Outra Economia Acontece

Loading...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cerveja Bolívar - A cerveja do Comércio Justo (Europa)

Texto no original (espanhol)
Simón Bolivar não é só o nome de diversas ruas, colégios e bibliotecas na América Latina. A partir de agora, o Libertador dá nome a uma cerveja produzida e distribuida na Espanha, seguindo os princípios do comércio justo, pela organização Intermón Oxfam.

A cerveja "Bolívar", que pode ser encontrada tanto na versão escura como clara, é elaborado com quínoa da Bolívia, arroz da Tailândia e açucar da Costa Rica e ao cumprir com os princípios do Comércio Justo dá garantia a melhoria nas condições de vida de seus produtores. Do mesmo modo, garantirá aos consumidores que durante todo o processo de elaboração tem-se respeitado o meio ambiente.


No caso do “Bolívar”, o açucar utilizado procede da cooperativa Coopecañera, que trabalha com pequenos grupos de produtores da Costa Rica, que beneficiam por volta de 8000 pessoas. Por outro lado, a quínoa é elaborada pela cooperativa Anapqui, da Bolívia, uma organização que agrupa aredor de 1000 pequenos produtores tradicionais.

O arroz, é produzido pelo grupo produtor GreeNet, formado em 1993 na Taílandia. Nessa cooperativa tem conseguido criar moinhos comunitários para os pequenos agricultores que trabalham com eles, de maneira que os próprios camponeses organizam a compra do arroz, e envase e seu transporte. Além disso, tem fomentado a criação de casas de alimentação e tendas comunitárias.
“Bolívar” foi fabricada com métodos tradicionais belgas e tem um preço de dois euros. Esse produto pode ser adquirido nas 48 tendas de comércio justo de Intermón Oxfam na Espanha, ou através da tenda eletrônica (www.intermonoxfam.org/tienda).
“O feito de impulsionar o desenvolvimento sustentável de diversas comunidades locais na América Latina é uma boa razão para que as lojas especializadas em produtos latinos adquiram esse produto”, afirmou a Tribuna Latina, uma fonte de Intermon Oxfam).
tradução: Leo Pinho

Fórum Social Mundial 10 anos Grande Porto Alegre

O Fórum Social Mundial completa, em janeiro de 2010, dez anos de existência. Ao longo de uma década, o processo do FSM mudou a agenda política internacional, contrapondo-se à globalização neoliberal. Impulsionou o movimento altermundialista, constituiu um espaço de articulação de lutas e de campanhas pelos movimentos sociais, possibilitando o avanço no debate sobre alternativas para um outro mundo possível.

O Fórum Social Mundial saiu de Porto Alegre para realizar-se nos diferentes continentes, e voltou este ano para o Brasil, com sua nona edição em Belém do Pará. A partir do Fórum Social Mundial de Belém, entidades e movimentos acordaram promover, em janeiro de 2010, o Fórum Social 10 anos grande Porto Alegre, proposta que nasce do diálogo com a sociedade civil gaúcha, e com o apoio dos governos municipais do PT da região metropolitana.
O Fórum Social 10 anos Grande Porto Alegre se realizará de 25 a 28 de janeiro de 2010, e consistirá de duas iniciativas combinadas: 1) um seminário de reflexão e de alternativas sobre o FSM; 2) um fórum social auto-organizado que ocorrerá na capital e em várias cidades da região metropolitana.

Como construtora do FSM desde seu início, a Democracia Socialista impulsionará esse processo de organização e de mobilização da edição dos 10 anos do Fórum Social na grande Porto Alegre.

Agricultura Familair se fortalece e cria selo de seus produtos


A partir desta safra, alimentos produzidos por agricultores familiares chegarão ao consumidor identificados com o Selo da Agricultura Familiar, instituído nesta quarta-feira (22) durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2009/2010. Por meio de portaria assinada pelo ministro Guilherme Cassel, o Selo será concedido, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a partir da adesão voluntária dos produtores.“Além de valorizar a produção agrícola familiar, o Selo permitirá que o consumidor tenha acesso a alimentos de qualidade produzidos em um meio rural mais justo e por meio de uma produção sustentável”, afirmou o ministro.


O Selo da Agricultura Familiar terá validade de cinco anos e será concedido para a identificação de produtos como verduras, legumes, polpas de frutas e laticínios, entre outros. Além de garantir mais informações e segurança alimentar ao consumidor, o Selo deverá estimular a economia nacional a partir da ampliação da comercialização de produtos da agricultura familiar.


De 2002 até este ano, os recursos financeiros para a Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) aumentaram 531%, passando de R$ 2,38 bilhões para R$ 15 bi.“O governo trabalhou para promover o fortalecimento social do Pronaf. Agora, o objetivo é aprimorá-lo economicamente por meio de instrumentos como o Selo da Agricultura Familiar”, destaca o diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do MDA, Arnoldo de Campos. “Medidas como essa também resultam na geração de empregos e numa relação mais equilibrada entre a agricultura e o meio ambiente”, completa.


O principal critério para adesão ao Selo estabelece que 51% da principal matéria-prima do produto tenha origem na agricultura familiar, setor que responde por 70% dos alimentos que chegam diariamente à mesa dos brasileiros. “Os agricultores com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) também terão direito automático ao Selo”, explica Arnoldo de Campos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

LANÇADA A LOGOMARCA DO PROJETO NACIONAL DE COMERCIALIZAÇÃO SOLIDÁRIA

A Economia Solidária vem a cada ano consolidando um conjunto de políticas públicas a nível municipal, estadual e federal. Mostrando que não só uma Outra Economia Acontece, como também, que novas políticas públicas emancipatórias acontecem e devem ser ampliadas.
Recentemente, foi lançada a logomarca do Projeto Nacional de Comercialização Solidária, executado pelo IMS, que vem impulsionando um conjunto de iniciativas que visam o fortalecimento do Comércio Justo e Solidário em todo o país. Entre elas, as Feiras Microregionais, Estaduais, Nacional e Internacionais de Comercialização Solidária.

Um dos principais desafios do Comércio Justo e Solidário brasileiro é ver aprovado o Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário, que possa instituzionalizar e reconhecer os princípios e critérios do CJS, bem como, se abrir para a constituição de um conjunto de políticas de apoio e fomento para os empreendimentos econômicos e solidários (do campo e da cidade). Bem como, a criação de um SELO NACIONAL da ECOSOL que possa ser a expressão para os consumidores de toda a história, princípios e missão da economia solidária brasileira. Segundo o calendário do Fórum Brasileiro de ECOSOL, esse Selo será lançado dia 15 de dezembro de 2009.

No inicio de 2010 a Economia Solidária esta construindo o Fórum Social da ECOSOL, em vésperas ao Fórum Social Mundial, com seu ponto alto na Feira Internacional de ECOSOL, mostrando toda a capacidade produtiva e criativas dos empreendimentos.

Um novo comércio para Um Novo Mundo!

UNISOL Brasil participa do Conselho de Desenvolvimento de Diadema

Cooperativas farão parte de Conselho de Desenvolvimento

Por: Deise Cavignato (deise@abcdmaior.com.br)

A economia solidária, por meio da Unisol Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil), fará parte da nova estrutura do Comdes (Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social) de Diadema. A entidade, que deve ser constituída na primeira semana de agosto, é responsável por criar diálogos institucionais entre o poder público e a sociedade civil sobre a política de desenvolvimento.
Entre as principais atribuições do Comdes estão os programas de trabalho decente, o fomento da economia solidária e o cooperativismo. “Qualquer conselho tripartite que seja criado é importante para a sociedade e não conheço nenhum órgão neste formato na Região”, falou o presidente da Unisol, Arildo Lopes.
A Unisol Brasil trabalhará na perspectiva de fortalecer os empreendimentos de economia solidária e o cooperativismo no âmbito local. Na opinião de Arildo, Diadema tem políticas públicas bastante avançadas para a economia solidária, seja no cooperativismo, seja no associativismo. “É importante essa iniciativa porque vai gerar emprego, renda e tributos para o município”, afirmou o presidente da Unisol.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de Diadema, Luis Paulo Bresciani, disse que esse tipo de debate depende da pauta e do contexto. “Este é um órgão deliberativo em relação às propostas e tem o caráter fortemente construtivo”, afirmou.
Mudança - A estrutura do Comdes era formada por 17 instituições. Agora serão 15. Saiu um membro do poder Executivo e um do Legislativo. “A mudança será uma releitura do conselho já existente. Vamos adequá-lo à nova realidade do desenvolvimento econômico local, regional e nacional”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de Diadema.
Além da Unisol e do poder público, também farão parte do novo conselho o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), ACE (Associação Comercial e Empresarial de Diadema), o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e o Senai (Serviço Nacional de Aprendizado Industrial), além dos sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, dos Químicos do ABC e dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bernardo e Diadema.
De acordo com o segundo vice-diretor do Ciesp de Diadema, Donizete Duarte da Silva, o centro teve participação fundamental na mudança do conselho. “No fim do ano passado fizemos um comunicado aos candidatos a prefeito do município informando a importância do conselho e o Mário Reali (prefeito eleito de Diadema nas últimas eleições pelo PT) cumpriu a palavra e decidiu fazer as alterações que indicamos como necessárias”, explicou Donizete.
Terrenos industriais - Conforme o vice-diretor, o primeiro tema em pauta no Comdes deverá ser o plano de negociação para minimizar conflitos de diversos tipos de propriedades. Como exemplo, Silva citou os terrenos industriais que devem ter no entorno áreas de interesse econômico e não social como ocorre atualmente.
“Falta espaço para atividade econômica e a gente precisa criar condições para investir na ampliação e criar mais renda”, disse. Para isso, Donizete afirmou que é necessário melhorar a qualidade de formação no ensino médio para que os jovens possam ser tratados como profissionais desde a escola.

terça-feira, 28 de julho de 2009

CONVITE REUNIÃO FÓRUM SOCIAL DA ECOSOL/ STA MARIA

Carta Convite

“Muita gente pequena,
em muitos lugares pequenos,
fazendo coisas pequenas,
mudarão a face da Terra.”

