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sábado, 18 de julho de 2009

Diadema irá criar Incubadora Pública

Diadema: incubadora pública é prioridade para secretário

Por: Cinthia Isabel (cinthia@abcdmaior.com.br)

A implementação de uma incubadora pública de empreendimentos populares e solidários até o final do ano é o mais novo projeto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de Diadema, de acordo com o responsável pela Pasta, Luis Paulo Bresciani. Em entrevista ao ABCD MAIOR, o secretário falou sobre exportações, saldo positivo de empregos no município e a retenção de receita da Prefeitura para pagamento de precatórios.
ABCD MAIOR – A secretaria tem projetos para desenvolver atividades ligadas à economia solidária nos próximos meses. Esta será a prioridade da Pasta? Quais as atividades estão em planejamento e quais estão em fase de implementação?
LUIS PAULO BRESCIANI – A secretaria possui um leque de prioridades, como a questão da competitividade industrial, a capacitação do comércio e a consolidação de uma política específica para empreendimentos populares e solidários. Neste sentido, já temos feito algum suporte aos empreendimentos existentes. Do ponto de vista estrutural, vamos constituir uma incubadora pública de empreendimentos populares e solidários que vai possibilitar um trabalho mais organizado de articulação, orientação e assessoria.
ABCD MAIOR – Há alguma forma de incentivar os empreendedores informais e familiares da cidade, a fim de acelerar o processo de geração de renda e emprego?
BRESCIANI – Sim, por meio de dois programas especificamente. Um deles é a incubadora de empreendimentos populares, solidários e comunitários, destinada a pessoas que, na maioria das vezes, começam com empreendimentos informais nos núcleos da cidade. O segundo aspecto relevante é o acesso ao crédito, no qual há disponibilidade do Banco do Povo em continuar ampliando essa operação no município.
ABCD MAIOR – Diadema teve saldo positivo na criação de emprego, de acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) no último mês. Qual a expectativa da Secretaria para os próximos meses?
BRESCIANI – Nossa expectativa é no segundo semestre conseguir sustentar um ritmo de recuperação, que já se iniciou em Diadema, tanto no setor industrial, quanto em outros setores que se mantinham em nível positivo. Esperamos que as outras cidades apresentem esse mesmo comportamento. A gente ainda enfrenta o problema dos setores exportadores, mas o mercado interno tem se comportado muito bem.
ABCD MAIOR - As exportações de Diadema ainda não se recuperaram em relação aos níveis do ano passado. A Prefeitura tem trabalhado para inverter esse quadro?
BRESCIANI - Existe pouca governabilidade para que a gente possa atuar em relação a essa inversão. O mercado externo segue bastante contraído, com exceção de algumas localidades. A Secretaria, por meio do Programa de Competitividade Industrial e em parceria com o Ciesp (Centro das Industrias do Estado de São Paulo), tem um detalhamento das ações relacionadas à tecnologia, crédito, gestão e mercado. Neste último caso, vamos direcionar algumas ações para articulação, principalmente com consulados e câmaras de comércio.
ABCD MAIOR – O pagamento de precatórios pela Prefeitura preocupa a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho?
BRESCIANI – Preocupa toda a estrutura de governo. Claro que este é um assunto subordinado ao gabinete do prefeito, mas é óbvio que afeta nossa secretaria e a cidade como um todo. Nesse sentido, a repartição tem buscado dialogar com as entidades empresariais e sindicais, além dos principais atores econômicos do município, mostrando o impacto dos sequestros do ponto de vista da capacidade de gestão, de investimento e operação da secretaria e da Prefeitura como um todo.
ABCD MAIOR – O Núcleo Estratégico de Desenvolvimento Econômico, que reúne os sete secretários da Pasta da Região, conta com três gestores de administrações petistas. As políticas econômicas regionais discutidas dentro do núcleo tendem a ter a cara do partido?
BRESCIANI – O Núcleo Estratégico é um espaço de articulação regional. As ações definidas ou recomendadas pelo Núcleo serão pluripartidárias, não terão a cara de nenhum partido. Cada um dos municípios mantém sua autonomia. Porém, há pela nossa história uma série de convergências em relação a políticas que de municipais se tornam políticas regionais.
ABCD MAIOR – Como o senhor qualifica o nível de integração da economia regional, levando em conta a criação do núcleo estratégico?
BRESCIANI – Isso foi um avanço institucional muito positivo. Temos nos encontrado regularmente e isso possibilita a elaboração de ações conjuntas, favorecendo também o Consórcio dentro da posição que ele ocupa na Agência de Desenvolvimento Econômico. Além disso, fortalece a configuração de uma política regional. Portanto, vejo como um elemento de integração potencialmente muito forte.

ABCD MAIOR – As discussões dos grupos de trabalho ligadas ao Consórcio têm apresentado resultados práticos para a economia Regional? Ou há excesso de grupos e poucos resultados efetivos?
BRESCIANI – O Núcleo de Desenvolvimento Econômico acaba aglutinando os grupos de trabalho e renda, de turismo regional, petroquímico, o GT automotivo e futuramente o GT de tecnologia e inovação. Considero que são grupos necessários, corretamente colocados e estabelecidos, que dão resposta a questões estruturais relevantes. Não vejo dentro desse eixo de desenvolvimento econômico um excesso de grupos de trabalho.

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