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terça-feira, 29 de maio de 2007

Singer apresenta modelo brasileiro de economia solidária em Portugal



O secretário nacional de Economia Solidária, professor Paul Singer, está a partir desta terça-feira (29) em Portugal para divulgar a política de desenvolvimento da economia solidária no Brasil.

Singer participa, na Universidade de Coimbra, da Conferência sobre Economia Solidária em Portugal, onde dará palestra sobre a recente ressurreição da economia solidária no Brasil e os programas desenvolvidos pelo governo brasileiro para fortalecimento das iniciativas autogestionárias.

O mapeamento da economia solidária que o MTE realiza desde 2004 aponta para a existência de 20 mil empreendimentos solidários, entre cooperativas, associações, empresas autogestionárias, grupos de produção ou clubes de trocas, em que os participantes são trabalhadores que exercem coletivamente a gestão das atividades.

Esse levantamento, realizado por 600 entrevistadores em todo o país e coordenado por 27 comitês regionais, possibilitou à Senaes lançar um Atlas da Economia Solidária no Brasil. Os dados também alimentam um Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária (Sies), que registra e identifica todas as informações sobre os empreendimentos e entidades de apoio, assessoria e fomento à economia solidária.

Pelo mapeamento houve um crescimento significativo (85%) da Economia Solidária no Brasil, entre os anos de 1990 e 2005, e a participação de cerca de de 1,25 milhão de trabalhadores. Demonstrou também que nas atividades de produção de bens e prestação de serviços, consumo e crédito, tanto no meio urbano quanto rural, predominam as associações, com 54% do total, seguida dos grupos ainda sem formalização, com 32%; e das cooperativas, com 10% do total.

Entre as atividades econômicas, estão a agricultura e a pecuária, realizadas por 64% dos empreendimentos. As têxteis, de confecções, calçados e produção artesanal em geral correspondem, juntas, a cerca de 20% dos empreendimentos; e a prestação de serviços diversos e alimentação respondem por 14% e 13%, respectivamente.

O mapeamento levou em consideração as organizações solidárias em funcionamento ou em fase de implantação, que devem ser formadas por grupos de participantes constituídos e as atividades econômicas definidas, como produção de bens, prestação de serviço, fundos de crédito, comercialização ou de consumo solidário.

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