(provérbio africano)

Aos Companheiros/as da Economia Solidária , do Cooperativismo do Brasil, do MERCOSUL, da América Latina e dos outros Continentes!

Neste ano de 2009, no mês de julho, aconteceria a 16ª edição da Feira de Santa Maria e 5ª edição da Feira de Economia Solidária do Mercosul, que constitui-se, já fazem alguns anos, como um dos principais espaços de mobilização e debate da Economia Solidária brasileira e internacional. Seria um momento histórico, pois já havia a confirmação da presença de caravanas de empreendimentos, de movimentos sociais e organizações da sociedade civil, de todo o Brasil, do MERCOSUL e de outras partes do mundo.

Infelizmente, para a surpresa de todos/as, a dois dias do inicio da Feira, o Ministério Público entrou com um pedido no judiciário para cancelá-la, recebendo uma resposta positiva, que impôs aos organizadores da Feira penalidades judiciais e financeiras se o evento ocorresse. Pelo fato de a decisão que impediu a realização da Feira ter sido tomada às vésperas do evento, muitas delegações não puderam ser avisadas e acabaram indo à Santa Maria.

Estas pessoas, que estiveram em Santa Maria , vieram de 15 estados brasileiros, representando Empreendimentos de Economia Solidária, Fóruns de Economia Solidária, entidades Parceiras, Movimentos Sociais e Gestores Públicos. Estes atores, frente a não realização da Feira, deram uma grande demonstração de força, realizando a MARCHA da ESPERANÇA, na qual reafirmaram a indignação nacional e internacional pelo cancelamento da Feira, que foi o único evento que teve sua realização proibida judicialmente na cidade, no estado e no Brasil.

Ainda como fruto desta mobilização e após diversas reuniões, os lutadores sociais ali presentes decidiram pela realização, em janeiro de 2010, do I Fórum Mundial da Economia Solidária e I FEIRA MUNDIAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA. Esta decisão levou em consideração a realização do Fórum Social Mundial 10 Anos, que acontecerá no mesmo período em Porto Alegre e região metropolitana, o qual conta com a confirmação da presença de inúmeras delegações internacionais.

Nossa decisão sobre a realização do I Fórum Mundial de Economia Solidária foi informada em uma reunião realizada no dia 14 de julho em São Paulo , na sede da Ação Educativa, que reuniu o GT Internacional, o Comitê Gaúcho e Baihano do Fórum Social Mundial 2010, além de representantes do Acampamento Intercontinental de Juventude. A partir desta reunião, nosso evento entrou na agenda das comemorações dos 10 anos do FSM, ficando a programação da seguinte forma:

Datas Confirmadas:

1. Acampamento Intercontinental de Juventude: 18 a 28 de janeiro – Novo Hamburgo/RS

2. 22, 23 e 24 janeiro de 2010 – 1º Fórum Mundial de Economia Solidária e
1ª Feira Mundial de Economia Solidária - Santa Maria/RS-Brasil

3. 25 a 29 de janeiro - Fórum Social Mundial - Grande Porto Alegre/RS

4. 29, 30 e 31 janeiro – Fórum Social Mundial – BA

Desta forma, e a partir das decisões tomadas em Santa Maria , convidamos tod@s a participarem da primeira reunião de organização do I FÓRUM MUNDIAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA e I FEIRA MUNDIAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA, que se realizará na seguinte data e local:

Data da reunião: 17 e 18 de Agosto de 2009
Credenciamento: Dia 17/08 às 08h30
Horários: 9:00 hs. ás 18:00 hs
Local: INSTITUTO SÃO JOSÉ
End: Rua: Aron Fischmann s/ n - Parque Dom Antonio Reis
Cep: 97 001 970 - Santa Maria/RS - Brasil
Fone/ Fax: 55 3211 4141/ 3211 2125 / 55 - 8111-2139 (Sra. Alci)
E-mail: eventos@institutosaojose.com.br

Gostaríamos muito de contar com a participação da sua entidade/organização nesta reunião, que será um espaço de construção, partilha e fortalecimento da Economia Solidária do Brasil e do mundo. Será o espaço dos primeiros passos que nos levaram ao I FÓRUM MUNDIAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA e I FEIRA MUNDIAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA.
Informamos ainda, que as despesas para transporte (terrestre/aéreo), hospedagem e alimentação serão por conta de cada participante/entidade. A diária completa no Instituo São José (hospedagem/café da manhã) será no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais), para os dois dias R$ 100,00 (cem reais) por pessoa, e o valor do almoço será de 10,00 (dez reais).
Aguardamos a confirmação da sua participação até o dia 10 de agosto/2009, pelo correio eletrônico: projespcooesp@terra.com.br / projeto@esperancacooesperanca.org.br
ou pelo telefones/fax: (55) 3219-4599 ou (55) 3223-0219.

Abraços solidários,

Comissão de Organização:

Diocese de Santa Maria / Projeto Esperança/ Cooesperança
Fórum Brasileiro de Economia Solidária - FBES
Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES/MTE
Cáritas Brasileira
Instituto Marista de Solidariedade – IMS
CECAP/Consultoria-SM


Brasília-DF, 22 de julho de 2009.

CAMPANHA SOLIDÁRIA - FEIRA DE SANTA MARIA


“MUITA GENTE PEQUENA, EM MUITOS LUGARES PEQUENOS, FAZENDO COISAS PEQUENAS, MUDARÃO A FACE DA TERRA” (Provérbio Africano)

CAMPANHA SOLIDÁRIA - A SUA PARTICIPAÇÃO FAZ A DIFERENÇA


A Economia Solidária, é muito mais do que se vende e do que se vê. É um fio condutor que tem na sua base a Organização, a Mística, a Consciência e a Solidariedade. É a experiência da Solidariedade Globalizada e do BEM COMUM, que hoje perpassa o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, os Fóruns Regionais e as Redes de Economia Solidária da América Latina e de outros Continentes. São experiências Proféticas, Autogestionárias e Transformadoras, na construção de um Modelo de Desenvolvimento Solidário Sustentável, contrapondo ao modelo capitalista e excludente.

Todos acompanharam os fatos de Santa Maria-RS, de 01 a 15 de julho de 2009, quando arbitrariamente foram cancelados os Eventos da Economia Solidária e do Cooperativismo, uma história de 16 anos. A nossa maior indignação foi que o Promotor de Defesa Comunitária, Dr. João Marcos Adede Y Castro, a Juíza de Direito de Plantão, Eloísa Helena Hernandez de Hernandez, com um grupo de pessoas dos Setores de Saúde de Santa Maria, fizeram isso de portas fechadas, sem nenhum direito de defesa ou explicação das 60 Comissões organizadoras, do Evento de 2009, que tem na sua base as Organizações, Entidades e Empreendimentos de Economia Solidária, as Redes de Economia Solidária do Brasil, da América Latina e dos outros Continentes.

Com uma decisão responsável, no dia 02 de julho de 2009 decidimos cancelar os Eventos Internacionais e manter apenas os Eventos Nacionais, pelo avanço da Gripe Influenza A (H1 N1).

No dia 22 de julho de 2009, na SENAES/MTE houve uma importante reunião em Brasília – DF, com os parceiros Nacionais: FBES(Fórum Brasileiro Economia Solidária), IMS (Instituto Marista Solidariedade) , SENAES (Secretaria Nacional de Economia Solidária do MTE), Cáritas Brasileira, CECAP/Consultoria e o Projeto Esperança/ Cooesperança da Diocese de Santa Maria. Após longa reflexão, avaliação e os encaminhamentos finais, foi decidido para a abertura de uma conta Bancária, para uma CAMPANHA SOLIDÁRIA, a fim de arrecadar de recursos para o pagamento das dívidas dos Eventos cancelados, por Ordem Judicial em julho de 2009.

