenas como difusoras de conteúdo. Dias participou ontem (9) do 1º Fórum Nacional de TVs Públicas, que ocorre até amanhã, em Brasília.
“Infelizmente no Brasil, quando a TV pública surgiu, ela surgiu querendo ser uma TV comercial, então ela imitou o sistema da TV comercial de programação”. Outra crítica feita pelo presidente da ABPI-TV é que as TVs públicas disputam verbas públicas com as produtoras independentes. “As TVs públicas também fazem a captação, só que elas vendem mídia, então é lógico que elas saem com um caminhão de vantagens na frente”.
Segundo ele, a parceria com as produtoras independentes também poderá representar economia de recursos para as TVs públicas brasileiras. “Você vai pegar hoje uma televisão que gasta R$ 1 milhão por mês para desenvolver conteúdos, com a produção independente, esse dinheiro pode virar R$ 5 milhões porque o produtor independente pode buscar parceiros para alavancar mais recursos para aquele projeto”, afirmou, em entrevista coletiva no final da manhã.
Sobre a proposta apresentada anteontem (8) durante a abertura do fórum pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, de que os produtores independentes fiquem responsáveis por quatro ou cinco horas diárias de programação na rede de TVs públicas, ele disse que “já é o começo”.
“Se a gente conseguir quatro, cinco horas de programação no início de uma televisão, já vamos ter um sucesso tremendo. Estamos saindo de zero para cinco”, afirmou. Ele acrescentou que a produção independente vai agregar qualidade à televisão, “porque os modelos que existam no resto do mundo possibilitam que a televisão independente consiga inclusive recursos”.

Agência Brasil

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