Convidamos à todas as Entidades parceiras, apoiadores, Empreendimentos Solidários e pessoas comprometidas que queiram contribuir com este grande Mutirão, afim de que possamos pagar as contas e tocar a luta em frente, para o fortalecimento da Economia Solidária do Brasil e do mundo.

Conta para contribuição na Campanha Solidária:
COOESPERANÇA
Banco do Brasil
C/C 30.565 – 0
Agência nº 0126-0 - Centro
Santa Maria - RS - Brasil

Tínhamos aprovados vários projetos de Patrocínio por parceiros e patrocinadores históricos da Economia Solidária. Ao cancelar todos os Eventos, nenhuma Entidade patrocinadora e apoiadora, poderá repassar os recursos, isto é, todos os projetos aprovados, foram cancelados pela não realização dos Eventos.

Quem vai pagar as contas? Ficar devendo, não é o estilo da Economia Solidária. O relatório final está sendo elaborado detalhadamente.

Diante do acima exposto, o grupo de Santa Maria tem as contas para pagar. Quando termina uma Feira, a organização do ano seguinte já inicia.

Portanto, há um ano a Feira de Santa Maria já vinha sendo preparada. Por isso, muitas despesas já haviam sendo feitas, pois faltava apenas um dia e meio quando foi cancelada.


Para Contatos:


Rua Silva Jardim, 1704 – CEP. 97010-490 - Santa Maria – RS Fone/Fax: 55 3219 4599 / 55 3222 8275

Sendo o que tínhamos no momento, enviamos fraternas saudações e antecipados agradecimentos pelo apoio , consideração e a Solidariedade em Rede Nacional e Internacional.


Atenciosamente, Comissão Organizadora dos Eventos

domingo, 26 de julho de 2009

9. SEMANA HIP HOP/SP


A Nona Semana de Cultura Hip Hop construída por protagonistas do Hip Hop mais orgânico paulistano e facilitada junto a ONG Ação Educativa dentre outros colaboradores e entidades parceiras, trás em 2009 o tema “O que Sou!? O que Penso!? Subjetividades e Resignificações”. A Semana de Cultura Hip Hop é importante Plataforma e Observatório na busca da essência da cultura hip hop, presente há 25 no Brasil. A proposta da semana é permitir olharmos para dentro do hip hop.

Ao passo de uma década a sua organização e prospecção tornaram-se um dos mais antigos e representativos cenários de socialização das práticas da cultura hip hop em suas ações locais e apresentadas a visibilidade mais coletiva em semana de atividade no centro de São Paulo. Promovida em sua essência de forma participativa a Semana de Cultura Hip Hop terá na sua programação: basquete de rua, oficinas, curso de produção musical, quatro sessões de diálogo, mostra de filmes e quatro noites de apresentações artísticas, dentre outras manifestações artísticas se associam, mobilizam e fortalecem a própria cultura, na busca da sua emancipação, sustentabilidade e autonomia.

Projetos e protagonistas que fazem parte da cadeia produtiva de projetos do Instituto Voz, já participa na colaboração da concepção e na prática efetiva da semana há quatro anos. Desta vez participaram o Projeto Harmônicas Batalhas com o Racha-Show GangStyle e Soul Old School Breakers, na sonorização o Dee Jay Guinho no dia 28/07!!

O Rapper Thiago Zero Onze membro da Rede Da Quebrada pra Estrada e artista colaborador do Selo Substancial, também participa na construção da concepção da semana e em apresentação musical.

O Grupo de Rap 2PRA1 Sound System que participa da Rede de Produção Cultural Hip Hop Solidária Da Quebrada pra Estrada no dia 30/07.

Ambas apresentações artísticas serão no SESC Consolação de 27 a 31 de Julho das 18:00h as 20:00h.

Acessem:

http://www.acaoeducativa.org.br/

www.myspace.com/thiagozeroonze


segunda-feira, 20 de julho de 2009

CARTA DO CÔMITE VALE DOS SINOS DO 10. FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

Carta Aberta aos lutadores e lutadoras sociais altermundistas.



Essa carta foi entrege durante a reunião do Cômite Internacional do FSM (julho), juntamente com as representações do Cômite Gaúcho, Salvador, do Acampamento de Juventude e do Fórum Social de ECOSOL.




O Comitê Regional Organizador do Fórum Social Mundial 2010 da Grande Porto Alegre, formado pelos movimentos sociais das cidades de NOVO HAMBURGO, CAMPO BOM, NOVA HARTZ, SAPIRANGA, SÃO LEOPOLDO, ESTÂNCIA VELHA vem através desta, saudar, todos e todas que desejam transformar o mundo em um lugar melhor ambientalmente e mais justo socialmente.

Nós que éramos a um tempo atrás apenas considerado movimento local, somos agora, considerados como movimento altermundista uma vez que enxergamos nossas dificuldades como mundiais e não apenas locais.

Nesse sentido, defendemos a Carta de Princípios do FSM, fazendo jus a ela em nossa forma de organização. Queremos salientar que repudiamos toda e qualquer forma de repressão, seja ela racial, social, religiosa e ou sexual promovida por entidades, pessoas e ou Estados e Governos.

Nossa intenção é de construir de forma horizontal toda a programação e os eixos temáticos que condizem com a realidade de nossa região sem perder o SUL de avaliação e reflexão do papel do FSM para com o mundo. Cabe salientar que este comitê esta de braços abertos para outras cidades que fazem parte desta região ou estão próximas.

Já aconteceram cinco reuniões na cidade de Novo Hamburgo que será a sede regional do FSM 2010 entre os dias 25 a 28 de janeiro, bem como do 10º Acampamento Intercontinental da Juventude de 18 a 28 de janeiro. Contamos com a participação dos movimentos sociais das cidades acima citadas, tendo em média mais de 20 pessoas por reunião.

O Comitê Vale dos Sinos é formado pelos municípios acima citados, culminando em um grande Conselho Gestor. Inicialmente estamos organizados em 4 GT, os quais são: Mobilização, Infra-estrutura, Comunicação e Programação Temática que ao longo do processo se dividirá em Comissões por afinidade política. A idéia é de que façamos atividades preparatórias de construção colaborativa nas cidades que ficam ao entorno de Novo Hamburgo, desde seminários há acampamentos de juventude.

ESTRUTURA DISPONÍVEL EM NOVO HAMBURGO:

- CTG LOMBA GRANDE / AIJ: capacidade para 15.000 pessoas e possui algumas estruturas já construídas;

- FENAC: Sede da Feira Nacional do Calçado com várias salas, ginásios e grande área para atividades, estandes para movimentos e entidades;

- SECULT: Teatro, Espaço Cultural Albano Hartz e Salas livres;

- FEEVALE: Auditórios com capacidade de 100 a 400 pessoas;

- Espaços Públicos: Praças da Cidade e todas as Escolas Municipais, Centro Ambiental;

COMITE VALE DOS SINOS DO 10º FSM E DO AIJ 2010
comitenh.fsm2010@gmail.com

domingo, 19 de julho de 2009

Informações sobre o processo de construção do Fórum Mundial da Economia Solidária, em 2010 - Santa Maria/RS


O Blog Juventude Solidária disponibiliza no primeiro link do lado direito da página chamado: Da Feira de Santa Maria para o Fórum Social da ECOSOL, várias informações de diversas páginas e blogs sobre o processo de construção do Fórum Social da Economia Solidária, que ocorrerá dias 22, 23 e 24 de janeiro de 2010, em Santa Maria. Véspera do 10. Fórum Social Mundial, que ocorrerá de 25 a 29 de janeiro na grande Porto Alegre.
Informações também sobre o processo autogestionário de construção do 10. Acampamento Intercontinental de Juventude, que ocorrerá nos dias 18 a 28 de janeiro, em Novo Hamburgo.

sábado, 18 de julho de 2009

Diadema irá criar Incubadora Pública

Diadema: incubadora pública é prioridade para secretário

Por: Cinthia Isabel (cinthia@abcdmaior.com.br)

A implementação de uma incubadora pública de empreendimentos populares e solidários até o final do ano é o mais novo projeto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de Diadema, de acordo com o responsável pela Pasta, Luis Paulo Bresciani. Em entrevista ao ABCD MAIOR, o secretário falou sobre exportações, saldo positivo de empregos no município e a retenção de receita da Prefeitura para pagamento de precatórios.
ABCD MAIOR – A secretaria tem projetos para desenvolver atividades ligadas à economia solidária nos próximos meses. Esta será a prioridade da Pasta? Quais as atividades estão em planejamento e quais estão em fase de implementação?
LUIS PAULO BRESCIANI – A secretaria possui um leque de prioridades, como a questão da competitividade industrial, a capacitação do comércio e a consolidação de uma política específica para empreendimentos populares e solidários. Neste sentido, já temos feito algum suporte aos empreendimentos existentes. Do ponto de vista estrutural, vamos constituir uma incubadora pública de empreendimentos populares e solidários que vai possibilitar um trabalho mais organizado de articulação, orientação e assessoria.
ABCD MAIOR – Há alguma forma de incentivar os empreendedores informais e familiares da cidade, a fim de acelerar o processo de geração de renda e emprego?
BRESCIANI – Sim, por meio de dois programas especificamente. Um deles é a incubadora de empreendimentos populares, solidários e comunitários, destinada a pessoas que, na maioria das vezes, começam com empreendimentos informais nos núcleos da cidade. O segundo aspecto relevante é o acesso ao crédito, no qual há disponibilidade do Banco do Povo em continuar ampliando essa operação no município.
ABCD MAIOR – Diadema teve saldo positivo na criação de emprego, de acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) no último mês. Qual a expectativa da Secretaria para os próximos meses?
BRESCIANI – Nossa expectativa é no segundo semestre conseguir sustentar um ritmo de recuperação, que já se iniciou em Diadema, tanto no setor industrial, quanto em outros setores que se mantinham em nível positivo. Esperamos que as outras cidades apresentem esse mesmo comportamento. A gente ainda enfrenta o problema dos setores exportadores, mas o mercado interno tem se comportado muito bem.
ABCD MAIOR - As exportações de Diadema ainda não se recuperaram em relação aos níveis do ano passado. A Prefeitura tem trabalhado para inverter esse quadro?
BRESCIANI - Existe pouca governabilidade para que a gente possa atuar em relação a essa inversão. O mercado externo segue bastante contraído, com exceção de algumas localidades. A Secretaria, por meio do Programa de Competitividade Industrial e em parceria com o Ciesp (Centro das Industrias do Estado de São Paulo), tem um detalhamento das ações relacionadas à tecnologia, crédito, gestão e mercado. Neste último caso, vamos direcionar algumas ações para articulação, principalmente com consulados e câmaras de comércio.
ABCD MAIOR – O pagamento de precatórios pela Prefeitura preocupa a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho?
BRESCIANI – Preocupa toda a estrutura de governo. Claro que este é um assunto subordinado ao gabinete do prefeito, mas é óbvio que afeta nossa secretaria e a cidade como um todo. Nesse sentido, a repartição tem buscado dialogar com as entidades empresariais e sindicais, além dos principais atores econômicos do município, mostrando o impacto dos sequestros do ponto de vista da capacidade de gestão, de investimento e operação da secretaria e da Prefeitura como um todo.
ABCD MAIOR – O Núcleo Estratégico de Desenvolvimento Econômico, que reúne os sete secretários da Pasta da Região, conta com três gestores de administrações petistas. As políticas econômicas regionais discutidas dentro do núcleo tendem a ter a cara do partido?
BRESCIANI – O Núcleo Estratégico é um espaço de articulação regional. As ações definidas ou recomendadas pelo Núcleo serão pluripartidárias, não terão a cara de nenhum partido. Cada um dos municípios mantém sua autonomia. Porém, há pela nossa história uma série de convergências em relação a políticas que de municipais se tornam políticas regionais.
ABCD MAIOR – Como o senhor qualifica o nível de integração da economia regional, levando em conta a criação do núcleo estratégico?
BRESCIANI – Isso foi um avanço institucional muito positivo. Temos nos encontrado regularmente e isso possibilita a elaboração de ações conjuntas, favorecendo também o Consórcio dentro da posição que ele ocupa na Agência de Desenvolvimento Econômico. Além disso, fortalece a configuração de uma política regional. Portanto, vejo como um elemento de integração potencialmente muito forte.

ABCD MAIOR – As discussões dos grupos de trabalho ligadas ao Consórcio têm apresentado resultados práticos para a economia Regional? Ou há excesso de grupos e poucos resultados efetivos?
BRESCIANI – O Núcleo de Desenvolvimento Econômico acaba aglutinando os grupos de trabalho e renda, de turismo regional, petroquímico, o GT automotivo e futuramente o GT de tecnologia e inovação. Considero que são grupos necessários, corretamente colocados e estabelecidos, que dão resposta a questões estruturais relevantes. Não vejo dentro desse eixo de desenvolvimento econômico um excesso de grupos de trabalho.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

CONSTRUIR O FÓRUM SOCIAL DA ECONOMIA SOLIDÁRIA- 2010


Das mobilizações em protesto pela não realização da Feira nasce o Fórum Social da Economia Solidária, nos dias 22, 23 e 24 de janeiro em Santa Maria, as vésperas do Fórum Social Mundial 2010, que ocorrerá na Grande Porto Alegre.

O Fórum Social Mundial completa dez anos e retorna ao Rio Grande do Sul, onde nasceu. Nesses dez anos houve um processo inovador de constituição de processos coletivos de reflexão e de trocas de experiências, mostrando as alternativas ao neoliberalismo e aos organismos internacionais (FMI, Banco Mundial, OMC...). As ruas do mundo foram palcos de diversos atos e manifestações denunciando a guerra, o neoliberalismo e todas as formas de exclusão social, econômica e cultural.

No início do século XXI o décimo ano do Fórum Social Mundial tem diante de si uma crise estrutural do sistema economico e social. As críticas apontadas mostraram-se acertadas e atualmente o mundo todo vive uma conjunção de crises (econômicas, sociais, ambientais, financeiras).

Nesse cenário, a apresentação de novos modelos de organização social, política e econômica são fundamentais para buscar saídas progressistas a crise, o golpe em Honduras a tentativa na Venezuela, são sinais de saídas conservadoras.
A afirmação de que é possível construir uma saída econômica, baseada na autoorganização dos trabalhadores e trabalhadoras, é afirmar o processo coletivo da construção desse novo ator social que vem se fortalecendo no país, na América Latina e a nível mundial que é a Economia Solidária.

Nesse sentido, a realização do Fórum Social da Economia Solidária, em vésperas ao FSM 2010, é apresentar a Economia Solidária, como uma saída popular a crise. Afirmando a necessidade de construirmos um desenvolvimento justo, sustentável e solidário, protagonizado pelos homens e mulheres que vivem do trabalho.

A Carta de Santa Maria lançada após o cancelamento da Feira, faz um chamado ao movimento de Economia Solidária para construir o Fórum da Economia Solidária:

"(...) foi lançado, para o mês de Janeiro de 2010, na comemoração dos 10 anos do Fórum Social Mundial, cujo evento será realizado na Região Metropolitana de Porto Alegre, RS, em janeiro de 2010, a realização do 1º Fórum Mundial da Economia Solidária e 1ª Feira Mundial da Economia Solidária, em Santa Maria - RS - Brasil, antes dos Eventos de Porto Alegre, RS. Este evento será realizado com a presença de todas as Redes Mundiais de todos os Continentes de Economia Solidária afirmando, com certeza, que “Um Outro Mundo é Possível” e de “Uma Outra Economia já Acontece”. Santa Maria, RS - Brasil, 10 a 12 de julho de 2009 - Os Representantes das 60 Comissões da Feira de 2009 e os Representantes dos 15 Estados Brasileiros juntamente com o Fórum Brasileiro de Economia Solidária e os Fóruns Estaduais e Entidades Parceiras e Apoiadoras dos Eventos Cancelados.

Dez anos de Fórum Social Mundial - Dez Anos de Acampamento da Juventude


10º ACAMPAMENTO INTERCONTINENTAL DA JUVENTUDE DO FSM DA REGIÃO METROPOLITANA E VALE DOS SINOS.


Local: SALA JOSÉ LUTZENBERGER, 4º ADAR DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA – Porto Alegre.


Quando: Dia 17 de julho sexta, das 18h às 21 horas devido ao horário de funcionamento.


Pautas: Informes dos trabalhos do Comitê do Vale dos Sinos do 10º AIJ/FSM e assuntos gerais relacionados ao acampamento e ao FSM, tais como, metodologia, articulação e desejo de “Construção Coletiva e Popular”.


O Acampamento Intercontinental da Juventude em 2010 será abastecida com produtos da agricultura familiar, produtos orgânicos e agroecológicos.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Carta Encíclica do Papa e a Economia Solidária



Extrato da Carta Encíclica "CARITAS IN VERITATE" do Papa Benedicto XVI

38. O meu antecessor João Paulo II sublinhara esta problemática, quando, na Centesimus annus, destacou a necessidade de um sistema com três sujeitos: o mercado, o Estado e a sociedade civil[92]. Ele tinha identificado na sociedade civil o âmbito mais apropriado para uma economia da gratuidade e da fraternidade, mas sem pretender negá-la nos outros dois âmbitos. Hoje, podemos dizer que a vida económica deve ser entendida como uma realidade com várias dimensões: em todas deve estar presente, embora em medida diversa e com modalidades específicas, o aspecto da reciprocidade fraterna. Na época da globalização, a actividade económica não pode prescindir da gratuidade, que difunde e alimenta a solidariedade e a responsabilidade pela justiça e o bem comum em seus diversos sujeitos e actores. Trata-se, em última análise, de uma forma concreta e profunda de democracia económica. A solidariedade consiste primariamente em que todos se sintam responsáveis por todos[93] e, por conseguinte, não pode ser delegada só ao Estado. Se, no passado, era possível pensar que havia necessidade primeiro de procurar a justiça e que a gratuidade intervinha depois como um complemento, hoje é preciso afirmar que, sem a gratuidade, não se consegue sequer realizar a justiça. Assim, temos necessidade de um mercado, no qual possam operar, livremente e em condições de igual oportunidade, empresas que persigam fins institucionais diversos. Ao lado da empresa privada orientada para o lucro e dos vários tipos de empresa pública, devem poder-se radicar e exprimir as organizações produtivas que perseguem fins mutualistas e sociais. Do seu recíproco confronto no mercado, pode-se esperar uma espécie de hibridização dos comportamentos de empresa e, consequentemente, uma atenção sensível à civilização da economia. Neste caso, caridade na verdade significa que é preciso dar forma e organização àquelas iniciativas económicas que, embora sem negar o lucro, pretendam ir mais além da lógica da troca de equivalentes e do lucro como fim em si mesmo.
39. Na Populorum progressio, Paulo VI pedia que se configurasse um modelo de economia de mercado capaz de incluir, pelo menos intencionalmente, todos os povos e não apenas aqueles adequadamente habilitados. Solicitava que nos empenhássemos na promoção de um mundo mais humano para todos, um mundo no qual « todos tenham qualquer coisa a dar e a receber, sem que o progresso de uns seja obstáculo ao desenvolvimento dos outros »[94]. Estendia assim ao plano universal as mesmas instâncias e aspirações contidas na Rerum novarum, escrita quando pela primeira vez, em consequência da revolução industrial, se afirmou a ideia — seguramente avançada para aquele tempo — de que a ordem civil, para subsistir, tinha necessidade também da intervenção distributiva do Estado. Hoje esta visão, além de ser posta em crise pelos processos de abertura dos mercados e das sociedades, revela-se incompleta para satisfazer as exigências duma economia plenamente humana. Aquilo que a doutrina social da Igreja, partindo da sua visão do homem e da sociedade, sempre defendeu, é hoje requerido também pelas dinâmicas características da globalização.
Quando a lógica do mercado e a do Estado se põem de acordo entre si para continuar no monopólio dos respectivos âmbitos de influência, com o passar do tempo definha a solidariedade nas relações entre os cidadãos, a participação e a adesão, o serviço gratuito, que são realidades diversas do « dar para ter », próprio da lógica da transacção, e do « dar por dever », próprio da lógica dos comportamentos públicos impostos por lei pelo Estado. A vitória sobre o subdesenvolvimento exige que se actue não só sobre a melhoria das transacções fundadas sobre o intercâmbio, nem apenas sobre as transferências das estruturas assistenciais de natureza pública, mas sobretudo sobre a progressiva abertura, em contexto mundial, para formas de actividade económica caracterizadas por quotas de gratuidade e de comunhão. O binómio exclusivo mercado-Estado corrói a sociabilidade, enquanto as formas econômicas solidárias, que encontram o seu melhor terreno na sociedade civil sem contudo se reduzir a ela, criam sociabilidade. O mercado da gratuidade não existe, tal como não se podem estabelecer por lei comportamentos gratuitos, e todavia tanto o mercado como a política precisam de pessoas abertas ao dom recíproco

MAHLE fecha as portas na Argentina - Saída é Autogestão dos Trabalhadores

Por: Vinicius Morende (vinicius@abcdmaior)

Cerca de 400 trabalhadores da unidade argentina da Mahle, na cidade de Rosário, ocupam a fábrica há mais de dois meses, desde que o grupo alemão anunciou o fechamento das atividades na província de Santa Fé. Os metalúrgicos mantêm bloqueio no portão da companhia de autopeças até que haja alguma definição sobre o futuro dos postos de trabalho e da fábrica. A Mahle tem uma unidade em São Bernardo.
Aproximadamente 560 trabalhadores foram demitidos da fábrica de Rosário. Nas primeiras semanas após o anúncio, chegou-se a cogitar que as atividades da fabricante de anéis para pistões seriam trazidas para as unidades da Mahle no Brasil.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABCD, Sérgio Nobre, caso se configure, a situação é típica do sistema capitalista internacional. “As empresas deixam países em busca de condições diferentes, que atendem melhor suas necessidades, e não estão nem aí para os trabalhadores e suas famílias”, afirma.
Nobre lembra que durante a crise automotiva, na década de 1990, a Região passou por processo semelhante ao que acontece na autopeça argentina. “As economias deveriam se complementar, não estarem em conflito umas com as outras”, disse. “Por isso, os metalúrgicos da Região prestam solidariedade total aos companheiros da Mahle de Santa Fé.”
Autogestão - Com o apoio do Ministério do Trabalho argentino, os trabalhadores demitidos da companhia de autopeças também avaliam a possibilidade de ocuparem em definitivo as atividades da Mahle de Rosário. No caso, os antigos funcionários poderiam se tornar cooperados e assumir a produção da fábrica parada.
Isso porque, de acordo com os sindicatos metalúrgicos locais, a produção da companhia estava sendo retomada quando a decisão de fechar foi anunciada. Para o presidente da Federação Argentina de Cooperativas de Trabalhadores Autogestionados, José Abelli, a situação é vista como uma possibilidade viável.
“Na hora da crise, não se pode jogar a conta nas costas do trabalhador”, aponta Abelli, indignado com a situação. Vale destacar que o ABCD tem a Uniforja como o maior caso de sucesso do processo de autogestão de trabalhadores em metalurgia. A cooperativa é hoje a maior fabricante de flanges e conexões de aço forjado da América Latina.
Os trabalhadores da Mahle devem pôr em funcionamento nos próximos meses o coletivo internacional da companhia. Com a notícia do fechamento da unidade argentina, aumenta ainda mais a necessidade de organização. “Através do coletivo podemos proteger melhor o emprego nas unidades ao redor do mundo”, apontou Nobre.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Brasil vai ajudar OMS na Reforma Psiquiátrica Internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) usará a reforma psiquiátrica brasileira como modelo internacional para a saúde mental. A decisão da OMS é parte do mhGap (Mental Health Gap Action Program), estratégia global que tem por objetivo melhorar o acesso ao tratamento para transtornos mentais, neurológicos e aqueles relacionados ao consumo prejudicial de drogas.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, aceitou o convite feito pelo diretor de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, Benedetto Saraceno, para que o Brasil integre um grupo de países que se destacaram na saúde mental e cujas políticas estejam alinhadas com o que prega a OMS. Além do Brasil, Itália, Holanda e Egito confirmaram participação no grupo. Outros três países serão convidados nos próximos meses. “Para nós, o convite feito pela OMS é uma confirmação importante de que estamos no caminho correto”, afirmou Temporão.

Para alcançar o objetivo de melhoria do acesso ao tratamento, a estratégia mhGAP prevê a constituição de um fórum formado por três instâncias. A primeira delas é o grupo de governos para o qual o Brasil foi convidado. A segunda é composta por grandes instituições científicas que produzem pesquisas na área de saúde pública. E o terceiro grupo será constituído por organizações não-governamentais de âmbito mundial. Evolução Em visita ao Brasil, Saraceno disse que é nítida a evolução da política brasileira de saúde mental e a expansão dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) ao longo dos anos.

Em 2002, com 424 Caps, apenas 21% da população brasileira era coberta pelo serviço. Hoje, 1.394 Caps correspondem a uma cobertura populacional de 57%. “Os princípios éticos e técnicos da política e da reforma psiquiátrica brasileira estão corretos. A diminuição do número de leitos manicomiais e o incremento dos Caps é um fenômeno que vem ocorrendo no Brasil nos últimos dez anos de forma ascendente”, ressaltou.

A OMS recomenda o fortalecimento da atenção básica e a da atenção psicossocial comunitária. Para isso, sugere que cada país encontre o melhor caminho, respeitadas as particularidades sociais, econômicas e culturais. “O fato de um país do tamanho do Brasil não ter uma cobertura total desses serviços não significa que a reforma psiquiátrica está errada. A Inglaterra começou uma reforma há 15 anos. Na Itália, por exemplo, isso levou 17 anos. É um processo lento, tanto do ponto de vista administrativo e financeiro, quanto de recursos humanos e capacitação”, destacou Saraceno.

Carta de Santa Maria: Rumo ao Fórum Social da Economia Solidária

CARTA DE SANTA MARIA: “DE SANTA MARIA PARA O MUNDO”

“Eu desejaria, olhando o futuro, que a nossa região de Santa Maria, que é
relativamente pobre, fosse mais intensamente ajudada com atitudes de
Esperança. Nós, não queremos pessoas desanimadas, não queremos iludir
ninguém, não queremos criar falsas expectativas, mas a Esperança verdadeira”.

(Dom José Ivo Lorscheiter).


Desde 1994 realiza-se, em Santa Maria, RS, a Feira da Economia Solidária, que completaria nos dias 10, 11, e 12 de julho deste ano, sua 16ª edição Estadual e a 5ª Edição a nível Internacional.
Este evento sempre foi sonhado, planejado e realizado em mutirão pela força da Economia Solidária em Rede através do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, dos diversos Fóruns Estaduais, pelas 60 Comissões de Organização de Santa Maria do Projeto Esperança/Cooesperança da Diocese de Santa Maria, RS, as Entidades Parceiras, as Organizações Governamentais e não Governamentais, os Movimentos Sociais e os Empreendimentos Solidários de forma organizada e comprometida fazendo acontecer a Feira há 16 anos.

A Feira de Santa Maria faz parte de um Programa Nacional de Feiras, Feiras em Rede das Políticas Públicas no Brasil e que fortalece o Comércio Justo e Consumo Ético e Solidário.
A partir de 2001, a Feira tomou cunho Nacional com a participação de muitos Empreendimentos de outros Estados e outros Países da Economia Solidária, tornando-se assim FEIRA NACIONAL E INTERNACIONAL DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA e confirma que “UMA OUTRA ECONOMIA ACONTECE”.

O evento de 2008 reuniu em torno de 145 mil pessoas oriundas de 25 Países; 27 Estados Brasileiros; em torno de 400 Municípios, com a participação de 850 Empreendimentos Solidários e muitas Redes de Economia Solidária da América Latina e de outros Continentes. Oportunizou inúmeros e significativos espaços de Formação, como: Seminários Nacionais e Internacionais, Oficinas, Caminhada Internacional e Ecumênica Pela Paz, Levante da Juventude, Troca de Experiências e Momentos Culturais com a presença de diferentes culturas, etnias e um grande número de Povos Indígenas de várias Tribos.

A Feira de Santa Maria: “Uma Experiência Aprendente e Ensinante”.

O ano de 2009 entra para a história de maneira diferente, apontando para a projeção de 150 mil participantes. O esforço e o trabalho gratuito das 60 Comissões formadas pelos Empreendimentos Solidários que compõem a Rede do Projeto Esperança/Cooesperança, integrados no trabalho Social do Banco da Esperança (Cáritas Diocesana) da Diocese de Santa Maria-RS, da Cáritas Brasileira e Cáritas Regional/RS, da SENAES (Secretaria Nacional de Economia Solidária), do IMS (Instituto Marista de Solidariedade) e muitas outras Entidades Parceiras e Apoiadoras, que vinham trabalhando para este Evento, há um ano, foram interrompidos e cancelados.


Porque a Feira não aconteceu se os outros eventos continuaram acontecendo?

A alegação da Juíza Dra. Eloísa Helena Hernandez de Hernandez era “de que haveria aglomeração de pessoas”, um risco para a evolução da Gripe A (H1N1). E o que dizer das outras aglomerações: nos ônibus, nos cinemas, nos Shoppings, nas Festas, nas Boates, nos Mercados, nos Jogos, Festa da Batata Doce, Feirão de Carros, nas Escolas, nas Igrejas e diversos eventos que aglomeram muita gente em lugares fechados no Centro da cidade do RS e do Brasil? Será que o nosso ar é diferente? Nossa comida é diferente? Nosso trabalho é diferente? Nosso ambiente é diferente? Ou será que o verdadeiro motivo é que a Economia Solidária abre para o Mundo a possibilidade de um novo Modelo Econômico, de Desenvolvimento Solidário e Sustentável de inclusão social, de partilha, de resgate da dignidade humana onde os excluídos deste processo têm voz e vez e uma participação interativa e comprometida?
Vejam o desenrolar dos fatos, conforme a cronologia abaixo:

1. Dia 01 de julho de 2009, os Representantes da Comissão da Feira do Projeto Esperança/Cooesperança e da Prefeitura Municipal de Santa Maria fizeram uma reunião com o Dr. José Haidar Farret, Secretário Municipal de Saúde, para as tratativas da Equipe da Saúde com os Profissionais, e a Unidade Móvel durante os 3 (três) dias de Feira. Foi confirmada pelo Dr. José Haidar Farret que a sua equipe faria assessoria a todo o Evento, inclusive para o 4º Levante da Juventude que faria o seu Acampamento. Assim ficamos muito tranquilos com a Assessoria da Secretaria da Saúde durante a Feira.

2. Dia 02 de julho de 2009, realizou-se uma reunião ampliada com os vários segmentos da saúde, representante da Prefeitura Municipal e Comissão Central da 16ª FEICOOP. Nesta reunião houve longo debate no qual os setores de saúde queriam cancelar todos os eventos, porém a comissão organizadora ponderou e decidiu cancelar os Eventos Internacionais, cuja decisão no mesmo dia foi levada até o Prefeito Municipal Cézar Schirmer, que manifestou a sua concordância em manter apenas os Eventos Nacionais.

3. Dia 03 de julho de 2009, todos os segmentos de Saúde anteriormente mencionados reuniram-se com o Promotor Público de Defesa Comunitária, Sr. João Adede Y Castro. Nesta oportunidade, o Promotor recomendou aos organizadores o cancelamento de todos os eventos relativos à Feira e para a Prefeitura Municipal exigiu o cancelamento total de todos os Eventos. Os documentos foram entregues por volta das 17 horas do mesmo dia para a Comissão da Feira.

4. Dia 04 de julho de 2009, no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, à Rua Heitor Campos, s/n, em Santa Maria, RS, reuniram-se em torno de 170 pessoas das Comissões, que solicitaram, com a presença de advogados, uma reconsideração dos fatos. Esta negociação foi até o dia 07 de julho de 2009, às 16h30min, quando foi veiculado, via imprensa, pela Prefeitura Municipal, a REALIZAÇÃO de todos os Eventos Nacionais, pois as Comissões já haviam cancelado os Eventos Internacionais, com a concordância do Prefeito Municipal Cézar Schirmer. Neste mesmo dia, por volta das 18h, o Promotor de Defesa Comunitária Dr. João Marcos Adede Y Castro entrou com uma Ação Cautelar, exigindo o cancelamento de todos os Eventos Nacionais e Internacionais.

5. Dia 08 de julho de 2009, mais ou menos às 10h30min, foi entregue aos organizadores o documento da Liminar do cancelamento total e obrigatório de todos os eventos, com multa de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para cada uma das Entidades: Prefeitura Municipal de Santa Maria, Mitra Diocesana de Santa Maria, Banco da Esperança e Projeto Esperança/Cooesperança responsáveis pelos eventos de 2009 no caso de não cumprimento da Liminar.

6. De 01 de julho de 2009 até o final de tudo dia 12 de julho de 2009, foram feitas inúmeras reuniões com a equipe Central da Feira, as Comissões e as Entidades Parceiras, e foram atendidos milhares de telefonemas e recebidos muitos e-mails pedindo esclarecimentos sobre a situação.

O cancelamento total da Feira foi veiculado apenas um dia e meio antes do início dos Eventos Nacionais, ficando impossível avisar as Caravanas de longe que já estavam viajando. Todos os que haviam saído das suas cidades foram bem acolhidos.

Manifestamos o nosso repúdio, nossa mais profunda indignação ao Promotor Dr. João Adede Y Castro e à Juíza Dra. Eloísa Helena Hernandez de Hernandez, que não tiveram a capacidade de ouvir os organizadores, aos quais não foi dado o direito de defesa e de esclarecimento dos fatos. Esta indignação perpassou a Teia de Todos os Fóruns Nacionais e Internacionais da Economia Solidária à nível mundial, que hoje fortalecem a construção de um Novo Modelo do Desenvolvimento Solidário e Sustentável com Políticas Públicas através de um novo modo de organização, produção e do Comércio Justo, Consumo Ético e Solidário.

Na realidade, foi ferido mundialmente o “Coração da Economia Solidária”.

Quando veio o cancelamento definitivo dos Eventos Nacionais, dia 08 de julho de 2009, 15 caravanas já haviam saído de seus Estados. Estas caravanas fizeram, em Santa Maria, um grande momento de partilha, troca de experiências e Formação em diversos locais da cidade e da região. Dentre estes citamos a visitação ao túmulo de Dom Ivo Lorscheiter, no Santuário Basílica de Nossa Senhora Medianeira; a Marcha da Esperança, onde milhares de pessoas em sintonia com a mesma causa clamaram por: Força, Coragem, Justiça e Liberdade, fortalecendo assim a Teia da Esperança na perspectiva de “Um Outro Mundo Possível”.
Durante estes três dias, diante de um sistema excludente e opressor, que no mundo gera cada vez mais uma “Massa Sobrante” das pessoas pobres e excluídas fora do mercado de trabalho, construiu-se a necessidade e a urgência de que a Economia Solidária seja a realização de um Grande Movimento Mundial.

Para isso, foi lançado, para o mês de Janeiro de 2010, na comemoração dos 10 anos do Fórum Social Mundial, cujo evento será realizado na Região Metropolitana de Porto Alegre, RS, em janeiro de 2010, a realização do 1º Fórum Mundial da Economia Solidária e 1ª Feira Mundial da Economia Solidária, em Santa Maria - RS - Brasil, antes dos Eventos de Porto Alegre, RS. Este evento será realizado com a presença de todas as Redes Mundiais de todos os Continentes de Economia Solidária afirmando, com certeza, que “Um Outro Mundo é Possível” e de “Uma Outra Economia já Acontece”.
Santa Maria, RS - Brasil, 10 a 12 de julho de 2009.


Os Representantes das 60 Comissões da Feira de 2009 e os Representantes dos 15 Estados Brasileiros juntamente com o Fórum Brasileiro de Economia Solidária e os Fóruns Estaduais e Entidades Parceiras e Apoiadoras dos Eventos Cancelados.

Se queres Planejar para um ano: Plante Cereais;
Se queres Planejar para 30 anos: Plante Árvores;
Se queres Planejar para 100 anos: Organize e Motive
a organização do POVO”
(Provérbio Chinês).

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Inscrições para o Festival de Cultura Popular de Paranapiacaba

O problema de querer "enquadrar" a Cultura Popular, esta mesmo de raiz, de sangue e luta pela liberdade, aos padrões da Indústria Cultural, de um mercado que transforma a produção cultural e os artistas em laranjas, que após sugadas, sobra o bagaço que é dispensado na lixeira.
Esta tem sido a realidade da Indústria em relação à toda a produção " independente" que começa a aparecer. "Enquadrar" significa tirar do eixo original e conduzir para outro eixo, exatamente aquele que nós, Festeiros, artistas populares, e fomentadores de Cultura, pois eu sempre digo e repito aqui no Núcleo de Cultura Popular de Paranapiacaba, nós não fazemos EVENTO, nós FOMENTAMOS a CULTURA POPULAR, em forma de FESTA, ENCONTRO, FESTIVAL, FEIRA. Mas antes de tudo é o fortalecer a Cultura e não fazer evento. A grande diferença está contida nesta postura. E pelo quinto ano, Paranapiacaba realizará, talvez este ano sem qualquer apoio governamental o Festival de Cultura Popular, e este ano, conincidentemente com a matéria sobre a obrigação do repentista tirar o DRT, nós estaremos realizando o primeiro encontro de repentistas de São Paulo, talvez, seria bom, a discussão sobre esta condição vir a tona em nossa Festa, pois a Festa, que é alegria, também é união, e momento para fortalecer o MOVIMENTO.

Estamos com inscriçoes abertas para que repentistas da Grande São Paulo venham mostrar seu trabalho, vender seu cordel, passar o chapéu. A organização tem a oferecer as estadias gratuitas para os repentistas, almoço, café da manhã e jantar gratuitos comunitários, alojamento Universitário, espaço gratuito ( escambo pois a troca é pela cultura) para a comercializaçã o a preço justo e solidário de CDs, Camisetas, instrumentos musicais e literatura de cordel.

Os interessados, devem enviar e-mail para: ceramicaparanapiaca ba@yahoo. com.br - Wal Volk, movimento de resistencia cultural da Vila Histórica de Paranapiacaba - Festeira Local.

Relato sobre a Feira de Santa Maria

Clique na Imagem e Veja as Fotos das Feiras anteriores


Estive desde quinta-feira em Santa Maria prestando solidariedade a NOSSA maior Feira de ECOSOL do país e do Mercosul, como também, colaborando com a recepção das caravanas que foram a Santa Maria.

Apesar, da frustração pelo cancelamento da Feira, todas as caravanas que chegaram estavam com um forte sentimento de indignação e de solidariedade com todos e todas envolvidos na organização. Mostrando que é com esperança e determinação que não iam deixar passar em branco o ocorrido em Santa Maria.

Com satisfação vi também presente a Diretoria de Fomento da SENAES (três pessoas), como também as companheiras do IMS que estão gerindo o programa nacional de Feiras.

Tivemos diversas reuniões com as caravanas, onde Irmã Lourdes explicava o processo de como foi o cancelamento da Feira. A conclusão que tiramos lá coletivamente, a partir do informe, foi que o cancelamento foi uma ação política, onde o judiciário, criminalizou mais uma vez os movimentos sociais. Pois, na própria Santa Maria estavam ocorrendo outros eventos, como um Grande Feirão de Carros, uma outra Feira de Insumos Agrícolas e todas as casas noturnas estavam abertas.

A partir dessa conclusão (e com a impossibilidade de realizar qualquer atividade já divulgada no cartaz da Feira) os Fóruns de ECOSOL e os movimentos sociais ali presentes resolveram puxar uma MARCHA da ESPERANÇA para reafirmar nossa indignação, mostrar nossa força e também afirmar duas propostas ali tiradas coletivamente:

1. Realizar uma Campanha de Apoio para arrecadar fundo para cobrir as dívidas da Feira (que por sinal são muitas...)

2. Realizar em Janeiro em vésperas do Fórum Social Mundial, um Fórum Social da ECONOMIA SOLIDARIA, com a realização da Feira também. A idéia é não deixar que essa proibição, fique sem uma resposta a altura, que mostre a força da ECOSOL no Brasil e no mundo. Reafirmando a força e a tradição da Feira de Santa Maria.

A Marcha foi realizada a partir do túmulo de Dom Ivo e andou pelas principais avenidas de Santa Maria, mostrando representação de diversos estados e também de diversos movimentos sociais. A Marcha encerrou na porta do Foro de Santa Maria, onde foi lida a carta do FBES e diversas falas dos Fóruns Estaduais de ECOSOL, movimentos sociais e populares e do Dep. Elvino Bohn Gass, mostrando uma solidariedade militante, como também afirmando que vamos realizar um grande Fórum Social de ECOSOL em Santa Maria em janeiro. Mostrando que esse ataque injustificado a Feira de Santa Maria, terá uma resposta positiva e de mobilização ampliada em todo o país e a nível internacional.

Para encerrar, foi feito uma grande roda e cantamos o Hino Nacional....
Conheça o trabalho abdicado na construção da Economia Solidária realizado pela COOESPERANÇA/ Santa Maria (clique e acesse a página).

ps. foi criado uma primeira comissão de organização do Fórum Social da ECOSOL e vamos realizar uma primeira reunião de organização dia 17 e 18 de agosto em Santa Maria...

ps1. Abaixo segue um conjunto de links de matérias da mídia local (sobre todas as indas e vindas da proibição da Feira de Santa Maria)

abs,

Matérias Feira de Santa Maria (imprensa local)



Jornal A Razão
Dia D para a Feira do Cooperativismo
Feira nas mãos da jutiça
Justiça de Santa Maria suspende feira
Marcha da economia solidária permanece



Diário de Santa Maria
Feira liberada até quando?
Justiça barra a feira
A feira no tribunal
Luto pela feira do cooperativismo

quarta-feira, 8 de julho de 2009

UNISOL Brasil deverá ampliar parcerias internacionais

Por: Vinicius Morende (vinicius@abcdmaior.com.br)

Facilitar o acesso ao crédito, desenvolver a formação dos cooperados, a comercialização e ampliar a cooperação internacional entre empreendimentos solidários serão os principais desafios da próxima gestão da Unisol Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil).

As prioridades foram definidas durante o 2º Congresso da entidade, que reuniu 430 cooperativas de todo o País, em São Bernardo. Durante o segundo dia de evento a eleição para a nova direção da entidade definiu a reeleição de Arildo Lopes para a presidência da Unisol Brasil até 2012.
Durante o encerramento do encontro, Lopes afirmou que o desafio de construir a economia solidária inclusiva e participativa passa pela participação política dos cooperados. “Para isso, temos que participar da política pública local e estadual, da vida política como um todo. A partir do trabalho e sob os lemas do cooperativismo e do associativismo conseguiremos mudar o país”, afirmou.
Exterior – O evento, que terminou nesta terça-feira (07/07), também contou com a participação de representantes de entidades ligadas à economia solidária e ao cooperativismo de países como Itália, Espanha, Argentina, entre outros. A cooperação internacional foi apontada como uma das prioridades da nova gestão da Unisol Brasil.
O presidente da Confederação Argentina de Cooperativas de Trabalho, José Sancha, presente ao evento, afirmou que as conquistas dos trabalhadores da América Latina nos últimos anos não podem retroceder. “Temos em comum o fato de pertencermos à classe trabalhadora, querermos autogestionar a economia, construir poder e não acumular capital. Para isso, precisamos fazer alianças estratégicas entre nós e entre governos populares”, discursou.
Organização - Uma rede de coordenadores da Unisol Brasil, com um representante em cada Estado, também deverá ser criada após os debates do 2º Congresso. O objetivo é integrar as atividades da organização em todos País. Além disso, os setoriais de agricultura familiar e alimentação serão integrados ao grupo de setoriais contemplados pela organização (metalurgia, confecção, construção civil, artesanato, fruticultura, apicultura, cooperativas sociais e reciclagem), que orientam os trabalhos da entidade.

sábado, 4 de julho de 2009

Movimentos Sociais debatem Marco Legal da ECOSOL em Fortaleza

Dando continuidade à construção coletiva do marco legal da economia solidária, o mandato promoveu nesta segunda-feira, 29 de junho, mais uma plenária com produtoras e gestão municipal.

Na presença de representantes dos movimentos sociais e do coordenador da equipe de Economia Solidária da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e representante da Prefeitura na Rede de Gestores, Marcos Arcanjo, foi apresentado o Projeto de Lei que será encaminhado à Câmara Municipal de Fortaleza.


Os presentes tiveram a oportunidade de debater e trocar idéias para a construção do texto final. O assessor jurídico do mandato, Carlos Augusto, destacou a importância dessa discussão, pois somente após reuniões e plenárias é que o projeto vai se edificando.

Na ocasião, dona Maria Cilene, da Associação de Mulheres do Dendê, ressaltou que o Projeto de Lei é uma oportunidade de dizer "é isso que nós queremos".

Encerrando a tarde de discussões, Ronivaldo firmou, mais uma vez, o compromisso de seu mandato em defender essa luta. "Nós queremos emprestar o nosso mandato para servir como ferramenta e levar à Câmara a discussão da Economia Solidária na nossa cidade", disse ele.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Unisol Brasil realiza seu 2. Congresso Nacional em SBC




Evento reunirá 700 pessoas do Brasil e de organismos internacionais; imprensa deve se credenciar por email e retirar credencial no local

Com a presença do secretário nacional de Economia Solidária (órgão do Ministério do Trabalho), Paul Singer, e do presidente do Sebrae nacional, Paulo Okamoto, acontece nos dias 6 e 7 de julho, em São Bernardo do Campo, o 2° Congresso Nacional da Unisol Brasil. O evento vai reunir 700 participantes, representando 430 empreendimentos autogestionários de 22 Estados das cincxo regiões do País. São 25 mil trabalhadores envolvidos e um faturamento anual de R$ 1,3 bilhão.

Fundada há cinco anos, com o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a Unisol Brasil trabalha para fortalecer cooperativas e empreendimentos autogestionários. Dos 430 em atuação hoje no País, 25 são empresas recuperadas (massa falida) e 60% são cooperativas, que têm a maior fatia do setor em número de trabalhadores.

Segundo os organizadores, o 2° Congresso da Unisol Brasil permitirá avaliar as ações realizadas nos últimos três anos, desde o primeiro congresso, e estabelecer novas diretrizes para que a economia solidária e o cooperativismo se consolidem no País.

Também estarão presentes no evento o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e diretor-executivo da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit, e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre.


CREDENCIAMENTO DE IMPRENSA

Os profissionais interessados em cobrir o evento devem solicitar credenciamento via email:credenciameto@smabc.org.br ou entrar em contato pelo telefone 4128-4253. As credenciais serão entregues no local (hotel Pampas Palace), no dia de abertura (6).

Antes do evento, o presidente da Unisol Brasil, Arildo Mota Lopes, membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, está à disposição da imprensa para mais informações sobre o Congresso. Agendar com antecedência no 4128-4253.

FICHA TÉCNICA
6 e 7 de julho de 2009
Pampas Palace Hotel - auditório
Av Barão de Mauá De, 71, Jardim do Mar, São Bernardo do Campo - (0xx)11 4122-2000

Convidados:

Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho
Paulo Okamoto, presidente do Sebrae nacional,
Quintino Severo, secretário-geral da CUT nacional (Central Única dos Trabalhadores)
Jorge Streit, diretor da Fundação Banco do Brasil
Paul Singer, secretário Nacional da Economia Solidária
Luis Paulo Bresciani, secretário de Desenvolvimento Econômico de Diadema, além de representante do BNDES

Convidados internacionais:

ICCO - Holanda
Red Del Sur (Argentina, Uruguay e Paraguai)
Pau i Solidarietat - Espanha
Conosud – Espanha
MCC - Espanha
Região da Emilia-Romagna – Itália
CGIL, CISL, COSPE / NEXUS, ISCOS - Itália
Lega delle Cooperative – Itália
CSN – (Central Sindical do Canadá)
CIDA (Central das Cooperativas Canadenses)

PROGRAMAÇÃO:

6 DE JULHO

9h – Abertura Institucional do Congresso - Arildo Mota Lopes, presidente da UNISOL Brasil
9h30 – Mesa 1 - Estratégias e Ações de Acesso ao Crédito para os Empreendimentos Autogestionários
10h30 – Mesa 2 - Relações Internacionais: Cooperação Internacional e Comercio Exterior
11h30 – Mesa 3 - Comercializaçã o, Setoriais e Cadeias Produtivas dos Empreendimentos de Economia Solidária
12h 30 – Mesa 4 - Aspectos do Marco Jurídico para as Cooperativas no Brasil
13h30 – Almoço

14h30 – Grupo de Trabalho por Setoriais - Metalurgia, Apicultura, Confecção, Reciclagem, Artesanato, Construção Civil, Fruticultura, Cooperativas Sociais, Grupos sem Setoriais


17h – Apresentação dos Trabalhos em Plenária
18h – Leitura e apreciação do Regimento Interno do Congresso
18h30 – Encerramento das Atividades do dia e Coquetel de Abertura Oficial com Apresentação Cultural
19h – Abertura Oficial


7 DE JULHO

9h – Balanço da Gestão 2006/2009
10h30 – Sustentação política e financeira da Unisol Brasil
11h – Adequação estatutária da Unisol Brasil / Debate em plenária
13h – Almoço
14h – Processo para eleição da nova diretoria e conselhos da UNISOL Brasil
16h – Mesa de encerramento
17h45 – Posse da Nova Diretoria e Encerramento do Congresso

quinta-feira, 2 de julho de 2009

UNISOL fortalece Cooperativas de Reciclagem em São Bernardo do Campo

Cooperativas de reciclagem recebem novos equipamentos

Por: Deise Cavignato (deise@abcdmaior.com.br)

Prensa foi entregue para a cooperativa Refazendo de São Bernardo. Foto: Amanda Perobelli
Prefeituras, Fundação Banco do Brasil e Unisol Brasil são as intermediadoras
As cooperativas Refazendo (São Bernardo) e Cooperlimpa (Diadema) de reciclagem receberam equipamentos nesta quarta-feira (01/07) com o apoio das prefeituras, da Fundação Banco do Brasil e da Unisol Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários).
Foram entregues em Diadema um computador, uma prensa, uma balança e um caminhão. Na cooperativa de São Bernardo, os equipamentos entregues foram uma prensa e uma empilhadeira.

A presidente da Refazendo, Francisca Maria Lima Araújo, diz que já tem 45 cooperados. “Nós lutamos por muito tempo por novos equipamentos, mas a burocracia é muito grande também. Agora vamos poder produzir e vender mais”, afirmou.
As duas cooperativas são filiadas a Unisol e o diretor tesoureiro, Marcelo Kehdi Gomes Rodrigues esteve presente para a entrega dos equipamentos. “A Unisol tem trabalhado bastante para apoiar o setor de reciclagem que tem sofrido muito nesse período de crise mundial”, explicou.
O responsável pela diretoria de fomento à indústria no apoio ao empreendedorismo de trabalho e renda da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Bernardo, Nilson Tadashi Oda, disse que a Prefeitura tem desenvolvido trabalhos de geração e renda. “Estamos tentando aprimorar as cooperativas de reciclagem porque essas pessoas ficavam no lixão do Alvarenga. É possível que façamos ainda uma outra cooperativa que agregue cerca de 40 catadores de rua. Essa iniciativa concilia o aspecto social, econômico e ambiental”, disse Tadashi.